Bracarae - O fórum de Braga! • Ver Tópico - Eléctrico

Eléctrico  

Espaço para a discussão sobre os transportes.

Re: Eléctrico

Mensagempor tony » segunda dez 09, 2013 11:28 pm

O eléctrico, ou melhor, o metro, por cá seria bom claro, as pessoas provavelmente optariam por este meio.
Mas só de pensar no que acarreta a construção de linhas e tudo mais... Braga infelizmente não tem um planeamento muito pormenorizado, uma cidade que é plana e que tem pontes com rotunda e túneis e tudo mais, não ajuda... Linhas como Estação - Universidade, Centro - Universidade, Centro - algumas zonas periféricas seriam bem-vindas... Sonhar é grátis felizmente...
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Re: Eléctrico

Mensagempor Meireles88 » terça dez 10, 2013 1:31 am

Não há estudos do quadrilátero que fundamentem isso e, pelo que estive a falar com os técnicos, uma ligação ferroviária nova entre as cidades existentes é algo utópico no momento que vivemos.
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Re: Eléctrico

Mensagempor mister B » terça dez 10, 2013 11:09 am

Sim, no momento não é sequer uma opção, mas as coisas devem ser discutidas e pensadas com antecedência.
A médio prazo vai ser necessário, e as coisas demoram sempre muitos anos até serem construídas...
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Re: Eléctrico

Mensagempor Miguel » sexta mar 21, 2014 3:34 pm

Este ano faz 100 anos que os eléctricos foram introduzidos em Braga, a data vai ser relembrada de alguma forma?
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Re: Eléctrico

Mensagempor Meireles88 » sexta mar 21, 2014 4:28 pm

Miguel Escreveu:Este ano faz 100 anos que os eléctricos foram introduzidos em Braga, a data vai ser relembrada de alguma forma?


Penso que sim :D
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Re: Eléctrico

Mensagempor karlussantus » sábado mar 22, 2014 2:09 am

A rede de elétricos enquadra-se perfeitamente na estratégia dos quadros comunitários 2014-2020. Isso é que era uma boa forma de relembrar! :D
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Re: Eléctrico

Mensagempor mister B » terça mar 25, 2014 3:59 pm

Hoje em uma entrevista no Diário do Minho, vem um senhor por parte da TUB (não me recordo o nome) a defender uma ligação directa UM- Estação com passagem pela Rua dos Capelistas (existe algum interesse em voltar a circular automóveis nessa rua?).
Não me parece boa ideia...
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Re: Eléctrico

Mensagempor karlussantus » terça mar 25, 2014 9:07 pm

mister B Escreveu:Hoje em uma entrevista no Diário do Minho, vem um senhor por parte da TUB (não me recordo o nome) a defender uma ligação directa UM- Estação com passagem pela Rua dos Capelistas (existe algum interesse em voltar a circular automóveis nessa rua?).
Não me parece boa ideia...


OMG, para isso têm ali ao lado uma zona completamente degradada onde esteve a "vila", parece-me melhor solução...

Alguém tem a notícia digitalizada!?
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Re: Eléctrico

Mensagempor karlussantus » terça mar 25, 2014 9:12 pm

Encontrei isto no Diário do Minho, penso que é a notícia, falta o conteúdo mas só pelo que se pode ler:

TUB querem ligar ainda este ano Estação da CP e Universidade
O novo administrador dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), Baptista da Costa, espera conseguir ligar, ainda este ano, a universidade à estação de caminhos de ferro, em linha reta, cruzando a Avenida Júlio Fragata e atravessando o centro da cidade pela rua dos Capelistas.

http://www.diariodominho.pt/conteudos/53195

Medo!! :lol:
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Re: Eléctrico

Mensagempor Meireles88 » quarta mar 26, 2014 1:02 pm

PDF



O desenho é o já famoso anel da mobilidade:
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Eu penso que a ideia não é passarem carros, é só passarem autocarros. Isto reduziria o nº kms de 4 para 1km, já para não falar do tempo de viagem e do conforto. Seria muito mais atrativo ter um autocarro que possa passar em linha reta e de forma rápida do que um que ande às voltinhas e demore mais 10 ou 15 min do que o que podia demorar. Ao fim de um ano é uma compensação brutal.
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Re: Eléctrico

Mensagempor karlussantus » quarta mar 26, 2014 4:24 pm

Meireles88 Escreveu:
Eu penso que a ideia não é passarem carros, é só passarem autocarros. Isto reduziria o nº kms de 4 para 1km, já para não falar do tempo de viagem e do conforto. Seria muito mais atrativo ter um autocarro que possa passar em linha reta e de forma rápida do que um que ande às voltinhas e demore mais 10 ou 15 min do que o que podia demorar. Ao fim de um ano é uma compensação brutal.


De acordo, mas é fácil imaginar o impacto que terá no Campo da Vinha, Rua dos Capelistas, e restantes ruas que dai irradiam. Tendo a zona da "vila" totalmente ao abandono, que se inicia precisamente no topo este do Campo da Vinha onde já existe transito automóvel e que apenas teria impacto negativo no topo Norte do Largo de São Francisco parece-me que seria a melhor solução! Cheguei a falar desta linha pela zona da "vila" a várias pessoas...

P.S. Existindo problemas técnicos no curto prazo com este traçado, a Rua dos Capelistas poderá ser vista como solução provisória, mas parece-me não deveria ser vista como definitiva!
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Re: Eléctrico

Mensagempor karlussantus » quarta mar 26, 2014 5:59 pm

Meireles88 Escreveu:PDF



O desenho é o já famoso anel da mobilidade:
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Eu penso que a ideia não é passarem carros, é só passarem autocarros. Isto reduziria o nº kms de 4 para 1km, já para não falar do tempo de viagem e do conforto. Seria muito mais atrativo ter um autocarro que possa passar em linha reta e de forma rápida do que um que ande às voltinhas e demore mais 10 ou 15 min do que o que podia demorar. Ao fim de um ano é uma compensação brutal.


Obrigado Meireles por colocares aqui a notícia! :drink:

A minha análise da entrevista.

O Metro do Porto foi um desafio particularmente estimulante, porque não havia em Portugal nenhum sistema de metro ligeiro. É pouco conhecido em Portugal que, em 2008, foi considerado o melhor metro ligeiro do mundo. Também a universidade de Harvard o distinguiu, no ano passado, com um prémio de inserção urbana. Foi o maior projeto urbanístico do norte de Portugal durante o séc. XX


O lobby do Porto conseguiu que durante mais de 5 anos, um território com pouco mais de 40km2 e menos de 250.000h recebesse mais investimento que todos os municípios do Minho juntos, os quais possuem mais de 1.100.000h (5x superior) e mais de 4.900km2 (x120 maior).
Em Braga nada parecido poderá ser feito, enquanto não tivermos peso político, uma AM de Braga, uma NUTS II do Minho ou simplesmente políticos locais muito mais ativos na defesa dos interesses de Braga.


Braga vedou o acesso das pessoas à própria cidade. Braga está um bocado bloqueada. Há 40/50 anos, tinha 35 mil habitantes. Entretanto, cresceu para 85 mil. E há muita gente que chegou a Braga, mas não conhece a cidade. Não acede ao centro porque não tem como. O acesso ao centro é difícil.


Na verdade Braga há 40/50 anos tinha 50.000h em 1991 cerca de 85.000, 2001 110.000, e agora tem cerca de 135.000 (dados do INE). Quando falamos de cidade temos que usar o termos que se usam em Portugal.
Na verdade as pessoas têm como aceder ao centro, não estamos em Londres onde a cidade tem mais de 50 km de extensão, agora esse centro não está facilmente acessível nem consegue atrair os jovens da UM e os estabelecimentos comerciais, que se preferiram instalar nos arredores da UM.

Também em termos de saúde, Braga é uma cidade excecionalmente equipada: hospitais, centros de saúde, farmácias, análises clínicas; áreas desportivas, ténis, piscinas… Tem todas as condições para oferecer qualidade de vida às pessoas.


Em todas estas áreas perde largamente para Coimbra, que apesar de ter menos habitantes e ter uma área envolvente muito menos populosa conseguiu e consegue com a sua maior reivindicação política ligações de metro, investimento em novos hospitais, expansão da UC... Braga era a capital do Entre Douro e Minho, depois Minho, depois Distrito de Braga, agora NUTS II Cávado, qualquer dia estamos reduzidos ao município.
Quando se reclamam investimentos para Braga, deviam fazê-lo como cidade de equilíbrio regional do território Norte, como cidade referência do Minho que tem 1,1M de habitantes e como cidade que possui um efeito polarizador de área metropolitana para um território de cerca de 500.000h. Nada disto é feito e aqui na entrevista... muito menos.

O turismo cresceu imenso. É turismo religioso, turismo cultural, turismo de negócios. As universidades realizam conferências, congressos internacionais. Braga criou condições para ser um polo de atração de dimensão internacional, nomeadamente captando turistas de longa duração, seniores, do norte da Europa. Numa Braga tão perto
do aeroporto, poderão, em qualquer altura, ir visitar os netos, com toda a tranquilidade, à Holanda, à Bélgica, ou a outros países.


Mentira, o turismo estagnou na sua componente mais importante o número de dormidas, o Minho perdeu 147.466 dormidas enquanto o Porto ganhou 323.399 e o Grande Porto ganhou 395.300, podem consultar aqui.
Braga tinha e tem condições para captar turistas e turistas de longa duração, mas precisa de:
- ligação ao Gerês para funcionar como rótula de ligação/ porta de entrada no PNPG (AFSC-Braga-PNPG), o lobby do Porto conseguiu fazer a AE de ligação regional a Chaves não a partir de Braga que serviria a área de influencia de Braga e de Chaves ao longo da EN103 e de ligação ao Gerês, mas a sul a partir de Guimarães a Vila Pouca de Aguiar onde serve para nada, o resultado está à vista;
- ligação competitiva às restantes cidades minhotas para criar pacotes comuns, neste momento o Porto está mais próximo de Viana, Guimarães, Barcelos, Esposende pois tem ligações rodoviárias diretas e tem ligações ferroviárias de excelência, Braga tem um ramal que só liga ao Porto;
- promover a marca Minho, neste momento usam o dinheiro para promover o Porto e Norte com o resultado conhecido;
- ligação ao AFSC, bastavam 13km de linha ferroviária desde S. Romão (Trofa) até ao AFSC e Linha de Leixões, para colocar o AFSC ligado a Braga e na rede da euro-região;
- ...

Braga tem tudo para ser mas não é, neste fragmento de entrevista diz-se tudo o que os bracarenses gostam de ouvir e que normalmente sai no Correio e no Diário, mas na verdade nada se tem concretizado porque os políticos locais não corrigem o que esta em falta, e aqui mais uma vez se faz precisamente o mesmo erro.

Ainda este ano, espero conseguir ligar a universidade à estação de caminhos de ferro, em linha reta, cruzando a Avenida Júlio Fragata e atravessando o centro da cidade pela Rua dos Capelistas. É uma decisão de fácil execução.


Em relação à Rua dos Capelistas, já referi que entendo que o ideal seria utilizarem o interstício onde estava a "vila" e o arruamento desde o Campo da Vinha até ao Largo de S. Francisco.
Colocar um cruzamento nesta via, fechar o sinal para o abrir para a ligação "Rua D.Pedro V - Rua Nova de Santa Cruz" parece-me que só pode resultar numa clara diminuição da capacidade da Av. Júlio Fragata, o que levará a enormes filas em hora de ponta a julgar pelo nível de saturação da circular desde o nó da Confeiteira até à zona do Minho Center (mais de 100% em quase todo este troço, segundo o estudo do Quadrilatero), basta ver as filas que se criam quando uma das faixas fica inutilizada por um acidente.
Em relação à Avenida Júlio Fragata estamos a falar de um tráfego médio diário (TMD) de cerca de 75.000 veículos. Entupir aqui o transito com a colocação de um cruzamento, implica também entupir a Frei Bartolomeu dos Martires que tem um TMD perto de 70.000, a João Paulo II cerca de 40.000 do lado do centro e perto de 50.000 do lado da UM. Este é claramente o "coração" da circulação automóvel da cidade e da ligação à região.
Estamos a falar de um TMD 5x maior que a "A3 entre Cruz-Braga", 3x a 4x as EN mais congestionadas do Distrito "EN101 Guimarães-Taipas", "EN101 em Vila Verde", "EN101 Palmeira", "EN103 Braga-Barcelos", ... próximo do TMD da A28 entre Matosinhos e Leça da Palmeira, superior à A3 entre as portagens e o cruzamento com A4, idêntico à A1 em Alverca, ...

Todos já defendemos aqui a ligação Estação-Centro-UM muito antes de ser falada politicamente, defendemos a reposição do eixo "Rua D. Pedro V -Rua Nova de Santa Cruz" muito antes de andar pelos jornais, estamos portanto de acordo com o conceito apresentado, contudo as soluções apresentadas para a efetivar o conceito é que me deixam com [b]medo[/b]!

Fala-se de cidade amiga dos peões mas depois defendem a manutenção da via arterial na superfície em choque com um eixo que se pretende citadino "Centro-UM", e a introdução de circulação de Autocarros num eixo pedonal de excelência Campo da Vinha-Capelistas-Avenida Central...
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Re: Eléctrico

Mensagempor mister B » quarta mar 26, 2014 6:13 pm

karlussantus Escreveu:
Meireles88 Escreveu:
Eu penso que a ideia não é passarem carros, é só passarem autocarros. Isto reduziria o nº kms de 4 para 1km, já para não falar do tempo de viagem e do conforto. Seria muito mais atrativo ter um autocarro que possa passar em linha reta e de forma rápida do que um que ande às voltinhas e demore mais 10 ou 15 min do que o que podia demorar. Ao fim de um ano é uma compensação brutal.


De acordo, mas é fácil imaginar o impacto que terá no Campo da Vinha, Rua dos Capelistas, e restantes ruas que dai irradiam. Tendo a zona da "vila" totalmente ao abandono, que se inicia precisamente no topo este do Campo da Vinha onde já existe transito automóvel e que apenas teria impacto negativo no topo Norte do Largo de São Francisco parece-me que seria a melhor solução! Cheguei a falar desta linha pela zona da "vila" a várias pessoas...

P.S. Existindo problemas técnicos no curto prazo com este traçado, a Rua dos Capelistas poderá ser vista como solução provisória, mas parece-me não deveria ser vista como definitiva!


Eu sou totalmente contra a introdução de trânsito automóvel na Rua dos Capelistas, e a ligação pelo canal da antiga "vila" também não me convence.
Trocar o sentido do trânsito na Rua do Carvalhal, e rua do Carmo penso que seria melhor opção e a diferença entre Capelistas ou Carvalhal não deve ser muito significativa.
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Re: Eléctrico

Mensagempor mister B » quarta mar 26, 2014 6:34 pm

karlussantus Escreveu:
Meireles88 Escreveu:PDF



O desenho é o já famoso anel da mobilidade:
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Eu penso que a ideia não é passarem carros, é só passarem autocarros. Isto reduziria o nº kms de 4 para 1km, já para não falar do tempo de viagem e do conforto. Seria muito mais atrativo ter um autocarro que possa passar em linha reta e de forma rápida do que um que ande às voltinhas e demore mais 10 ou 15 min do que o que podia demorar. Ao fim de um ano é uma compensação brutal.


Obrigado Meireles por colocares aqui a notícia! :drink:

A minha análise da entrevista.

O Metro do Porto foi um desafio particularmente estimulante, porque não havia em Portugal nenhum sistema de metro ligeiro. É pouco conhecido em Portugal que, em 2008, foi considerado o melhor metro ligeiro do mundo. Também a universidade de Harvard o distinguiu, no ano passado, com um prémio de inserção urbana. Foi o maior projeto urbanístico do norte de Portugal durante o séc. XX


O lobby do Porto conseguiu que durante mais de 5 anos, um território com pouco mais de 40km2 e menos de 250.000h recebesse mais investimento que todos os municípios do Minho juntos, os quais possuem mais de 1.100.000h (5x superior) e mais de 4.900km2 (x120 maior).
Em Braga nada parecido poderá ser feito, enquanto não tivermos peso político, uma AM de Braga, uma NUTS II do Minho ou simplesmente políticos locais muito mais ativos na defesa dos interesses de Braga.


Braga vedou o acesso das pessoas à própria cidade. Braga está um bocado bloqueada. Há 40/50 anos, tinha 35 mil habitantes. Entretanto, cresceu para 85 mil. E há muita gente que chegou a Braga, mas não conhece a cidade. Não acede ao centro porque não tem como. O acesso ao centro é difícil.


Na verdade Braga há 40/50 anos tinha 50.000h em 1991 cerca de 85.000, 2001 110.000, e agora tem cerca de 135.000 (dados do INE). Quando falamos de cidade temos que usar o termos que se usam em Portugal.
Na verdade as pessoas têm como aceder ao centro, não estamos em Londres onde a cidade tem mais de 50 km de extensão, agora esse centro não está facilmente acessível nem consegue atrair os jovens da UM e os estabelecimentos comerciais, que se preferiram instalar nos arredores da UM.

Também em termos de saúde, Braga é uma cidade excecionalmente equipada: hospitais, centros de saúde, farmácias, análises clínicas; áreas desportivas, ténis, piscinas… Tem todas as condições para oferecer qualidade de vida às pessoas.


Em todas estas áreas perde largamente para Coimbra, que apesar de ter menos habitantes e ter uma área envolvente muito menos populosa conseguiu e consegue com a sua maior reivindicação política ligações de metro, investimento em novos hospitais, expansão da UC... Braga era a capital do Entre Douro e Minho, depois Minho, depois Distrito de Braga, agora NUTS II Cávado, qualquer dia estamos reduzidos ao município.
Quando se reclamam investimentos para Braga, deviam fazê-lo como cidade de equilíbrio regional do território Norte, como cidade referência do Minho que tem 1,1M de habitantes e como cidade que possui um efeito polarizador de área metropolitana para um território de cerca de 500.000h. Nada disto é feito e aqui na entrevista... muito menos.

O turismo cresceu imenso. É turismo religioso, turismo cultural, turismo de negócios. As universidades realizam conferências, congressos internacionais. Braga criou condições para ser um polo de atração de dimensão internacional, nomeadamente captando turistas de longa duração, seniores, do norte da Europa. Numa Braga tão perto
do aeroporto, poderão, em qualquer altura, ir visitar os netos, com toda a tranquilidade, à Holanda, à Bélgica, ou a outros países.


Mentira, o turismo estagnou na sua componente mais importante o número de dormidas, o Minho perdeu 147.466 dormidas enquanto o Porto ganhou 323.399 e o Grande Porto ganhou 395.300, podem consultar aqui.
Braga tinha e tem condições para captar turistas e turistas de longa duração, mas precisa de:
- ligação ao Gerês para funcionar como rótula de ligação/ porta de entrada no PNPG (AFSC-Braga-PNPG), o lobby do Porto conseguiu fazer a AE de ligação regional a Chaves não a partir de Braga que serviria a área de influencia de Braga e de Chaves ao longo da EN103 e de ligação ao Gerês, mas a sul a partir de Guimarães a Vila Pouca de Aguiar onde serve para nada, o resultado está à vista;
- ligação competitiva às restantes cidades minhotas para criar pacotes comuns, neste momento o Porto está mais próximo de Viana, Guimarães, Barcelos, Esposende pois tem ligações rodoviárias diretas e tem ligações ferroviárias de excelência, Braga tem um ramal que só liga ao Porto;
- promover a marca Minho, neste momento usam o dinheiro para promover o Porto e Norte com o resultado conhecido;
- ligação ao AFSC, bastavam 13km de linha ferroviária desde S. Romão (Trofa) até ao AFSC e Linha de Leixões, para colocar o AFSC ligado a Braga e na rede da euro-região;
- ...

Braga tem tudo para ser mas não é, neste fragmento de entrevista diz-se tudo o que os bracarenses gostam de ouvir e que normalmente sai no Correio e no Diário, mas na verdade nada se tem concretizado porque os políticos locais não corrigem o que esta em falta, e aqui mais uma vez se faz precisamente o mesmo erro.

Ainda este ano, espero conseguir ligar a universidade à estação de caminhos de ferro, em linha reta, cruzando a Avenida Júlio Fragata e atravessando o centro da cidade pela Rua dos Capelistas. É uma decisão de fácil execução.


Em relação à Rua dos Capelistas, já referi que entendo que o ideal seria utilizarem o interstício onde estava a "vila" e o arruamento desde o Campo da Vinha até ao Largo de S. Francisco.
Colocar um cruzamento nesta via, fechar o sinal para o abrir para a ligação "Rua D.Pedro V - Rua Nova de Santa Cruz" parece-me que só pode resultar numa clara diminuição da capacidade da Av. Júlio Fragata, o que levará a enormes filas em hora de ponta a julgar pelo nível de saturação da circular desde o nó da Confeiteira até à zona do Minho Center (mais de 100% em quase todo este troço, segundo o estudo do Quadrilatero), basta ver as filas que se criam quando uma das faixas fica inutilizada por um acidente.
Em relação à Avenida Júlio Fragata estamos a falar de um tráfego médio diário (TMD) de cerca de 75.000 veículos. Entupir aqui o transito com a colocação de um cruzamento, implica também entupir a Frei Bartolomeu dos Martires que tem um TMD perto de 70.000, a João Paulo II cerca de 40.000 do lado do centro e perto de 50.000 do lado da UM. Este é claramente o "coração" da circulação automóvel da cidade e da ligação à região.
Estamos a falar de um TMD 5x maior que a "A3 entre Cruz-Braga", 3x a 4x as EN mais congestionadas do Distrito "EN101 Guimarães-Taipas", "EN101 em Vila Verde", "EN101 Palmeira", "EN103 Braga-Barcelos", ... próximo do TMD da A28 entre Matosinhos e Leça da Palmeira, superior à A3 entre as portagens e o cruzamento com A4, idêntico à A1 em Alverca, ...

Todos já defendemos aqui a ligação Estação-Centro-UM muito antes de ser falada politicamente, defendemos a reposição do eixo "Rua D. Pedro V -Rua Nova de Santa Cruz" muito antes de andar pelos jornais, estamos portanto de acordo com o conceito apresentado, contudo as soluções apresentadas para a efetivar o conceito é que me deixam com [b]medo[/b]!

Fala-se de cidade amiga dos peões mas depois defendem a manutenção da via arterial na superfície em choque com um eixo que se pretende citadino "Centro-UM", e a introdução de circulação de Autocarros num eixo pedonal de excelência Campo da Vinha-Capelistas-Avenida Central...


Concordo Karlus, ao ler a entrevista também me apercebi da "conversa" ,em relação à população, e acho que deveria ter em consideração ou cerca de 190 000 habitantes do município que a empresa serve e não apenas uma franja da população.
A parte do "não tem acesso ao centro" também não percebi, com certeza que existe muito a melhorar, no entanto o centro não está vedado...
O turismo enquanto não se separar a promoção da zona do Porto do restante norte, parece-me que não vai melhorar muito ou ser explorado como deveria.
Na Padre Fragata continuo a defender um cruzamento com semáforos, mas apenas depois da construção de uma "circular exterior" que absorva metade do trânsito da via actual.
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Re: Eléctrico

Mensagempor karlussantus » quarta mar 26, 2014 6:43 pm

mister B Escreveu:
karlussantus Escreveu:
Meireles88 Escreveu:
Eu penso que a ideia não é passarem carros, é só passarem autocarros. Isto reduziria o nº kms de 4 para 1km, já para não falar do tempo de viagem e do conforto. Seria muito mais atrativo ter um autocarro que possa passar em linha reta e de forma rápida do que um que ande às voltinhas e demore mais 10 ou 15 min do que o que podia demorar. Ao fim de um ano é uma compensação brutal.


De acordo, mas é fácil imaginar o impacto que terá no Campo da Vinha, Rua dos Capelistas, e restantes ruas que dai irradiam. Tendo a zona da "vila" totalmente ao abandono, que se inicia precisamente no topo este do Campo da Vinha onde já existe transito automóvel e que apenas teria impacto negativo no topo Norte do Largo de São Francisco parece-me que seria a melhor solução! Cheguei a falar desta linha pela zona da "vila" a várias pessoas...

P.S. Existindo problemas técnicos no curto prazo com este traçado, a Rua dos Capelistas poderá ser vista como solução provisória, mas parece-me não deveria ser vista como definitiva!


Eu sou totalmente contra a introdução de trânsito automóvel na Rua dos Capelistas, e a ligação pelo canal da antiga "vila" também não me convence.
Trocar o sentido do trânsito na Rua do Carvalhal, e rua do Carmo penso que seria melhor opção e a diferença entre Capelistas ou Carvalhal não deve ser muito significativa.


Aqui fica uma imagem com as 3 soluções (penso que são estes os traçados):
Imagem

Parece-me o seguinte:
"Via Rua dos Capelistas" impacto muito negativo na zona pedonal e percurso de 276 metros.
"Via Vila" impacto positivo possível recuperação de uma zona de "chuto" da cidade, impacto negativo na circulação pedonal no topo norte do Largo de S. Francisco e percurso de 271 metros.
"Via Rua do Carvalhal e Rua dos Chãos" alteração da circulação nessas ruas, nenhum impacto na circulação pedonal mas quase o dobro da distância, 481 metros.
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