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TGV em Braga  

Espaço para a discussão sobre os transportes.

TGV em Braga

Mensagempor mister B » domingo jul 13, 2008 10:22 pm

Braga
TGV: concurso para Braga avança
O concurso público para a construção do troço Braga-Valença por TGV arranca no primeiro trimestre do próximo ano, anunciou ontem a secretária de Estado Ana Paula Vitorino.


Luís M. Fernandes

A secretária de Estado dos Transportes anunciou ontem que o concurso público para a construção do troço Braga-Valença da ligação ferroviária por TGV deverá ser lançado no primeiro trimestre do próximo ano. A obra, orçada em 823 milhões de euros, deverá concluir-se em 2013, data prevista para a conclusão da ligação Porto-Vigo em alta velocidade.
As declarações de Ana Paula Vitorino foram proferidas ao fim da manhã de ontem no Teatro Circo, no decurso da concorrida cerimónia de apresentação pública do estudo sobre os efeitos económicos da melhoria daquela ligação no Norte de Portugal.

Na cerimónia estiveram presentes os presidentes da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado, e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Carlos Laje, para além dos presidentes dos municípios de Ponte da Barca e de Ponte de Lima e empresários e dirigentes de instituições deste sector
O projecto global da ligação Porto-Valença-Vigo é de 1,5 mil milhões de euros.
“Neste momento estamos a concluir o estudo do impacto ambiental e o estudo prévio do troço Braga-Valença”, disse Ana Paula Vitorino aos jornalistas, esperançada na possibilidade de se fazer a mesma coisa no que se refere ao troço de ligação ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, obra que inclui uma estação de passageiros e um terminal para o porto de Leixões e a concluir em 2015.

Em relação à capacidade de Portugal ter dinheiro para investir na melhoria da projectada ligação ferroviária, a governante disse interessar saber se o nosso país tem não só capacidade para suportar os encargos que vão decorrer ao longo de 40 anos e se os benefícios gerados por esse mesmo projecto são suficientes para colmatar os encargos.
No caso em apreço, sublinhou, os benefícios resultantes desse investimento são superiores aos custos. “E os benefícios sociais, ambientais, energérticos e económicos que nós temos com a linha Porto-Vigo excedem largamente os custos que nós temos com a sua construção” — frisou a governante, vincando a po-sição do Governo nesta matéria.
Em 2029 teremos cerca de 4 milhões de passageiros a viajar em alta velocidade e um volume de mercadorias entre 115 e 150 mil toneladas por ano.

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Re: TGV em Braga

Mensagempor Arealense » domingo jul 13, 2008 11:34 pm

Axo que pode ser bom para a cidade mas para isso nao estou a ver a estaçao de braga a ser aproveitada, e depois do dinheiro la gasto nao se aproveita nem se rentabiliza aquele predio todo??para uma estaçao do TGV seria onde???preferia ver o dinheiro ser investido no electrico em braga do que no TGV axo que seria muito mais benefico para a cidade.
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Re: TGV em Braga

Mensagempor Mr Strangelet » terça jul 15, 2008 7:41 pm

espero que depois façam uma ligaçao da estaçao tgv á da actual estação!
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Re: TGV em Braga

Mensagempor CesarGomes » terça jul 15, 2008 8:15 pm

Mr Strangelet Escreveu:espero que depois façam uma ligaçao da estaçao tgv á da actual estação!

É bem visto! Mas seria mais importante, no meu entender, ligar à universidade e INL. Poderia ser o esqueleto destribuidor da mobilidade bracarense. Estação TGV - Estação comboios - centro - central camionagem - INL - Universidade/Novo hospital.
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Re: TGV em Braga

Mensagempor Mr Strangelet » terça jul 15, 2008 9:31 pm

Exacto, seria mais um pretexto para criar a cada vez mais necessária linha de metro/electrico/tram na cidade.
É que uma estaçao de tgv (afastada da cidade como vai ficar) ate deixa de ter logica, se nao estiver assegurado o transporte a outros pontos importantes da cidade. Pensar numa estação de tgv ligada á cidade apenas por autocarros seria no minimo uma piada.
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Re: TGV em Braga

Mensagempor CesarGomes » segunda set 08, 2008 8:31 pm

Ora aqui vai um estudo: CCR-Norte, U.M. e U.P.
A reter no que toca a Braga:
33. Relativamente à estação intermédia a construir em Braga, a sua localização deve ter em
consideração dois aspectos relacionados com a atracção de tráfego:

i. Deve optar-se por uma localização central, entendendo centralidade como
proximidade das potenciais fontes geradoras de tráfego; e

ii. Deve escolher-se um local que facilite a interconexão com as restantes redes e infra-
estruturas de transporte. Este aspecto assume especial importância no caso da rede
convencional, dado que a integração das duas redes ferroviárias permite que os
serviços que utilizam a malha ferroviária em bitola ibérica complementem e alimentem
(assumam funções de feeding) a nova linha de altas prestações.

34. Esta última questão é extremamente relevante, dado que no território envolvente
(hinterland) de Braga podem vir a consolidar-se, em resultado do projecto em análise, novas
propostas de mobilidade com repercussões muito significativas sobre o actual modelo de
transporte. Neste sentido convém diferenciar dois tipos de propostas:

i. Regionais: neste âmbito destaca-se a possibilidade de vir a materializar-se, a médio
prazo, uma rede ferroviária de suburbanos, nomeadamente nos eixos Braga-Guimarães
(a construir), Braga-Barcelos (a construir/rectificar) e Braga-Famalicão.

ii. Urbanas: a possibilidade de maior relevo neste nível de intervenção associa-se à
expansão da linha ferroviária convencional desde a actual estação da CP até Gualtar.
Seguindo o percurso da circular Norte (preferentemente em túnel), esta linha permitiria
servir directamente o principal pólo da Universidade do Minho e os dois grandes
geradores de tráfego que vão surgir, a breve prazo, naquela zona da cidade: o novo
Hospital Universitário e o Instituto Ibérico de Nanotecnologias.

35. Tendo presentes os aspectos anteriormente mencionados e atendendo às informações
veiculadas por diversos agentes, existem actualmente três possibilidades em termos de
localização da estação:

i. Na actual estação de caminho-de-ferro, ocupando vários terrenos adjacentes, neste
momento desocupados, e redefinindo os traçados das diferentes infra-estruturas de
transporte que confluem naquele local. Esta proposta contemplaria a deslocalização e
integração da estação de transportes colectivos rodoviários nessa nova infra-estrutura
de perfil inter-modal. Esta opção tem como principais vantagens a sua proximidade ao
centro e a sua localização relativamente às redes de transporte rodoviário e ferroviário
(acresce que, neste último caso, permitiria o aproveitamento do actual canal ferroviário
a Sul). As suas principais desvantagens associam-se às limitações em termos de espaço
físico, que obrigariam a soterrar parte da infra-estrutura, e aos condicionantes
urbanísticos e orográficos que coloca a continuidade da linha a Norte;

ii. a zona a Oeste da cidade, na Freguesia de Mire de Tibães; esta escolha estaria
informada pelas condições topográficas e de ocupação do território e, provavelmente,
pela sua proximidade relativamente a Barcelos. Neste caso, as suas principais
desvantagens associam-se à sua excentricidade relativamente aos potenciais pólos
regionais de geração de procura e à rede rodoviária de primeira ordem; e

iii. a zona de Celeirós/Aveleda, onde se localiza o principal nó rodoviário da cidade, que
proporciona acesso directo à rede de auto-estradas (A1 – Famalicão-Porto-Valença-
Vigo, A7 – Guimarães e A11 – Barcelos). Este local surge no enfiamento da actual
linha convencional, numa zona de serviços comerciais e actividades empresariais. Esta
localização a Sul da cidade tem como principais vantagens a facilidade de acesso às
principais artérias rodoviárias, evitando, simultaneamente, o atravessamento do
aglomerado urbano para o trânsito procedente dos principais pólos do hinterland
regional, e a possibilidade de articular facilmente as duas redes ferroviárias. A principal
desvantagem da localização da nova estação na zona de Celeirós/Aveleda é o seu
carácter periférico, ainda que o acesso ao centro da cidade pudesse, neste caso, fazer-se
através da linha convencional, mantendo operativa a estação actual.

39. A consideração destes factos e das características da rede de altas prestações leva-nos a
considerar duas alternativas para localizar a referida plataforma ferro-ferro: i) Valença do
Minho, e ii) o eixo Nine-Braga. Esta última localização para a referida plataforma ferro-ferro
parece ser a que melhor integra as restrições do sistema de transporte de mercadorias da
região Norte, dado que não acrescenta entropia ao sistema, reduz os tempos de deslocação e
evita transferências desnecessárias. Esta alternativa não invalida a de Valença, dado que
parece que a passagem da linha de altas prestações na plataforma logística projectada e a
convergência das duas redes ferroviárias no local não colocam problemas irresolúveis.

40. De acordo com as opções consideradas e com a informação de que dispomos neste
momento, a alternativa de traçado e de conectividade que se propõe é a seguinte: linha nova,
construída em bitola europeia, para tráfego misto entre o aeroporto FSC e Valença, com
uma estação no aeroporto, uma em Braga, a localizar num local central, que promova a inter-
modalidade e facilite a interconexão com rede convencional, e uma outra em Valença, numa
localização periférica (ambas devem permitir a alimentação (feeding) de tráfego suburbano e
regional via comboio convencional), com uma plataforma de transferência ferro-ferro numa
plataforma logística auxiliar da de Maia-Trofa, a localizar no eixo Nine-Braga. Assume-se que
na plataforma logística de Valença possa existir também uma infra-estrutura do mesmo tipo.
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Re: TGV em Braga

Mensagempor DoctorDre » terça set 09, 2008 12:11 am

i. Na actual estação de caminho-de-ferro, ocupando vários terrenos adjacentes, neste
momento desocupados, e redefinindo os traçados das diferentes infra-estruturas de
transporte que confluem naquele local. Esta proposta contemplaria a deslocalização e
integração da estação de transportes colectivos rodoviários nessa nova infra-estrutura
de perfil inter-modal. Esta opção tem como principais vantagens a sua proximidade ao
centro e a sua localização relativamente às redes de transporte rodoviário e ferroviário
(acresce que, neste último caso, permitiria o aproveitamento do actual canal ferroviário
a Sul). As suas principais desvantagens associam-se às limitações em termos de espaço
físico, que obrigariam a soterrar parte da infra-estrutura, e aos condicionantes
urbanísticos e orográficos que coloca a continuidade da linha a Norte;


Por um lado o sitio mais central... por outro de muito dificil desenvolvimento... onde se iria fazer uma conecção intemodal com autocarros, outros comboios??? podiam suterrar a estação mas mm assim...

Acho que o melhor sitio mm é Tibães! Perto suficiente e com espaço de sobra para um desenvolvimento calculado ;)
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Re: TGV em Braga

Mensagempor mister B » quarta set 10, 2008 2:55 am

mais um voto para tibaes :good:
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Re: TGV em Braga

Mensagempor Degolador » sexta set 12, 2008 10:20 am

Eu também voto por Tibães DESDE que seja prevista uma ligação rápida desde o centro da cidade (porventura a actual estação da CP) por metro ou eléctrico ou seja lá o que lhe quiserem chamar. Poderia ser o ponto de partida para uma rede de transportes rápidos entre a zona norte e a cidade, potenciando assim (ainda mais) o desenvolvimento do vale do Cávado e toda a zona norte da cidade.

Se não for esse o caso a melhor solução será fazer a estação entre Celeirós e Ferreiros por forma a finalmente cimentar a continuidade urbana entre Celeirós e o resto da cidade.
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Re: TGV em Braga

Mensagempor Arealense » sexta set 12, 2008 5:54 pm

Eu axo que celeiros ou ferreiros podia ser melhor, tanto a nivel de acessos que esta perto da saida da cidade, como podia ainda desenvolver mais aquela zona para fikar localizada para industria, mas a opçao tibaes tambem e boa mas penso que e muito longe da cidade e se nao fizerem acessos bons nao ajuda nada.
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Re: TGV em Braga

Mensagempor Galecia » domingo set 21, 2008 1:41 pm

Tibães sem dúvida a melhor opção!!!
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Re: TGV em Braga

Mensagempor noobemu » quarta set 24, 2008 3:04 pm

Tibães ou Real (perto do estádio AxA).
claro que em qualquer que seja o local devera ser dotado de um transporte rápido e directo para o centro da cidade.
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Re: TGV em Braga

Mensagempor jcmarques » segunda set 29, 2008 10:57 am

umm dificil decidir, as opções são validas, mas para ter o centro intermodal de braga ainda tem-se de pensar muita coisa, eu por agora nao digo nada, esperemos por os estudos a concluir ;)
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Re: TGV em Braga

Mensagempor snitrom » sábado Oct 04, 2008 11:59 pm

Quatro consórcios vão concorrer pelo TGV

Propostas finais das empresas foram entregues ontem.

Nuno Miguel Silva

A CP está a negociar com a sua congénere espanhola Renfe a criação de uma aliança para concorrer à gestão dos comboios da rede nacional de alta velocidade. Segundo apurou o Diário Económico, as conversações duram já há vários meses, são apadrinhadas pelos Governos dos dois países e poderão resultar na constituição de uma sociedade conjunta para entrar na corrida à exploração do material circulante da rede portuguesa de alta velocidade.

Contactada, a CP não quis comentar este assunto. No entanto, o Diário Económico sabe que a empresa presidida por Francisco Cardoso dos Reis elege o projecto de alta velocidade como um processo decisivo para o futuro, tendo, durante o passado mês de Setembro adjudicado ao Boston Consulting Group (BCG) um processo de consultadoria para apoiar a CP no desenvolvimento do seu posicionamento estratégico no projecto de alta velocidade.

Este trabalho de consultadoria do Boston Consulting Group iniciou-se já esta semana e deverá estar concluído dentro de dez semanas, provavelmente na primeira quinzena de Dezembro. Ao processo de consulta lançado pela CP candidataram-se sete empresas.

Constituem objectivos específicos deste contrato entre a CP e o BCG apoiar a empresa pública de transportes ferroviários na definição de estratégias-chave na alta velocidade, nas linhas Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto. Identificar as necessidades internas da CP e de externalização para o negócio de alta velocidade, além de identificar as potenciais concorrentes neste negócio são outras tarefas deste processo de consultadoria. O BCG terá ainda de aferir a possibilidade e o valor adicional de criar parcerias no negócio de alta velocidade, além de caracterizar e quantificar os impactos da alta velocidade nos serviços de longo curso da CP.

Além dos concursos para a construção e manutenção, durante 40 anos, dos troços de alta velocidade – ontem concluiu-se o prazo para entrega das propostas dos concorrentes ao troço Poceirão-Caia, o projecto português de TGV contempla ainda mais três concursos: um só para a sinalização e telecomunicações de toda a rede de alta velocidade; outro para o fornecimento do material circulante; e um último para a exploração dos comboios propriamente ditos.

O Governo ainda não tem definido um calendário para o lançamento deste concurso, nem se haverá um concurso específico para cada linha ou um global para toda a rede. Também ainda não está esclarecido se será a Refer, a RAVE, ou uma outra qualquer empresa pública a criar no futuro, a responsável pelo lançamento do concurso e, posteriormente, pela fiscalização e acompanhamento do contrato de concessão.

Além da CP e da Renfe, que poderão abrir a porta da sua aliança a parceiros terceiros, é provável que acorram a este concurso empresas como a Barraqueiro – o seu presidente Humberto Pedrosa, já assumiu o interesse neste negócio – e outras empresas nacionais de recente constituição, designadamente participadas das construtoras para as áreas das concessões de transportes. Segundo diversas fontes contactadas pelo Diário Económico, deverá ser difícil que gigantes europeus do sector, como a francesa SNCF ou a alemã Deutsche Bahn se interessem pelo projecto nacional de TGV, demasiado periférico e de reduzida escala financeira para a dimensão destes grupos.

Sobre o concurso para a construção e manutenção do troço Poceirão/Caia, o Diário Económico apurou que foram apresentadas quatro propostas, referentes aos consórcios liderados pela Brisa, Mota, Ferrovial e Eiffage. Ontem, no Porto, no seminário do jornal “Transportes e Negócios”, Ana Paula Vitorino, secretária de Estados dos Transportes sublinhou que “a quantidade e qualidade dos concorrentes demonstra bem o interesse deste projecto quer para as empresas portuguesas quer estrangeiras”. Ana Paula Vitorino acrescentou ainda que é intenção do Governo lançar até ao final deste ano o concurso público internacional para a construção e manutenção do troço Lisboa-Poceirão, incluindo a TTT – Terceira Travessia sobre o Tejo, apesar de a própria secretária de Estado já ter admitido que esse concursos possam vir a ser lançado só em 2009 se o processo de Avaliação de Impacte Ambiental se arrastar mais que o previsto.


Articulações nas estações
São inúmeras as ligações que se vão potenciar nas várias estações de TGV. A secretária de estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, esclareceu ontem que em Évora, Leiria e Aveiro, as estações de TGV estarão articuladas com a rede convencional, aliás tal como em Lisboa. Em Coimbra o projecto vai ainda mais longe, e será construída uma interface que permitirá ligar o TGVà rede convencional e também ao metro do Mondego e aos serviços de transporte colectivo rodoviário. Já no Porto, a opção pela estação de Campanhã permitirá ligar a rede de Alta Velocidade ao metro do Porto, e em Braga está ainda a ser estudada a melhor forma de integrar as redes de alta velocidade e convencional.


Quem vai e quem não vai ao concurso do TGV

1 - Brisa e Soares da Costa
A Brisa e a Soares da Costa lideram o primeiro consórcio oficialmente formado para concorrer a todos os concursos a ser lançados para o TGV. No grupo estão ainda a espanhola Iridium, uma empresa do grupo ACS; o grupo Lena; a Bento Pedroso; a australiana Babcock & Brown Limited; a Edifer e a Zagope e ainda o Millennium e a Caixa Geral de Depósitos.

2 - Mota-Engil alia-se à Vinci
A Mota-Engil, líder num outro consórcio para o TGV, juntou-se à francesa Vinci, a maior construtora da Europa e da mundo. Tal como o consórcio da Brisa e da Soares da Costa, também este grupo se prepara para apresentar propostas a todos os concursos. No consórcio estão ainda a Somague, Teixeira Duarte, Opway, MSF, BES, BPI e Banco Alves Ribeiro.

3 - Ferrovial lidera portuguesas
A espanhola Ferrovial, que está em Portugal através da Cintra (concessões de estradas) foi a outra empresa a liderar um consórcio para o TGV. No grupo estão ainda as portuguesas Hagen, Tecnovia, Novopca e Conduril, construtoras com pouca experiência neste tipo de obras e com uma maior presença na construção de estradas.

4 - Eiffage e FCC juntas
Os franceses da Eiffage lideram outro agrupamento para a alta velocidade. Estão associados à espanhola FCC – Fomento de Construcciones y Contractas, parceira da Soares da Costa nas estradas. Além da construtora liderada por Alicia Koplowitz, o consórcio em causa integra a construtora Ramalho Rosa Cobetar, pertencente ao grupo espanhol.

5 - Comsa não concorre
A Comsa, parceira da Mota-Engil para o transporte de mercadorias não vai integrar nenhum grupo. Em declarações ao Diário Económico, a Comsa diz que “não se apresentará em nenhum dos consórcios para a alta velocidade”. A Comsa será, no entanto, um utilizador, uma vez que operará mercadorias na linhas convencionais e nas linhas de alta velocidade.

6 - Metro de Lisboa desiste
O Metro de Lisboa tinha adiantado ao Diário Económico, na altura do lançamento do primeiro concursos para o TGV, entre Poceirão e Caia, que estava interessada em concorrer, mas agora, quatro meses depois, disse ao Semanário Económico que não tinha vocação para concorrer porque o seu negócio é na área metropolitana de Lisboa.

Diário Económico.


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Re: TGV em Braga

Mensagempor Mr Strangelet » domingo Oct 05, 2008 12:48 am

Podiam aproveitar o conceito que vai ser usado em Coimbra e criar o dito interface com a rede convencional (Braga B), e uma ligação ao metro de Braga...
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