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Formas de Luta  

Espaço para a discussão sobre temas da nossa sociedade e política.

Re: Formas de Luta

Mensagempor Bracarensis » sábado jun 27, 2009 9:56 am

:shock: Karlussantus, já colocaste esse comentário no Blogue do RR (Juntos por Braga 2009)? Estamos em campanha e essas questões são trunfos para a oposição... :D Não custa tentar.
...Se gostas da noite, conquista o teu pedacinho de Céu e não tires os olhos de cima!!!
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Re: Formas de Luta

Mensagempor karlussantus » segunda jun 29, 2009 6:24 pm

Eu já enviei, e tu!? :)

Face às declarações de Rui Rio (Porto), resta-me colocar aqui alguns dados, retirados da CCDR-N e do PIDDAC nacional.
Apesar da dificuldade em encontrar dados que reflictam as realidades globais dos investimentos foi possível apurar o seguinte:

---
"A VERDADE DENTRO DO NORTE"
A NUTS III Grande Porto, apesar de estar a 75,1% da média Europeia dos 27, conseguiu aceder aos fundos porque ficou camuflada no Norte, isto apesar de ter dimensão superior ao pedido pela UE para NUTS III, enquadrando-se numa dimensão de NUTS II.

http://i245.photobucket.com/albums/gg64 ... s/nuts.jpg

Apesar desta artimanha que permitiu aceder aos fundos, e já sendo claramente a região mais rica de todo o Norte, verificou-se nas contas de 2000 a 2007 que a NUTS III Grande Porto, centralizou em média 42,4% dos Fundos comunitários destinados ao Norte, apesar de apenas possuir 3,8% da área, e apenas 34,2% da população.

http://i245.photobucket.com/albums/gg64 ... editar.jpg

Ao mesmo tempo, as regiões mais pobres do Norte têm vários projectos chumbados, por motivos alegadamente alheios.
Isto só acontece porque em Portugal praticamente só Lisboa e Porto têm “peso” político, e porque os políticos do Minho não têm sabido defender a região e as suas centralidades, que se encontram numa politica de anexação por parte do Grande Porto, e de extinção das sedes de decisão local.

"A VERDADE DO PIDDAC"
E o “roubo” ao Distrito de Braga.

http://i245.photobucket.com/albums/gg64 ... 1_2007.jpg

O distrito tem cerca de 1.100.000.000€ a reaver em relação à média nacional. Isto em apenas 7 anos.
---

Face a isto gostaria de ver um estudo sério às contas do “PIDDAC” e do “QREN”, desde que elas existem, que nos mostrassem quais os valores globais, qual o valor per capita, e quais os Distritos e Concelhos mais desfavorecidos.

Nestes dados que pude apurar, em nenhum deles o Porto aparece desfavorecido, mas os responsáveis políticos do Porto, não param de exigir, e conseguiram sem dúvida regalias com isso.

Como estamos próximos das eleições autárquicas, e entendo que Braga e o seu Presidente não podem “pensar” apenas na gestão municipal, têm que entender Braga no contexto regional e nacional.
Por isso espero que o candidatos compreendam isso, e gostaria de ver esta problemática debatida durante esta campanha. É fundamental o “inicio” efectivo da cooperação entre os municípios do Distrito e é fundamental que Braga e o restante Distrito compreendam isso, e consigam capitalizar devidamente os fundos comunitários a que têm direito.

Projectos estruturantes como a Rede Ferroviária, interligada com uma possível Rede Urbana em Braga, e com a Estação do TGV.
As Variantes às Nacionais 101(Monção), N103(Cháves), N14 (Famalicão), são fundamentais para recolocar Braga mais próxima da sua área de influência, que tem sido perdida com a evolução de outras acessibilidades que tornam essas regiões mais próximas do Porto e de outras centralidades.
A ligação ao AvePark através de um túnel que o colocaria a 6km de Braga e ligaria de forma previligiada Braga à zona norte de Guimarães.
A recuperação patrimonial dos Castros, Cidade Romana, Cidade Medieval.

Enquadram-se perfeitamente no âmbito dos fundos comunitários, e como fica evidente esses fundos foram desviados para outras regiões. Além de no PIDDAC o 1.100.000.000€ que o Distrito tem de perda face à média nacional, daria para comportar muitos destes custos.

Algo vai mal, quando não vemos os políticos do Distrito unidos contra a actual injustiça politica do País, para com o Distrito e para com o Minho.

Perante o cenário actual numa Regionalização eu defendo que o Norte deve ser dividido em Minho, AMP, e Trás-os-Montes. Ou em alternativa teriam que ser estabelecidas as cotas de investimento para cada região, de forma justa, e não pelo peso político que cada uma delas possui.


Para:
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Re: Formas de Luta

Mensagempor CesarGomes » terça jun 30, 2009 11:03 am

À grande Kalus :drink: :bravo:
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Re: Formas de Luta

Mensagempor Mr Strangelet » quinta jul 02, 2009 5:57 pm

Bem karlus, grande trabalho! :bravo:

Realmente com estas provas pode-se mais uma vez dizer que usar a palavra Norte, é só uma forma de tentar atirar areia para a cara de muita gente, já que o norte que lhes interessa é muito pequeno.

A regionalização só teria lógica da forma que disseste. Em Portugal não acredito em cotas...

E com o Piddac poderiamos falar também da Região de Turismo Porto e Norte. Se o Porto e sua AM tem tanto potencial turistico (que o tem), deveria estar separado do Norte. Mas vá, ao menos descentralizaram a sede, para outra das capitais de Distrito mais prejudicadas pela falta de voz politica: Viana do Castelo.
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Re: Formas de Luta

Mensagempor karlussantus » sexta jul 03, 2009 1:37 am

Mr Strangelet Escreveu:Bem karlus, grande trabalho! :bravo:

Realmente com estas provas pode-se mais uma vez dizer que usar a palavra Norte, é só uma forma de tentar atirar areia para a cara de muita gente, já que o norte que lhes interessa é muito pequeno.

A regionalização só teria lógica da forma que disseste. Em Portugal não acredito em cotas...

E com o Piddac poderiamos falar também da Região de Turismo Porto e Norte. Se o Porto e sua AM tem tanto potencial turistico (que o tem), deveria estar separado do Norte. Mas vá, ao menos descentralizaram a sede, para outra das capitais de Distrito mais prejudicadas pela falta de voz politica: Viana do Castelo.


Mas mesmo com a razão não temos impacto, precisamos mais massa crítica no Minho, mais gente a participar, a denunciar. Poucos movimentos se fazem, nem os jornais locais se dão ao trabalho de pesquisar e aferir a verdade a totalidade dos valores pós 25 de Abril.

Cabe também à população manifestar o seu interesse... mas....
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Re: Formas de Luta

Mensagempor karlussantus » quinta jul 16, 2009 2:07 pm

E aqui continuo :)

Resposta da CCDR-N, face ao projecto alternativo à Sete Fontes que apresentei.

Exmo. Senhor

Relativamente à sua comunicação sobre as Sete Fontes, em Braga, vimos por este meio informar que solictámos à Câmara Municipal de Braga os elementos necessários para nos podermos pronunciar sobre o assunto, estando a aguardar a disponibilização dessa informação.

Com os melhores cumprimentos


CCDR-Norte contra construções inconcebíveis

http://www.diariodominho.pt/noticia.php?codigo=35291
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Re: Formas de Luta

Mensagempor karlussantus » terça jul 21, 2009 2:46 am

Foi revelado o PROT-N, está em fase de discussão e existem muitos pontos a rebater, onde o Papel de Braga foi a todos os niveis incrivelmente desvalorizado.

Podem fazer comentários no site, ou enviar email para:


Deixo tambem aqui a correspondencia trocada com a UAUM, por causa da FOTO da Central de Camionagem, e também por causa do Património do Municipio:


EMAIL 1:
Boa noite,

Gostaria de obter informação sobre os trabalhos arqueológicos realizados na zona de intervenção da “Central de Camionagem”.

Apesar de ficar fora do perímetro da Cidade de Bracara Augusta e da Cidade Medieval, como se sabe os achados arqueológicos, a área de intervenção, está nas proximidades ou mesmo no traçado da Via Romana XIX e também da Via XVIII.

Como não se sabe da existência de trabalhos arqueológicos na zona de intervenção, uma imagem colocada no Forum Bracarae Avgvste chamou-me à atenção.

A estrutura assinalada, tem algum valor arqueológico?
http://s245.photobucket.com/albums/gg64 ... emOvni.jpg


RESPOSTA 1:
Bom dia.
Começo por manifestar o nosso agrado pelo seu reconhecimento relativamente à exposição montada nos tapumes da obra do quarteirão dos CTT e à divulgação do projecto para a estação arqueológica de Santa Marta das Cortiças.
Para a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, dar público conhecimento do seu trabalho é uma obrigação que decorre do simples facto de ser uma instituição pública, assumindo a UAUM a responsabilidade social de informar o público sobre aquilo que faz, como sempre tem feito desde 1977 (artigos publicados, conferências, relatórios, etc.).
A UAUM, apesar dos constrangimentos financeiros e de meios humanos, tem vindo a fazer um esforço acrescido para proporcionar aos bracarenses informação rigorosa e com qualidade, relativa às intervenções arqueológicas pelas quais é responsável e aos projectos de estudo, conservação e valorização patrimonial em que está envolvida.
A UAUM está envolvida em muitos outros projectos, o mais recente e importante dos quais propõe a criação de um Parque Arqueológico de Braga / Parque Cultural Europeu, que os bracarenses poderão conhecer aquando da publicação próxima de mais um n.º da revista FORUM, onde será publicado - aguardamos o seu lançamento, previsto para 24 de Julho, para podermos iniciar uma divulgação mais ampla e suscitar a sua discussão pelos bracarenses interessados.
Nesse projecto contemplam-se 15 sítios/monumentos (entre os quais o Teatro Romano e a Insula Romana das Carvalheiras), todos eles susceptíveis de ser candidatados a financiamentos no âmbito do QREN - mas isso já não depende da UAUM, mas sim das instituições que assumam o projecto e da respectiva capacidade de reivindicar o seu financiamento e execução.
Teremos que aguardar pela avaliação das possibilidades de concretização, para a qual será fundamental a mobilização da opinião pública bracarense.

Relativamente à questão das obras do parque subterrâneo da Central de Camionagem, posso adiantar o seguinte: 1- A UAUM nunca foi consultada relativamente a qualquer impacte arqueológico da obra; 2 - Do que se conhece do potencial arqueológico da cidade, o local em obra não se inscreve em zona de potencial existência de vestígios arqueológicos (a via XVIII passava no Largo dos Penedos e Rua de S. Vicente, e a via XIX saía pelas traseiras do Pópulo em direcção a S. Martinho de Dume); 3 - A fotografia onde se assinala um alegado vestígio, não é suficientemente clara (tanto pode ser uma simples fractura da rocha, como restos de uma mina ou poço da antiga quinta aí existente).



EMAIL 2:
Boa tarde, prezo em saber que estão em curso publicações sobre o Teatro Romano e a Ínsula das Carvalheiras (que já consta nos relatórios da AMVC), e que caso surjam instituições que assumam o projecto, poderá mesmo avançar para a candidatura no âmbito dos fundos comunitários do QREN.
Gostaria de saber em que formatos a Revista Fórum ficará disponível, e onde se pode obter a respectiva publicação.
Espero poder contribuir para alguma mobilização da opinião pública bracarense e especialmente, que este assunto entre nos debates dos partidos políticos, no âmbito das eleições autárquicas.

Relativamente às obras do parque subterrâneo da Central de Camionagem, consegui obter a foto original, a qual envio em anexo, penso que nessa foto é possível observar melhor a estrutura assinalada.

Relativamente às obras do prolongamento do Túnel segundo se pode ler no relatório:
“Foi ainda sugerida pela Direcção dos Trabalhos Arqueológicos/UAUM, que o poço-cisterna norte fosse desmontado e ponderada a sua reimplantação no arranjo
de superfície do Largo João Penha, proposta que também recolheu aceitação por parte dos técnicos do IGESPAR, I.P. e DRCN.”

Face a essa aprovação por parte dos técnicos do IGESPAR, será o poço-cisterna integrado no Largo João Penha?

Como em mensagens anteriores, peço autorização para publicar a mensagem no Fórum Bracarae.

Grato pela disponibilidade e atenção dispensada



RESPOSTA 2:
Boa noite.
A revista FORUM é editada pelo Conselho Cultural da Universidade do Minho. O próximo número (42-43), que presta homenagem ao falecido ilustre Professor Lúcio Craveiro da Silva, será apresentado publicamente no dia 24 de Julho, pela 17h, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Creio que poderá ser adquirido aí e depois nas livrarias de Braga.
A partir dessa data, o artigo relativo à proposta de criação de um Parque Arqueológico de Braga / Parque Cultural Europeu, estará disponível no site da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

Vi a foto original relativa às obras do parque subterrâneo da Central de Camionagem, mas não permite adiantar muito mais do que a anterior, pois o ângulo não é elucidativo: parece existir, de facto, um alinhamento de pedras, que tanto pode corresponder a um fenómeno geológico (diaclase fracturada) como aos restos de uma mina (o que me suscita reservas, considerando que se encontra a mais de 10 metros de profundidade, em rocha dura, que dispensaria a estruturação de qualquer parede).

Sobre a sugestão feita no 1.º relatório das obras de prolongamento do túnel da avenida da Liberdade, trata-se exactamente de uma sugestão - a decisão de reimplantação do poço-cisterna no Largo João Penha foi deixada à consideração do dono de obra e respectiva equipa projectista (Município de Braga). Creio que, independentemente de se tratar de uma 'trasladação', a colocação da referida estrutura no Largo João Penha constituir-se-ia como um interessante mediador da memória bracarense, evocando por essa via a antiga Rua das Águas. Espero que haja sensibilidade para o fazer com harmonia no pouco espaço agora disponível.

Como anteriormente, autorizo a publicação das mensagens.


Resumindo, a UAUM faz o possível face aos meios que dispõe e face à margem de manobra que possui, e pede de forma bem inteligível o apoio da COMUNIDADE para que esse espaço de manobra seja ampliado.

Cabe a cada um de nós contribuir com a sua parte...
e exigir as Politicos em campanha que introduzam este tema no seu debate, e façam as devidas promessas...
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Mensagempor Mr Strangelet » sábado jul 25, 2009 6:35 pm

Património arqueológico de Braga entra no turismo cultural europeu
A Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho avança hoje com uma proposta concreta para a constituição daquele que será o futuro parque arqueológico de Braga.
O propósito da instituição cultural presidida pela investigadora Manuela Martins tem um propósito claro: dignificar o vasto património monumental de Bracara Augusta com a sua inclusão nas redes dos parques culturais europeus, potenciando a atractividade das criações romanas existentes em Braga pela via da sua inclusão em roteiros de turismo cultural.


@DM
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Mensagempor Mr Strangelet » sábado jul 25, 2009 6:41 pm

Mesquita Machado apoia projecto arqueológico
A Câmara Municipal está ao lado da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho e «totalmente disponível» para apoiar a criação do Parque Arqueológico de Braga / Parque Cultural Europeu, projecto proposto num artigo científico, publicado no último volume da revista “Fórum”, editada pelo Conselho Cultural da Universidade do Minho, dedicada à figura do professor Lúcio Craveiro da Silva. A revista (os números 42 e 43 estão compilados num volume único) foi ontem apresentada, durante a homenagem a Craveiro da Silva.
Mesquita Machado, presente na cerimónia, manifestou-se entusiasmado com a ideia defendida pelos professores Manuela Martins e Luís Fontes, da Unidade de Arqueologia. «Este projecto é interessante e terá todo o apoio do Município de Braga. Numa reunião, que iremos agendar para breve, vamos debater estas questões com maior detalhe.
No entanto, desde já manifesto todo o meu apoio a este projecto», garantiu o autarca.
Quanto aos mentores da ideia, não quiseram pronunciar-se no dia de ontem, por não tirar protagonismo à homenagem a Craveiro da Silva.
O artigo, denominado “Uma estratégia para o património bracarense: a criação de um Parque Cultural Europeu”, ocupa aproximadamente 30 páginas. Nele se enumera o património arqueológico conhecido em Braga e se explica o que deverá ser o Parque Arqueológico de Braga.


@Diario do Minho



Quem encontrar o ficheiro da revista, ponha aqui sff :)
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Re: Formas de Luta

Mensagempor Mr Strangelet » sábado jul 25, 2009 7:04 pm

Os posteres nos tapumes do LSF foram uma excelente iniciativa. Estes esclarecimentos á população são a verdadeira democracia.

Um dos posteres tem a que para mim é das melhores e mais expressivas fotos de Braga. Essa foto está disponivel num dos documentos da UAUM, mas em frente ao LSF aparece com uma dimensão e um detalhe verdadeiramente deliciosos.

Nesta foto aérea dos anos 40, podem ver nem mais nem menos o contorno da que foi a muralha romana da cidade. A verdade é que a muralha visivel acabou por desaparecer, mas durante 2000 anos guardaram-se vestigios e marcas visiveis desta.

A vermelho marquei um troço da Muralha Romana, que podem encontrar noutras imagens.
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A imagem seguinte não está editada, é a foto original.
Se compararem a imagem aonde marquei o troço com esta, podem perceber que os contornos dos limites dos campos agricolas que existiam ali nos anos 40, descrevem na perfeição o troço da muralha que ali existiu ha 2000 anos.
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Estes vestigios prevaleceram durante 2000 anos, contra inquisições, diversos reinos, batalhas, guerras civis, construções e destruições, reformulações do desenho urbano, ali, debaixo do nariz de toda a gente...Aguentaram-se durante 2000 anos, para desaparecerem em 20 anos, fruto da furia construtiva...

A única falha da UAUM é não terem escrito o esclarecimento que aqui deixei sobre esta imagem :) Quem vê aquela imagem não encontra sem mais nem menos esse tesouro escondido. É preciso que os olhos sejam guiados.


É ou não é das imagens mais maravilhosas da nossa Bragara Augusta?? :D
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Mensagempor jcmarques » domingo jul 26, 2009 11:27 pm

uma imagem maravilhosa sim senhor ;)
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Re: Formas de Luta

Mensagempor karlussantus » segunda jul 27, 2009 12:34 am

Mr Strangelet Escreveu:Os posteres nos tapumes do LSF foram uma excelente iniciativa. Estes esclarecimentos á população são a verdadeira democracia.

Um dos posteres tem a que para mim é das melhores e mais expressivas fotos de Braga. Essa foto está disponivel num dos documentos da UAUM, mas em frente ao LSF aparece com uma dimensão e um detalhe verdadeiramente deliciosos.

Nesta foto aérea dos anos 40, podem ver nem mais nem menos o contorno da que foi a muralha romana da cidade. A verdade é que a muralha visivel acabou por desaparecer, mas durante 2000 anos guardaram-se vestigios e marcas visiveis desta.

A vermelho marquei um troço da Muralha Romana, que podem encontrar noutras imagens.
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A imagem seguinte não está editada, é a foto original.
Se compararem a imagem aonde marquei o troço com esta, podem perceber que os contornos dos limites dos campos agricolas que existiam ali nos anos 40, descrevem na perfeição o troço da muralha que ali existiu ha 2000 anos.
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Estes vestigios prevaleceram durante 2000 anos, contra inquisições, diversos reinos, batalhas, guerras civis, construções e destruições, reformulações do desenho urbano, ali, debaixo do nariz de toda a gente...Aguentaram-se durante 2000 anos, para desaparecerem em 20 anos, fruto da furia construtiva...

A única falha da UAUM é não terem escrito o esclarecimento que aqui deixei sobre esta imagem :) Quem vê aquela imagem não encontra sem mais nem menos esse tesouro escondido. É preciso que os olhos sejam guiados.


É ou não é das imagens mais maravilhosas da nossa Bragara Augusta?? :D


É nessa imagem da RAF, que se vê o Anfiteatro Romano (estilo Coliseu) , que está soterrado entre a estação e a actual Rua do Caires.

Vou tentar uma foto mais "frontal", e ampliada da zona, para tentar identificar e colocar aqui no forum.
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Re: Formas de Luta

Mensagempor karlussantus » domingo ago 02, 2009 4:13 pm

Como já afirmei, o Relatório do PROT-N foi revelado, trata-se da estratégia de investimento para o QREN 2007-2013, e como seria de esperar o papel de Braga nesse Norte foi altamente negligenciado.

Braga aparece apenas como potencial de turismo religioso, e nas acessibilidades Braga continua numa posição marginal à principais ligações, continuando a cidade completamente desequilibrada para Sudoeste o único ponto de ligação eficaz à região. O IP Braga-Chaves e o IC Braga- Monção mais uma vez ficaram de foram, sendo apenas contemplada a melhoria das ditas EN.

O PROT-N encontra-se em fase de discussão pública, cabe a todos nós participar na discussão, e alertar para o potencial de Braga que ficou esquecido.

Mais uma vez deixo aqui um texto parcial da minha opinião, para os que queiram participar se quiserem podem envia-lo ou então elaborarem novos textos com novas propostas, mas não deixem de participar em prol de um futuro melhor para a cidade.


Turismo / Património Construido

O PROT-N negligenciou na minha opinião o papel Turístico de Braga e da Região Minho, negligenciou também a promoção da Marca Minho.

Braga devia surgir como, Turismo Urbano / City Break com base em :
-Cidade Histórica, Museus e Monumentos, e com o objectivo de Classificação do Centro Histórico como Património Mundial, baseado em 4 vertentes fundamentais, 1. Braga Romana (Bracara Augusta) e Antiguidade Tardia (Braga Sueva e Visigoda), 2. Braga Medieval (cidade intramuros), 3. Braga Renascentista, 4. Braga Religiosa;
-Animação, eventos e "Shopping" (Parque de Exposições, Centro de Congressos, Autódromo Internacional, Kartodromo Internacional, Aeródromo)
-Espaços de Arquitectura Contemporânea (Estádio Municipal, Mercado Cultural do Carandá, ...)

Vale do Cávado e Ave (bacias hidrográficas), não aparecem citados como:
-Ruralidade e Paisagem
-Albufeiras do Cávado e Ave (8 das principais albufeiras do Norte estão centralizadas num curto espaço, e encontram-se quase na totalidade por explorar)

O Minho devia aparecer claramente como uma Marca a explorar por si só, com base em:
- Turismo Urbano de Braga
- Centros históricos de Braga, Guimarães, Viana do Castelo, Barcelos, Caminha, Cerveira, Valença, Monção, Melgaço, Ponte de Lima, Ponte da Barca, ...
- Turismo Rural, e paisagem rural (onde se destacam por exemplo Soajo, Lindoso, mas também os Vales das Bacias Hidrogárficas do Cávado e Ave)
- Albufeiras do Cávado e Ave
- Percursos pedonais nas zonas ecológicas já referidas, mas também ao longo das Vias Romanas que irradiavam de Bracara Augusta
- A adicionar aos restantes pontos já mencionados no PROT-N;

O desconhecimento do PROT-N no que diz respeito ao potencial do património existente no Município de Braga advirá provavelmente da falta de estudo, musealização e classificação do mesmo, contudo o PROT-N devia desempenhar um papel mais importante nessa necessidade de estudo, classificação e recuperação do património histórico da cidade de Braga (2000 anos) e do município, para além do Património já conhecido estudado e classificado de Braga Romana/Antiguidade Tardia, Braga Medieval, Braga Renascentista/Barroca, estão por exemplo por estudar, classificar no município de Braga,
Braga Romana/ Antiguidade Tardia:
- Amplas áreas intramuros da cidade Romana;
- Estudo do troço da muralha, já conhecido, vários troços e torrões da Muralha Romana foram estudados mas não foram classificados nem musealizados;
- Anfiteatro Romano, visualizado em imagem aérea década de 40, sem qualquer estudo (denominado Coliseu em Roma);
- Fórum Romano, visível até ao século XVI onde constava dos mapas, sem estudo e sem classificação;
- Teatro Romano, estudado parcialmente, sem classificação e por recuperar;
- Templo/Edifício Romano da dimensão do Templo de Diana, sem estudo e sem classificação;
- Ínsula das Carvalheiras, estudada e classificada, aguarda pela musealização, recuperação e abertura ao público;
- Edifícios Romanos, de produção de Ceramica e Vidro, estudados e em fase de musealização, aguardam classificação;
- Necrópole, 7 Sepulturas de grande valor, estudadas e em fase de musealização, aguardam classificação;
- Termas Romanas, estudadas e musealizadas, possibilidade de reconstituição do edifício, a qual já foi efectuada em maquete;
- Várias domus e mosaicos romanos foram estudados, apenas 2 foram musealizados, no Museu Pio XII e no Museu D. Diogo de Sousa, sem classificação;
- Um balneário pré-Romano foi identificado, estudado e Musealizado na Estação Ferroviária, sem classificação;
- Estação Arqueológica da Falperra apresentado pela UAUM, residência dos Reis Suevos, por estudar, classificar e musealizar;
- Abastecimento à cidade Romana/Medieval e Renascentista zona das Sete Fontes por estudar arqueologicamente principalmente sistema Romano, falta também musealizar e classificar;
-Rede de Castros da Região Norte (novo povoado descoberto nos terrenos do Novo Hospital), estão por musealizar, e alguns por estudar e classificar;

-Braga Medieval, Braga Renascentista/Barroca:
- Muralha Medieval ainda existente ~1km;
- Museu interpretativo e referente ao património destruído destes dois períodos;
- Santuário de Bom Jesus do Monte por classificar como Património Mundial, enquanto a "cópia" feita no Brasil está classificada desde 1985;
- Diversos solares e edifícios do século XVII, XVIII, XIX têm sido destruídos ou drasticamente alterados por falta de classificação

A adicionar ao já citado juntam-se muito outros elementos de valor patrimonial, aqui não referidos.


Acecibilidades, Mobilidade
Vou elaborar coloco depois.
(A análise que fiz e já enviei ao PROT-N está no blog)

A participação faz-se por partes. Os documentos das diversas temáticas estão nesta página:
http://consulta-prot-norte.inescporto.pt/plano-regional
+ Relatórios Temáticos de Caracterização e Diagnóstico:
*

Estrutura Biofísica do Território e Valorização do Património Natural (1.7 MB)
*

Património Construído e Cultural (7.7 MB)
* Riscos Extensivos (10 MB)
* Riscos relacionados com o Interface Terra/Mar (<1 MB)
* Estrutura de Povoamento, Sistema Urbano e Articulação Territorial ( 5.7 MB)
* Acessibilidade, Mobilidade e Logística (18.5 MB)
* Espaço(s) Rural(is): Novos Paradigmas (4.9 MB)
* Ordenamento Agrícola, Florestal e Desenvolvimento Rural (4.7 MB)
* Estruturação do Litoral (2.1 MB)
* Ambiente Urbano (<1 MB)
* Redes e sistemas – Equipamentos (16.5 MB)
* Redes e sistemas – Saneamento Básico / Ciclo da Água (31.2 MB)
* Estruturas e Dinâmicas Produtivas (<1 MB)
* Sistemas Energéticos (2.3 MB)
* Recursos Geológicos e Hidrogeológicos (9 MB)
* Turismo e Termalismo (1.4 MB)
* Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (1.3 MB)
* Enfoque sub-regional do Arco Metropolitano (27.1 MB)
* Enfoque sub-regional de Trás-os-Montes e Alto Douro (1.7 MB)
* Enfoque sub-regional do Minho-Lima (1.4 MB)

A participação faz-se nesta página:
http://consulta-prot-norte.inescporto.pt/
Contributo (em representação)
Contributo (título individual)

PARTICIPEM :)
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Re: Formas de Luta

Mensagempor karlussantus » quarta ago 12, 2009 6:55 pm

Depois de ter criticado no geral o papel atribuido a Braga no plano das acessibilidades, comecei a comentar no particular aqui fica a mensagem que enviei, para darem a vossa opinião e participarem se assim o entenderem.

Discordo da definição da Rede Viária Estruturante de articulação externa (RVEAE), que está ilustrada na figura 2 (PROT-N - ACESSIBILIDADES-APB.pdf)
Imagem

-Por vários motivos o troço BRAGA-CHAVES dum IP BRAGA-CHAVES-Bragança(BCB) é a RVEAE e não o troço IC5, Fafe-Vila Pouca de Aguiar.
-O nível de prioridade e importância foi invertido, e só a ignorância ou a intencionalidade permitiram que assim o fosse.


Este ponto está totalmente errado, pelos seguintes motivos.

Articulação externa e nível regional:
O IP BCB, a nível regional permite a ligação de 3 sedes de Distrito (quando o PROT-N decidir finalmente ligar Viana-Braga capitais de Distrito que distam 30km e não têm ligação directa) e também a importante centralidade da cidade Chaves, serve portanto aquele que sempre foi o principal eixo de transição litoral norte-interior norte logo a seguir ao eixo servido pelo IP4, sendo também o traçado mais eficaz para o fazer, ficando em continuidade com as Vias existentes em Espanha, ao contrário do troço do IC5 em questão.


Articulação interna e nível local:
Ao contrário do troço do IC5 que não está em conformidade com as Áreas de Influencia (AI) para funções muito especializadas, definidas pelo INE em 2004, o IP BCB fica em concordância com as IMPORTANTES AI de Braga (até Montalegre-Boticas(MB)), de Chaves (de MB até ao fim do seu município e de Vinhais), de Bragança (desde Chaves-Vinhais até à zona da cidade), este facto pode ser comprovado pelo estudo do INE do qual deixo a seguinte imagem.
Imagem

Resumindo, a possibilidade de execução de um eixo praticamente directo de Viana-Braga-Chaves-Bragança, tem que ser considerada prioritária ao eixo do IC5, porque no âmbito Local, Regional, e Externo é sem qualquer dúvida mais importante, e porque equilibra o Norte Litoral, demasiado centralizado no Grande Porto, onde o eixo através do IC5 mais uma vez irradia do Grande Porto pela A7.

Resta concluir que no caso particular de Braga, o PROT-N apesar de apregoar a importância como Cidade de Equilíbrio Regional, mais uma vez trata-a não como a principal centralidade do Norte, logo a seguir à AM Porto, mas como uma centralidade de pequena importância, atribuindo-lhe ligações fracas ou indirectas, para o interior, por exemplo sua AI, Chaves, Bragança, etc...
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Re: Formas de Luta

Mensagempor CesarGomes » terça set 22, 2009 8:24 pm

Petição para salvar o edifício da Confiança: http://www.petitiononline.com/Confia09/petition.html
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