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TUB  

Espaço para a discussão sobre os transportes.

Re: TUB

Mensagempor karlussantus » sexta abr 08, 2016 10:29 pm

Tentei organizar e citar só algumas frases que resumam a essência do que disseste em relação a cada um dos pontos.

A- Reformular a rede (evitando aumento de custos)
Meireles88 Escreveu:1- Estás completamente por fora da realidade quando afirmas que as diametrais são as que têm menor procura. ...

2-Tens que pensar que neste momento as linhas têm pouca frequência por causa do trânsito. A partir do momento que pões os autocarros a circular em canal próprio tens logo mais velocidade, logo vais aumentar a frequência do serviço com o mesmo número de viaturas.
A Linha 43 é um Shuttle. Não serve a cidade neste momento. ...

3- Carlos esse estudo da CCDRN pode muito bem dizer-te que as estações podem estar distantes. A verdade é que há queixas e pessoas a abandonar o serviço por ter estações separadas. ...
Tu dizes que o anel dista isso em toda a sua linha, o único problema é que tu estás a usar distâncias lineares e não percursos, porque os percursos nunca são em linha reta, as pessoas não voam.

1- Não percebeste o que disse, e inferiste uma afirmação que não fiz...
Podes ter uma diametral com muita procura, porque as pessoas fazem "Periferia A-Centro" e "Periferia B-Centro", o que não quer dizer que as pessoas procurem “Periferia A-Periferia B” direta sem transbordos e a demorar 1h15m. Este é um dos pontos onde podem reestruturar a rede. Transformar diametrais em radiais usando estas para alimentar as linhas centrais. Isto também se pode aplicar para as radiais e tangenciais, onde algumas podem-se assumir como linha principal daquele eixo usando-se as restantes para as alimentar. Com isto fundes percursos e libertas autocarros para aumentar frequências.

2- Por isso falei que se utilizarem mais as vias mais rápidas, menos sujeitas à saturação e perda de velocidade, conseguem aumentar a velocidade comercial, libertando autocarros para aumentar frequências.
Outra matéria a avaliar é o espaçamento entre estações de cada linha, para um serviço como o dos TUB é aceitável utilizar os 300/400 metros. Se olharmos para a rede vemos espaçamentos muito inferiores, isso também leva a perda de tempo e a duplicação da cobertura. Que resulta em diminuição da eficiência e da velocidade comercial.

A linha do 43 é linear, tem aceitável velocidade comercial e bom espaçamento.
Fundindo esta linha com a do 85, através do prolongamento via campus de Gualtar até ao Hospital, tínhamos o anel de mobilidade montado. Uma linha circular que integrava e distribuía todas as linhas TUB que chegam ao perímetro urbano, e que servia ainda importantes polos da cidade Estação Ferroviária, Mercado, Central de Camionagem, Hospital, UM,...
Transferiam a 85 para a rodovia norte na sua totalidade, e intervinham no sentido da criação de estações TUB nos sítios específicos para integrar as diametrais, radiais e tangenciais que cruzam com ela.
A partir daqui juntamente com investimentos sucessivos iam melhorando e corrigindo os pontos fracos do anel, aproveitando para criar na superfície corredores dedicados aos transportes públicos.

Meireles88 Escreveu:E espero que tu saibas que os TUB têm que cumprir a lei 50.

Que problemas levanta a lei 50, onde posso consultá-la?

B- A Hierarquia da Rede Rodoviária e vantagens do prolongamento do Túnel
Meireles88 Escreveu:Dizes-me tu que a A3 tem 18 000 e a Júlio Fragata 72 000. Não é preciso refutar isto pois não? Acho que não é preciso haver nenhum estudo para dizer que esses números estão claramente errados. Ah, e os da Júlio Fragata são bem menores, diria que estão aumentados em 1/3. Os números rondam os 50 000 por dia.

Não sou eu que digo, é a monitorização nacional oficial. O acesso à Circular Sul de Braga é monitorizado pelo IMT, e em 2015, em Nogueira após o Nó com a N101, a Circular Sul de Braga já tem entre 36.771 a 39.534 (consoante os meses), ou seja o dobro da A3, que variou entre o 16.054 e os 23.432. Os números apresentados pelo Estudo do Quadrilátero estão de acordo com estes dados, e apresentam os restantes valores da Circular...
Andar a construir a argumentação passando por negar a evidência, e os dados oficiais, só descredibiliza quem o faz.

Meireles Escreveu:
Aplicam-se os 3.
1º o túnel atual já fica muito abaixo da cota do Rio Este, caso não saibas.
Caso não saibas, ao lado da Júlio Fragata passa um rio que foi entubado e que por baixo tem uma enorme bacia hidrográfica, o que faz com que o -3 do BP alague, com que o parque de estacionamento dos chineses alague e com que aquele tunel alague.
2º Não foi nada demonstrado. Tu ias aumentar a pressão porque:
- quem viesse …
3º Tu tens noção do impacto que é fazer um túnel com uma placa por cima? Não tens.
Tens noção que em cima não ias poder por qualquer coisa como árvores? Tens noção que ias ter 70 metros de largura sem qualquer sombra e com carros por baixo só a deixar poluição e a causar ruído? …

1º Além da cota ser mais favorável que a da trincheira, os Engenheiros com quem falei garantem que é perfeitamente executável e que até se pode aproveitar para corrigir as deficiências existentes. Deram-me valores referência para cada um dos tipos de tuneis possíveis.
2º Marca nas imagens com cores diferentes os sentidos que podes fazer atualmente e que achas que vais deixar de poder fazer. Coloquei a versão mais simples do túnel.
Antes, Depois
3º Estás a partir do pressuposto que tens ali um campo verde e que se vai construir uma nova via em túnel no local. Na verdade temos a principal via de Braga em termos de TMD, com 8 faixas de rodagem na superfície. Mas respondendo ao impacto nos Modos Suaves (MS), Transportes Públicos (TP), Transporte individual e restante (TI/R), Qualidade Urbana à Superfície (QUS), classifiquei de menos 5 até mais 5, consoante negativo, nulo ou positivo.

a- Se colocares semáforos inteligentes para os Transportes Públicos
Prejudicas gravemente a circulação de veículos no eixo Fragata-Bartolomeu, levando à fuga para as vias adjacentes, que deviam ser locais. Estabeleces uma ligação com barreira e sujeita a sinistralidade para os modos suaves, e uma ligação com semáforos inteligentes para os transportes públicos, também sujeitos a sinistralidade, que em ambos os casos advirá do não respeito pelo sinal dos semáforos.
MS + ; TP ++++ ; TI/R ---- ; QUS =

b-Se prolongares em trincheira a existente, e apenas colocares tabuleiro para a via do eixo Pedro V-Nova Santa Cruz
Ganhas um acesso direto, sem barreiras e livre de sinistralidade entre a UM-Centro para modos suaves e transportes públicos. O trânsito no eixo Fragata-Bartolomeu fica igual. A qualidade urbana na superfície, fica sensivelmente igual.
MS +++++; TP +++++; TI/R =; Qualidade urbana da superfície -

c-Se prolongares em túnel com tabuleiro idêntico ao da Avenida Central e Avenida da Liberdade.
Ganhas um acesso direto, sem barreiras e livre de sinistralidade entre a UM-Centro para modos suaves e transportes públicos. O trânsito no eixo Fragata-Bartolomeu fica igual. Ganhas qualidade urbana na superfície, pois em vez de Avenida com tráfego pesado, tens uma praça que pode ter árvores fora da implementação do túnel e pequena vegetação no centro. Quanto mais prolongares, mais via dedicada aos TP e modos suaves podes ter sobre o eixo Fragata-Bartolomeu.
MS +++++ ; TP +++++ ; TI/R = ; QUS ++++

d-Se prolongares em túnel com tabuleiros idênticos aos da M30 em Madrid, entre muitas outras cidades.
Ganhas um acesso direto, sem barreiras e livre de sinistralidade entre a UM-Centro para modos suaves e transportes públicos. O trânsito no eixo Fragata-Bartolomeu fica igual. Ganhas qualidade urbana, em vez de Avenida com tráfego pesado, tens uma praça que pode ter árvores. Quanto mais prolongares, mais via dedicada aos TP e modos suaves podes ter sobre o eixo Fragata-Bartolomeu.
MS +++++ ; TP +++++ ; TI/R = ; QUS +++++

Imagem

Meireles Escreveu:
Sim Carlos, porque ali é uma cidade, não é uma auto-estrada.

Resumindo, tu convidas as pessoas a usarem o carro com mais investimento de um túnel. Estás tão aflito com o investimento do BRT, um túnel desses deve custar tanto como o BRT, se não custar mais.
Sobre a hierarquia da rede viária tens que ter noção que a hierarquia funcional não é aplicável porque não tem em conta a hierarquia de lugar. Mas certamente que não tens conhecimento dessa nova hierarquia que é utilizada pelas cidades.

Resumindo, para respeitar a hierarquia funcional que existe, e coloca-la de acordo com o local de implementação só existe uma solução excelente para os Modos Suaves, Transportes Públicos e Qualidade Urbana da Superfície, que é o prolongamento do Túnel.
Nos TUB parece que estão tão preocupados em destruir a infraestrutura rodoviária montada para o transporte individual e restante, que nem se apercebem que estão a prejudicar a posição regional de Braga, a sua competitividade e a hipotecar o seu futuro.

C - O BRT e os erros da linha circular apresentada, alternativas
Meireles Escreveu:O anel do BRT
Tu achas que as estações se sobrepôem, mas isso é completamente errado. Porquê? Porque as pessoas que usam o sentido UM - Centro não vão, no regresso, andar mais de 800 metros para apanhar a linha da Rodovia. Isto se o destino for junto da paragem.
Vamos imaginar o seguinte, uma pessoa que more perto da GNR, na rua do Taxa, e trabalhe na CMB, no pópulo, ou próximo desta. Apanhará a linha Norte na ida e na vinda, tendo que andar, da Partida à Paragem 350 metros e da Paragem de chegada ao Destino 140 metros. Ora se não tivesse a paragem de regresso no mesmo sítio tinha que vir apanhar a linha à rodovia. …

No documento que coloquei e em todos os outros, explicam porque colocam os 250 metros para cada lado, quando não tens o estudo de isocronas para cada estação. Este valor já tem a ponderação negativa por se estar em meio urbano. Ora, as duas linhas apresentadas vão efetivamente fazer concorrência uma à outra, porque quem está entre as duas, tanto pode usar a Norte como a Sul. Se estás a Norte da Norte, como no teu exemplo, obviamente usas a Norte…

Pela tua explicação fiquei ainda a saber que tencionam colocar ambas com ida e volta. Ou seja, a subir e a descer a Rua do Souto, idem para a Avenida Central (Rua da Igreja dos Congregados), Rua D. Pedro V, Rua Nova de Santa Cruz. Isto implica um corredor ainda mais absurdo, para implementar na zona pedonal. Estão a imaginar um corredor para dois BRTs se cruzarem em plena Rua do Souto!? Depois vêm com a argumentação que não será um BRT normal… que também vai circular mais devagar…
Se vai ter tanta condicionante porque teimam em colocar pelo centro!?

Com o prolongamento do túnel, e permitindo circular nos dois sentidos o TP na Rua dos Biscainhos a linha do 24 fica mais retilinea. Ela já faz Estação-UM em 17 minutos, ao reduzirem percurso e estações, com um bom espaçamento das estações desta linha conseguem melhorar ainda mais o tempo e a velocidade comercial.

Meireles Escreveu:Mais uma vez não fales sem saber Carlos. Estás com demasiadas suposições, sem acesso a informação, o que é um erro crasso.
Tens que ter noção que há vários tipos de sistema BRT e que não tem que ser fechado. Tu estás a supor um BRT fechado sem sequer estares por dentro do tema.


Nos TUB é que andam a promover o assunto e a divulgar pouca informação. Mostrem um esquema do canal nas ruas do centro da Linha Norte, quanto mais cedo as pessoas souberem, mais cedo vão pedir que se pare com este absurdo.

Meireles Escreveu:1º Não sei se reparaste, mas o título do documento que referencias é "Programa para a 2ª Fase da Rede de Metro do Porto". Queres mesmo o metro do Porto até à UM? A sério? É que isso vai completamente contra a tua ideia defensora da centralidade afastada do Porto... Bem, mas há alguns consultores, que até apresentaram estudos na campanha eleitoral do Vitor Sousa no Museu Nogueira da Silva, que tinham esse sonho de prolongar a linha da CP, em túnel, até à UM. Um absurdo. Era matar a cidade de vez. Mas sobre isso haveria muito mais a dizer, só que nem vale a pena mexer no que está bem quieto.


O estudo dos TUB sugeria o prolongamento da linha ferroviária convencional até à UM. Onde se podia colocar um serviço de metro entre Aveleda e Universidade. Os tram-train correm nos dois tipos de via férrea. Isto não mata cidade nenhuma, as cidades estão cheias de tuneis de metropolitanos. Ora o serviço de metro pode ser prestado por Tram-Trains como no caso do Porto, ou por um BRT que é o caso que os TUB querem implementar.
Portanto apenas disse para seguirem o estudo feito, se os TUB querem apresentar um BRT para funcionar como um anel de mobilidade, que deva ser levado a sério, coloquem a linha norte por ali. Como a velocidade será muito superior à linha do centro, e o material será o mesmo da linha do sul, terão uma velocidade comercial que cumpre os mínimos exigidos para uma pontuação positiva, e terão uma verdadeira linha circular.

Podem implementar isto por fases, sem avançarem logo para o BRT. Juntamente com a UM e a CMB, desenvolviam o canal no campus de Gualtar, e as estações ao longo da rodovia norte, e candidatavam aos fundos comunitários.
Faziam depois o plano do BRT sobre a Rodovia Norte. Que passaria por retirar a circular da superfície para criar os canais dedicados aos TPs e modos suaves, nos pontos críticos. Algo que eu já tinha partilhado como plano de longo prazo para retirar a circular da superfície.

Meireles Escreveu:É tudo baixo custo. Oh Carlos sabes que há problemas de trânsito não sabes? E sabes que só unir as linhas não basta? E sabes que o custo do BRT é com regeneração urbana, desvio de redes, colocação de outras, melhor iluminação, estações, etc etc etc ao longo do anel e ainda os Interfaces, não sabes? É bom que saibas. Porque se fores a ver, com tudo o que isso traz de benefício para a cidade e para o seu futuro, certamente que achas que é um bom investimento. Ficávamos a ser a melhor cidade servida a nível de TP's, não tenho dúvidas.


Precisamente usar os fundos para melhorar a cidade, e não para:
-destruir a área pedonal colocando lá canais de TP, que pretendem realizar serviço de metro;
-destruir a circular urbana e a posição regional de Braga, para colocar semáforos e cruzamentos;
-implementar um anel disfuncional com linhas com áreas de cobertura sobrepostas e que só se integra com a restante rede (Norte e Sul) já em pleno centro da cidade; um anel que também não funciona para ligações circulares.
Não destruam a cidade gastando milhões…
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Re: TUB

Mensagempor karlussantus » sábado abr 09, 2016 3:12 am

Mr Strangelet Escreveu:Não conheço nenhuma cidade onde pareça sensato pôr semaforos numa via estrutural como a Padre Julio Fragata sem criar alternativas. A não ser que substituam a rotunda por um nó, ou no minimo aumentem a capacidade da rotunda, prevê-se o desastre. Como já tenho defendido, sou completamente a favor de modos suaves nestas auto estradas que deviam ser avenidas, mas faça-se as coisas com bom senso. Para uma circunvalação existe uma VCI, para uma segunda circular (que se vai tornar numa circunvalação) existe uma CRIL.

Também fico com pele de galinha ao ver que se teima e teima (e teima) em meter veículos motorizados novamente na rua dos capelistas ou rua do souto a perturbar os peões que passeiam descontraídos, quando há um descampado cheio de piolhos ali ao lado mesmo a pedir para receber uma paragem de BRT. Assim é que as pessoas vão mesmo para o shopping, ao menos lá não correm o risco de ser confrontadas subitamente com um autocarro numa rua estreita.


Exato, não há qualquer alternativa. E depois colocar serviços "brt like" em plena área pedonal, é absurdo. Só de imaginar o impacto que teria, famílias a passearem com crianças numa Rua do Souto... Isto para poupar umas centenas de metros numa linha que no restante percurso estaria dentro da área de cobertura da outra...

mister B Escreveu:
Mr Strangelet Escreveu:
Duarte Escreveu:Basta ir a Vigo: https://www.google.pt/maps/@42.2259315, ... a=!3m1!1e3?

e imaginar algo parecido junto ao BP. Trânsito de atravessamento lá em baixo, cá em cima uma via para cada lado, passeios largos, ciclovia, BRT...

Se Mesquita Machado construiu-nos uma circular, comprou e restaurou um Theatro histórico e devolveu o centro aos peões, Ricardo Rio pode ficar marcado por em meia dúzia de anos destruir uma circular indispensável, deixar que se destrua um teatro e colocar tráfego em ruas pedonais. Dá que pensar...


Em Vigo encontras um caso ainda mais interessante que esse. Debaixo de todo este passeio marginal há parte da avenida marginal. Vigo com esta mudança tornou-se uma cidade muito mais amigável, o que promoveu a regeneração de todo o porto de mar e do casco histórico.


Excelente exemplo, essa zona mudou a 100% para melhor com a construção desse túnel, e está junto ao mar, não sei como foi possível construir aí o túnel...


Realmente... 4 anitos e ficávamos "sem circular" e "sem área pedonal".

Não percebo como alguns responsáveis desta cidade não conseguem ver no exemplo de Vigo, Madrid, ... as mais valias do prolongamento do túnel...

Existem túneis para todos os gostos Mister B, os da M30 também têm curso de água ao lado, e depois temos túneis como Cross-Harbour Tunnel (Hong Kong), Eurotunel (Canal da Mancha), ... feitos oceano dentro.
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Re: TUB

Mensagempor karlussantus » sábado abr 09, 2016 3:30 am

Braga assume mudança de paradigma na mobilidade urbana

Ricardo Rio participou hoje numa conferência intitulada ‘Da Mobilidade à Acessibilidade – Os Transportes nas Cidades Portuguesas em 2030’, que decorreu em Gaia, no auditório Grupo Salvador Caetano.

Na ocasião, o edil definiu como metas a atingir até 2025 a redução em 25% na utilização do transporte individual, a duplicação do número de passageiros transportados pelos TUB – em 2015, a empresa transportou 11 milhões de passageiros – e a existência de 18 mil utilizadores regulares de bicicleta.

“Pretendemos concretizar estes objetivos através de medidas concretas, entre as quais se destacam a criação de uma rede de 76 quilómetros de vias cicláveis, de interfaces entre transportes coletivos e individuais nas entradas da cidade, a aposta na complementaridade entre os transportes públicos e privados e num inovador anel de mobilidade em bus rapid transit”, referiu, adiantando que, em sede de revisão do PDM, no domínio da mobilidade sustentável, foram já elencadas diversas medidas de incentivo ao uso da bicicleta.

Os princípios orientadores da estratégia municipal, garantiu o autarca, passam por reduzir o volume de tráfego e a necessidade de utilização do transporte motorizado, e consequentemente minimizar o impacto ambiental; melhorar a interligação entre as diferentes áreas da cidade, o serviço de transporte público e a gestão e hierarquização o tráfego; promover a interligação metropolitana e articular com as intervenções preconizadas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU).

“A componente da mobilidade leva a maior fatia das verbas do PEDU. Braga vai dispor, ao longo dos próximos anos, de cerca de 12 milhões de euros para a criação de corredores dedicados a transportes coletivos, melhoria das condições pedonais e de circulação para instalação de vias cicláveis, sistemas de controlo de tráfego e melhoria dos transportes públicos. Estas intervenções são um passo no sentido de concretizar a nossa visão para o futuro”, adiantou.

Já sobre a relação entre mobilidade e inclusão, Ricardo Rio salientou que a qualidade de um espaço público advém da sua capacidade para receber públicos com diferentes níveis de mobilidade. “Estamos a planear intervenções nas zonas de maior densidade populacional, áreas escolares, de habitação social e onde existam comunidades desfavorecidas, no sentido de conferir melhores condições de fruição dessas áreas”, acrescentou.

Este é um trabalho que está a ser elaborado com base em parcerias entre os diversos agentes do território com responsabilidades na área da mobilidade. “É por esse motivo que somos parceiros do projeto Urbact, beneficiando da partilha de conhecimento sobre a mobilidade urbana sustentável”, disse.

Transformações ao nível da mobilidade aumentam competitividade da cidade

O Autarca defendeu que as transformações ao nível da mobilidade e acessibilidade irão representar, do ponto de vista económico, um aumento da competitividade da cidade, gerando melhores condições de vida para a população em geral e, de forma particular, para os grupos mais desfavorecidos.

“Essa visão que defendemos assenta em alguns princípios básicos, sobretudo a nossa história, com tudo o que isso representa de positivo e negativo. Temos uma cidade que está estruturada de determinada maneira e todas as soluções que queiramos implementar têm de ser confrontadas com essa realidade. Por outro lado, dispomos de uma empresa com mais de 30 anos de existência, os TUB, que é uma referência a nível nacional na área dos transportes e que, com a sua capacidade de inovação, tem contribuído para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”, referiu.

Relativamente a essa vertente competitiva, o autarca lembrou ainda o geoposicionamento privilegiado de Braga, que se reveste de uma centralidade na região norte e na euro-região que não é indissociável dos desafios que se colocam ao nível da inter-relação com todos os sistemas de transporte e soluções que rodeiam a cidade.

http://bragatv.pt/?p=2064

Por isso é que é muito importante que os bracarenses abracem este assunto. Porque daqui a uns tempos pode já não haver nada a fazer...
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Re: TUB

Mensagempor Meireles88 » segunda abr 11, 2016 7:50 am

Tranformar uma diametral em duas radiais implica:
+ motoristas
+ viaturas
+ gasóleo
+ manutenção
+ custos
- linearidade

Já para não dizer que as pessoas têm rotinas e hábitos. Quebrando essas rotinas tens, nos primeiros anos, perda de passageiros.

NÃO há tráfego de pesados na Júlio Fragata!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Se esses números são nacionais, então estão mal. Basta passares na VCI ou na A3 para perceberes que lá andam MUITOS mais carros do que na Júlio Fragata. Eu contei os carros na Júlio Fragata!

A linha 43 é um Shuttle, não serve a cidade, não dá serviço! Precisa de parar no cruzamento da Avenida, na rotunda das piscinas e atravessar a UM sim, sabe-se disso, mas é preciso mais do que saber isso.

Resumidamente a Lei 50 obriga-te a ter 50% de receitas próprias.

Não podes fazer essas classificações assim Carlos, tu não consideras múltiplos fatores que desconheces. Estás a pensar em como fazer que o tráfego flua mais, atravesse mais rápido, quando tu ali tens que acalmar o tráfego e garantir que a Economia naquela zona exista. Se pões o tráfego apenas a passar ali rápido matas tudo à volta!

Em nenhuma cidade em que foi dada prioridade semafórica aos TPs se verificou uma perda da qualidade de vida ou do ambiente económico ou perda da potência da cidade, nenhuma! Colocar uma trincheira ali é ainda mais matar todo aquele ambiente. Fazemos assim, fazes ali a trincheira e vais para lá morar! Se já hoje o ruído é insuportável naquelas casas, se fazes uma trincheira é o deus me livre.

Abrandamento do tráfego (50 km/h) com semáforos a criar pelotões:
+ fluidez
+ capacidade
- ruído
- velocidade
- sinistralidade

E isto com MUITO menos dinheiro.
Com o dinheiro do túnel fazes a rede ciclável toda e ainda te sobra dinheiro.

O problema é que a hierarquia funcional NÃO é aplicada em nenhum lado do mundo porra! Nenhum! Isso não existe!

Conheces esta matriz? É a que, hoje em dia, nos PDM's atuais, definem as hierarquias da rede viária:

Imagem

Estão a imaginar um corredor para dois BRTs se cruzarem em plena Rua do Souto!?

Vê bem o mapa da página 12: http://blog.tub.pt/wp-content/uploads/2014/09/BragaMobilidade2014_2025.pdf

"Ela já faz Estação-UM em 17 minutos"

Com esta afirmação digo que, claramente, nunca andaste na 24. Se tivesses andado NUNCA dirias esse absurdo.

Nos TUB é que andam a promover o assunto e a divulgar pouca informação.


A discussão começou em 2012 Carlos. Andas desatento.

https://www.youtube.com/watch?v=M5aWtGexLk4" onclick="window.open(this.href);return false;

https://www.youtube.com/watch?v=NYSQQOSbxvM" onclick="window.open(this.href);return false;

https://www.youtube.com/watch?v=bFrNNmOstvI" onclick="window.open(this.href);return false;

"O estudo dos TUB"
O estudo NÃO é dos TUB. Vê bem os autores.
No Porto não existem Tram Trains.
A circular norte não permite ter estações que sirvam a cidade. Ias voltar a contornar a cidade? Era para matar o centro de vez?????? Sabes onde estão as paragens com mais validações nos TUB? Na parte histórica da cidade!

Os fundos serão para melhorar a cidade! Para revitalizar a economia. Sabes que os fundos só vêm se aliares 3 coisas não sabes? E não consegues alias essas três coisas a enterrar as vias.

P.S. Não existem ali oito faixas de rodagem. Existe uma faixa de rodagem com oito vias de trânsito (um absurdo, diga-se!)
http://www.mariomeireles.net

www.aasdsv.com -> Associação dos Amigos de São Domingos/São Vítor
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Re: TUB

Mensagempor pnfernandes » segunda abr 11, 2016 10:07 am

Meireles88 Escreveu:
Estão a imaginar um corredor para dois BRTs se cruzarem em plena Rua do Souto!?

Vê bem o mapa da página 12: http://blog.tub.pt/wp-content/uploads/2014/09/BragaMobilidade2014_2025.pdf



Por acaso, para mim, esse mapa não é muito claro. Não consigo perceber com certeza absoluta qual o trajecto sugerido no centro histórico. Quais as ruas que é suposto percorrer? E tem os dois sentidos? Há cruzamento de veículos?

Penso que devia haver informação mais clara, para um assunto tão estruturante para Braga.

Vocês conseguem perceber?
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Re: TUB

Mensagempor Degolador » terça abr 12, 2016 10:12 am

Creio que o BRT não vai passar na Rua do Souto. Mas também estou curioso para perceber cruzar 2 BRTs na Rua D. Pedro V.

Parece-me que estamos a entrar numa espécie de "Silly Season" do BRT - muito barulho, muitas notícias a apregoar a bondade da solução final. Apareceram 20.000 notícia a mostrar de forma genérica o tal "anel de mobilidade" e que estará pronto em 2025, mas nada sobre quando estará no terreno alguma capacidade inicial e, concretamente, como será a futura rede de transportes públicos em Braga.
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Re: TUB

Mensagempor pnfernandes » quarta abr 13, 2016 10:59 am

Degolador Escreveu:Creio que o BRT não vai passar na Rua do Souto. Mas também estou curioso para perceber cruzar 2 BRTs na Rua D. Pedro V.

Parece-me que estamos a entrar numa espécie de "Silly Season" do BRT - muito barulho, muitas notícias a apregoar a bondade da solução final. Apareceram 20.000 notícia a mostrar de forma genérica o tal "anel de mobilidade" e que estará pronto em 2025, mas nada sobre quando estará no terreno alguma capacidade inicial e, concretamente, como será a futura rede de transportes públicos em Braga.


Pois, eu também não "creio"... Mas para mim esse é que é o problema: todos cremos, ninguém conhece a fundo o que se está a planear, a estudar ou projectar. Ou se conhece, não divulga, deixando este espaço todo para a desinformação e especulação. E descrença num projecto que poderia ser mobilizador.

Nos últimos dias apareceram montes de notícias sobre TUB, mobilidade, BRT e assuntos relacionados, sempre tudo muito genérico, muito bonito e moderno. Parece que estamos em campanha mobilizadora para o projecto, mas sem avançar pormenores que possam desagradar. Será que a ideia é conquistar a opinião pública antes de apresentar o projecto, para que depois a eventual contestação seja menor ou inexistente?

Pode ser uma boa estratégia para o projecto, mas uma má estratégia para Braga.
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Re: TUB

Mensagempor Brc20 » quarta abr 13, 2016 1:34 pm

E ainda há a acrescentar a apresentação do projecto feita em Coimbra e Vila Nova de Gaia e até agora nada a sério explicado em Braga pelos responsáveis do projecto. É sempre bom sinal... %) %)
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Re: TUB

Mensagempor Degolador » quarta abr 13, 2016 2:03 pm

Eu não percebo o porquê se se ter pensado no "anel" que, no fundo são duas linhas radiais que seguem paralelamente a cutra distãncia uma da outra e se unem nos topos. Se o fator limitativo é, essencialmente, o preço por Km, porque não fazerem duas linhas radiais PERPENDICULARES, a cruzarem-se próximo do centro da cidade?
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Re: TUB

Mensagempor Mr Strangelet » quarta abr 13, 2016 2:49 pm

Do que entendo daquele croquis é que haveria duas estações terminais: uma perto do E'Leclerc e outra na zona da UMinho. Estas estações estariam ligadas por duas linhas paralelas: uma vai pela rodovia e a outra vai justamente pelo meio do centro histórico.
Em cada uma das paralelas circulariam veículos nos dois sentidos. Por esse motivo, e porque é impossivel cruzar dois autocarros na Rua do Souto, aproveita-se e destroi-se não uma mas duas ruas do Centro histórico para que na Rua do Souto circulem num sentido e na Rua dos Capelistas circulem no sentido oposto.
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Re: TUB

Mensagempor pnfernandes » quarta abr 13, 2016 2:53 pm

Degolador Escreveu:Eu não percebo o porquê se se ter pensado no "anel" que, no fundo são duas linhas radiais que seguem paralelamente a cutra distãncia uma da outra e se unem nos topos. Se o fator limitativo é, essencialmente, o preço por Km, porque não fazerem duas linhas radiais PERPENDICULARES, a cruzarem-se próximo do centro da cidade?


Também pensei em linhas perpendiculares, quando surgiu esta ideia do BRT. Depois começou a falar-se insistentemente do "anel", baseado em imensos estudos, que nunca vi em lado algum.

Até podem estar cobertos de razão, mas como não há explicações sobre o racional por detrás das decisões, como podemos validar ou discordar?
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Re: TUB

Mensagempor Degolador » quarta abr 13, 2016 3:20 pm

Sendo ambas as linhas com 2 sentidos, não estou a ver racional que lhes valhe...
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Re: TUB

Mensagempor Duarte » quarta abr 13, 2016 7:43 pm

Nunca vi linhas com 1 sentido. Se há a ida obviamente tem de haver a volta.
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Re: TUB

Mensagempor AntonioPinto » quarta abr 13, 2016 8:17 pm

Linhas com 1 sentido sao circulares. Imagina uma linha em volta da cidade. (acho que os circuitos urbanos sao desse genero)
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Re: TUB

Mensagempor karlussantus » quarta abr 13, 2016 9:55 pm

pnfernandes Escreveu:
Meireles88 Escreveu:
Estão a imaginar um corredor para dois BRTs se cruzarem em plena Rua do Souto!?

Vê bem o mapa da página 12: http://blog.tub.pt/wp-content/uploads/2014/09/BragaMobilidade2014_2025.pdf



Por acaso, para mim, esse mapa não é muito claro. Não consigo perceber com certeza absoluta qual o trajecto sugerido no centro histórico. Quais as ruas que é suposto percorrer? E tem os dois sentidos? Há cruzamento de veículos?

Penso que devia haver informação mais clara, para um assunto tão estruturante para Braga.

Vocês conseguem perceber?


Pelo que o Meireles disse acho que é mesmo a pior das hiposteses, a que o Strangelet falou.

Mr Strangelet Escreveu:Do que entendo daquele croquis é que haveria duas estações terminais: uma perto do E'Leclerc e outra na zona da UMinho. Estas estações estariam ligadas por duas linhas paralelas: uma vai pela rodovia e a outra vai justamente pelo meio do centro histórico.
Em cada uma das paralelas circulariam veículos nos dois sentidos. Por esse motivo, e porque é impossivel cruzar dois autocarros na Rua do Souto, aproveita-se e destroi-se não uma mas duas ruas do Centro histórico para que na Rua do Souto circulem num sentido e na Rua dos Capelistas circulem no sentido oposto.


Sentido Estação-UM vai pela Rua do Souto e Avenida Central junto aos Congregados, saindo na Senhora a Branca, depois segue pela D. Pedro V e Rua Nova de Santa Cruz.

Sentido UM-Estação vem da Rua Nova de Santa Cruz, depois R. D. Pedro V, Avenida Central e entra pelo Largo de São Francisco, Rua dos Capelistas e Campo da Vinha, saindo próximo do "ralador".

Imagem

Basicamente para termos o que o Degolador falou:

Degolador Escreveu:Eu não percebo o porquê se se ter pensado no "anel" que, no fundo são duas linhas radiais que seguem paralelamente a cutra distãncia uma da outra e se unem nos topos. Se o fator limitativo é, essencialmente, o preço por Km, porque não fazerem duas linhas radiais PERPENDICULARES, a cruzarem-se próximo do centro da cidade?


Duas linhas lineares que têm áreas de cobertura sobrepostas e formam um "pseudo-anel" que não funciona com linha circular mas antes como uma linha linear...

Para fazerem isto, propõem gastar 135M€ para rebentarem com a única circular e com a zona pedonal...

Se querem uma linear pelo centro, esta tinha que ser enterrada.
E também estou de acordo com o que disseram, as outras linhas tinham que ser mais perpendiculares para se ter uma área de cobertura maior e para interceptarem a rede dos TUB fora do centro urbano no maior numero de eixos possível. Tal como está a zona Norte e Sul do concelho só se interligam com o BRT já em pleno centro...

Uma linha circular com sentido horário e anti-horario podia nascer da fusão do 87 com o 43, via campus de Gualtar e Hospital. A partir daqui investíamos para colocar estações e enterrar a circular em vários pontos críticos, para se unir os eixos históricos e colocar canais e estações de transporte publico na superfície.
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