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A crise começa a "apertar"  

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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor AntonioPinto » quinta fev 16, 2012 8:54 pm

Falar do lado de fora é do mais fácil que pode haver!
Deve ser de todos os empreiteiros o que tem menos carros ou que investe menos nisso!
E se soubessem onde ele vivia até há algum tempo atrás, calavam-se.
Não sei o que se passa dentro da empresa, por isso vou-me abster de mandar filetes para o ar.
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor Duarte » sexta fev 17, 2012 2:39 pm

Mesquita reclama medidas para a construção civil

Mesquita Machado reclamou ontem do Governo “medidas concretas” de apoio ao sector da construção civil que atravessa uma crise sem precedentes. “A Câmara de Braga está a dar um bom exemplo”, mas “é o Governo que tem obrigação e dever” de acompanhar a situação das empresas de construção e de lançar medidas urgentes para travar o colapso do sector, sustenta o autarca.

O presidente da câmara realça que “todos têm consciência do mau momento que o sector atravessa”, porque as obras públicas decresceram e pelos atrasos nos pagamentos. “A Câmara de Braga não deve a fornecedores”, salvaguardou.
Mesquita defende que o sector da construção civil precisa de uma reestruturação, explicando que “essa reestruturação não deve implicar despedimentos, mas sim a revitalização” do sector. “É preciso por o sector a trabalhar. Os problemas deste país não se resolvem a despedir pessoas. Resolvem-se a criar postos de trabalho para quem está no desemprego”, afirmou, apelando ao Governo para que siga o exemplo de Braga.

“A Câmara de Braga está a dar um bom exemplo. Temos em curso ou em fase concursal obras no valor global de 35 milhões de euros. O nosso plano de investimentos para este ano é arriscado, mas estamos a fazer a nossa parte”, realçou.
A título de exemplo lembrou que estão em concurso as obras de reabilitação das escolas André Soares e Francisco Sanches que ascendem a cerca de 17 milhões de euros. Ontem mesmo foi aprovado o relatório preliminar da empreitada de reabilitação do antigo edifício da GNR, mais um investimento na ordem dos 2,2 milhões de euros.
Previstas estão ainda a Pousada da Juventude, o Parque do Picoto, entre outras, sem esquecer a reabilitação urbana já em curso na Praça do Município, Campo das Hortas, Rua dos Chãos, Rua de S. Vicente. “Estamos a dar o máximo da nossa parte”, disse.

Mesquita responde à CGTP-IN

O presidente da câmara falava no habitual encontro com os jornalistas após a reunião de câmara, onde aproveitou para fazer uma declaração pública em resposta ao líder da CGTP-IN. A propósito da situação do grupo FDO, Arménio Carlos reclamou a intervenção de Mesquita Machado e desafiou-o a dizer se está do lado dos patrões ou dos trabalhadores. A resposta foi esta: “Eu estou do lado da empresa o que significa que estou do lado dos trabalhadores e estou do lado da administração, porque a empresa é um todo. Eu não tenho de estar de um lado ou de outro, tenho de estar solidário com os dois lados”.
Ainda sobre a FDO, revelou que tem acompanhado a situação: “ainda ontem (quarta-feira) falei com a administração da FDO e tenho-me inteirado do que se vai passando”.
Também a oposição se pronunciou sobre a crise que afecta o sector da construção civil. Ricardo Rio reclamou da Câmara de Braga uma política de apoio estruturada para o sector.

Oposição quer câmara activa

Salientando a importância do cluster da construção civil para o concelho de Braga, Ricardo Rio desafiou a câmara a acelerar o projecto de reabilitação urbana do centro e a criar um centro de competências (em colaboração com a Universidade do Minho) que se torne numa referência nacional para o sector. Rio sugere mesmo que a reabilitação do centro histórico funcione como um laboratório para mostrar “fora de Braga” o que é possível fazer em meio urbano.
Mesquita Machado desvalorizou as sugestões da oposição, lembrando que a reabilitação do centro já está no terreno.
Em resposta, o presidente da câmara lançou um desafio à oposição: “O que é urgente é que a oposição, que pertence aos partidos que estão no Governo, pressione os seus companheiros de partido para que as medidas necessárias ao sector sejam implementadas rapidamente”. Mesquita Machado considerou cou as sugestões apresentadas por Rio como “conversa para disfarçar a inércia e as medidas que o Governo está a tomar e que estão a dar cabo da economia portuguesa”.

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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor pnfernandes » sexta fev 17, 2012 9:38 pm

A FDO confirmou que vai pedir a insolvência:

Construção. Grupo FDO confirma insolvência mas confia em "rápida recuperação económica"
http://www.ionline.pt/portugal/construc ... -economica
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor Brc20 » sábado fev 18, 2012 12:35 pm

pnfernandes Escreveu:A FDO confirmou que vai pedir a insolvência:

Construção. Grupo FDO confirma insolvência mas confia em "rápida recuperação económica"
http://www.ionline.pt/portugal/construc ... -economica




Construção. Grupo FDO confirma insolvência mas confia em "rápida recuperação económica"

Por Agência Lusa, publicado em 17 Fev 2012 - 19:55


O grupo FDO confirmou hoje que vai apresentar à insolvência as suas três principais empresas, para definir um conjunto de medidas que possibilitem a sua "rápida recuperação financeira".

"Essas medidas de recuperação só podem ter lugar no quadro legal de um plano de proteção judicial de credores, dado que devem agregar ao esforço do grupo os seus maiores credores, especialmente a banca", refere o comunicado.

Em causa estão a FDO-Construções, que emprega 400 trabalhadores, a Euroluguer, Transporte e Aluguer de Equipamentos e a FDO - Serviços Partilhados.

Os trabalhadores têm em atraso metade do salário novembro, mais os salários de dezembro e janeiro e ainda o subsídio de natal.

No comunicado, o grupo lembra que o setor da construção civil e obras públicas nacional "enfrenta hoje graves dificuldades, provocadas pela crise económica e financeira que se vive em Portugal e no mundo, pela retração do investimento público e privado e pelos constrangimentos de tesouraria resultantes dos crónicos atrasos de pagamento do Estado e dos investidores
privados".

"Conforme é reconhecido publicamente, esta crise teve um severo impacto na banca nacional e internacional, e trouxe consequências graves para as empresas que viram vedado o acesso ao crédito e agravadas as condições dos contratos bancários essenciais ao seu normal funcionamento", acrescenta.

Diz que foi neste contexto que a FDO foi "forçada a abrandar" a sua política de investimentos em curso, tendo revisto toda a sua estratégia de crescimento, e iniciando um processo de reorganização funcional e de reestruturação financeira.

"A FDO foi ainda confrontada com dificuldades de recebimentos, com a insolvência de alguns dos seus clientes e com a morosidade da Justiça na cobrança de elevados montantes de que as empresas do grupo são credoras", refere ainda o comunicado.

Para fazer face a esta situação, a FDO decidiu avançar com um plano integrado de medidas "que minimizem os prejuízos para os seus trabalhadores, fornecedores e clientes, e que lhe permitam continuar com o seu processo de reorganização e de reestruturação, tendo em vista adaptar-se aos diversos constrangimentos do mercado do setor e garantir o seu futuro".

"Esperamos o apoio do governo, através do Ministério da Economia, uma vez que, face ao estado de exceção que atravessa o setor da construção nacional, será determinante o papel ativo do Estado na manutenção do tecido económico nacional e do emprego de milhares de portugueses", sublinha a administração.

Manifesta-se certa de que o grupo conseguirá ultrapassar "esta fase difícil" da sua existência, "garantindo emprego, preservando o interesse dos nossos credores e adaptando a FDO para os desafios do futuro".




http://www.ionline.pt/portugal/construc ... -economica



Espero mesmo que este grupo consiga de alguma forma recuperar e que isto não se transforme numa bola de neve para o sector da construção em Braga.
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor 22vasco22 » quarta fev 22, 2012 2:01 am

Construção civil falida em Braga
Publicado às 00.30
ILÍDIA PINTO


foto Eduardo Pinto/JN
Construção civil falida em Braga
Sindicato exige reabertura do túnel do Marão


Uma 'romaria' de insolvências é o que o sindicato vaticina, o mais tardar a partir de junho. A confederação teme que comece a partir de abril. Consensual é o desemprego: largas dezenas de milhares.

A FDO, a 18.ª construtora nacional, é a mais recente vítima da crise do setor. Depois da Novopca, Patricius, Teodoro Gomes Alho e ECOP, entre muitas outras, a construtora de Braga não resistiu e entrou com o processo de insolvência tendo em vista a recuperação. O presidente do sindicato da construção, Albano Ribeiro, acredita que, a partir de junho, o mais tardar, "vai ser uma romaria de processos".

Leia mais na versão e-paper ou na edição impressa.
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor El Salvador » quarta fev 22, 2012 5:07 pm

El Salvador Escreveu:Quando o Pais está todo construido em Braga temos os Eusebios, Casais, DST, FDO, ABB, ACF etc, etc, etc.
Um tem central de betão? Pois então em vez de abastecer os outros cada um cria a sua. São tudo empresas que carregam na sigla o nome do fundador. Em quantas o presidente do conselho de administração é licenciado? Uma.

Já ouviram falar em fusões e aquisições? Já mas só para os outros. Aqui é cada um por si até à morte. São patrões à moda do minho, não são epresários.

O que poderia ajudar a mudar este paradigma?
A "melhor academia do país" onde os estudantes não vão ao centro da cidade e a sua Faculdade de Economia e Gestão, aqui para armar ao pingarelho chamada de Escola embora não tenha tido tempo em 25 anos de criar uma verdadeira Escola de Negócios.
Região pobre e falhada, universidade que não entranha na sociedade, patrões sem visão, trabalhadores sem futuro. Viva a emigração a verdadeira vocação do Minho com ou sem universidade.
Siga a rusga!
Quanto ao país o gajo mais rico diz que não deve contribuir para a crise porque é um trabalhador enquanto na terra do imperialismo os empresários já estão neste patamar:
http://economico.sapo.pt/noticias/bill- ... 36779.html
Siga a rusga!
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor Brc20 » sexta fev 24, 2012 4:15 pm

Como acho que esta notícia não foi colocada no fórum deixo-a aqui:


Mais de 60 mil sem trabalho
BRAGA
2012-02-19
autor-Marlene Cerqueira




Foi ultrapassada mais uma ‘barreira psicológica’ nos números dramáticos do desemprego. O primeiro mês de 2012 terminou com um número recorde de pessoas inscritas nos centros de emprego do distrito de Braga: 60.621 desempregados.
Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o distrito de Braga contabiliza mais 7310 desempregados.

Relativamente a Dezembro de 2011, o distrito contou mais 2363 a perder o posto de trabalho.
O drama alastra-se a todos os concelhos do distrito, uma vez que todos registaram aumento no número de desempregados.



Concelho de Braga ultrapassou barreira dos 13 mil

Guimarães mantém como o concelho com maior número de desempregados. São 13.847, mais 311 do que no final de 2012.
No entanto, o destaque vai para o concelho de Braga, não só por ser aquele que mais desempregados ganhou durante Janeiro (mais 813 em comparação com o mês anterior), mas também porque foi ultrapassada a barreira psicológica dos 13 mil. No final de Janeiro, na sede de distrito havia 13.149 pessoas sem trabalho.

Em terceiro lugar surge Vila Nova de Famalicão, que vê no desemprego 9930 habitantes, mais 261 do que em Dezembro último.
Significativo foi também o aumento do número de novos desempregados nos concelhos de Barcelos e de Vila Verde.
Barcelos terminou o mês de Janeiro com mais 259 desempregados do que no mês anterior perfazendo um total de 6605 pessoas sem trabalho.
Já Vila Verde contabilizava no fim do mês 2669 desempregados, mais 175 do que no mês anterior.




Escalada em todos os concelhos

No que diz respeito aos outros concelhos, no final de Janeiro, o IEFP registou as seguintes estatísticas:
Amares tinha 1331 desempregados, mais 86 do que em Dezembro
Cabeceiras de Basto tinha 1363, mais 27
Celorico de Basto contabilizava 1486, mais 88
Esposende tinha 1763 pessoas sem trabalho, mais 83
Fafe contou mais 140 desempregados, para um total de 3916
Póvoa de Lanhoso tinha um total de 1179, mais 36
Terras de Bouro contava 536 pessoas sem trabalho, mais 20 do que em Dezembro
Vieira do Minho ganhou 27 desempregados, contabilizando 901
Vizela foram 37 a perder o emprego, havendo agora 1946 pessoas sem trabalho neste concelho.



Correio do Minho


60 000!! Provavelmente durante este ano Braga ultrapassará Guimarães como o concelho com mais desempregados no distrito.
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor El Salvador » sexta fev 24, 2012 4:46 pm

Este ano?
Lá para Julho o mais tardar já será o Concelho com mais desempregados.
E nunca mais abandona o pódio.
Braga sofre de duas crises: a do país e duma economia demasiado focada na construção.
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor pnfernandes » sexta fev 24, 2012 5:06 pm

E isso só admira a quem andou muito distraído ou a enganar-se a si próprio... há que tempos que era nítido que esta espécie de mono-indústria bracarense, ia dar maus resultados.
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor jpafp » sábado fev 25, 2012 3:27 pm

O amigo Mesquita parece continuar a preferir o apoio a empresas no sector da construção, o homem parece não querer desistir! :lol:

Como é possível bater tantas vezes com a cabeça, será que não entende que não dá mais? Chega de tanta construção! Se olhasse para o centro e permitisse o aumento de trabalho com a melhoria das fachadas do centro de Braga.
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor El Salvador » sábado fev 25, 2012 4:44 pm

O parque do picoto é uma obra e não é betão!
A hora de diversificar actividades não é agora. Agora é tempo de acudir ao que temos porque é daí que vem o pão. Se o Mesquita se portou mal foi antes e vocês não o castigaram. Agora estou completamente de acordo com ele, por muito menos houve o plano de emergência da Península de Setubal, com apoio da Igreja e pago por todos. Mas para aí não vai haver, eles são mais portugueses que nós. Braga já tem betão que chegue...eu pensava era que Braga tinha verdura de menos agora betão a mais até parece que é uma metrópole e peras. Madrid com 5 milhões de habitantes apresentou novamente candidatura aos jogos olímpicos para fazer mais obras e conseguir ultrapassar Braga. Coitada de Braga que abafa com tanto betão.
Mas se fores ao blog do farricoco o espírito é o mesmo. É malhar nos empreiteiros até acabarem todos.

Então que acabem. Lá para o verão a cidade come ***** e respira ar puro.
Depois sim, depois de muitos anos de emigração, virá uma geração mais inteligente que esta que vai aprender a escolher um presidente de câmara só para dois mandatos e a diversificar o tecido empresarial.

Boa Sorte!
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor Mr Strangelet » sábado fev 25, 2012 7:51 pm

Exactamente. O sector mais importante para a cidade encontra-se em dificuldades. Não acudir neste momento seria uma atitude absolutamente irresponsável e incompreensível e apenas levaria a um aumento ainda mais rápido da tensão social que se manifesta cada vez mais.
Desta crise devem-se tomar as devidas lições, e no futuro não repetir os mesmos erros. Neste momento não estamos em altura de bater em ninguém. Para se bater é preciso bater-se com critério, e não bater constantemente independentemente do contexto, porque sim.
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor pnfernandes » segunda fev 27, 2012 5:17 pm

Não sei se terá directamente a ver com a crise: a loja C&A da Avenida da Liberdade prepara-se para fechar, já no fim deste mês.
Mais uma área comercial, de enorme área, a ficar desocupada. Esperemos que por pouco tempo.
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor apocalypto » segunda fev 27, 2012 9:34 pm

E admira-me que não tenham fechado muitas mais. Não basta querer remodelar certas ruas (zonas pedonais), não basta querer recuperar casas, tudo isso é necessário, mas é preciso que o centro seja dinâmico, tenha algo que leve as pessoas lá. Edifícios como o Savoy, o do antigo hospital, a casa das convertidas, etc, terão que acolher projectos interessantes, que gerem empregos e sejam atractivos para os bracarenses e também para os turistas.

É preciso ter alguém na câmara que pense no bem estar dos cidadãos e com amor pela cidade, algo que não existe. Braga tem um potencial enorme, precisa é de alguém que pense na cidade e a faça evoluir no que realmente interessa (emprego, cultura, lazer, ao invés da política do betão que serve para encher os bolsos a quem lá está e aos amigos).
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Re: A crise começa a "apertar"

Mensagempor Brc20 » quarta fev 29, 2012 6:51 pm

A Casais parece estar para aguentar a tormenta:


Número de trabalhadores portugueses afetos a projetos internacionais é já de 521 pessoas


Casais: "Não precisaremos de recorrer ao estatuto de empresa em reestruturação"


27/02/2012 | 17:24 | Dinheiro Vivo



A Casais Engenharia e Construção não pretende recorrer ao estatuto especial de empresa em reestruturação, o que permite ultrapassar o número legal de rescisões amigáveis com direito a subsídio de desemprego. "Não creio que tenhamos necessidade desse estatuto. Temos vindo, desde 2009, a ajustar a dimensão da nossa estrutura à realidade do mercado nacional, mas, sobretudo, recorrendo à mobilização de trabalhadores para os mercados externos", afirma o CEO do grupo, António Carlos Rodrigues.

Com as obras da Parque Escolar em fase terminal - "já só temos um processo a decorrer e que termina em Abril e a terceira fase da escola vai ser suspensa e adiada para 2013" - a Casais admite que, em Portugal, "há pouco trabalho". A solução tem sido a de "ajustar a estrutura" a essa realidade, mas "mobilizando os que podemos e que a isso estão dispostos" sobretudo para os mercados europeus.

Um dos lados positivos do aumento da atividade internacional da Casais. "Em 2011 foram mobilizados cerca de 21 pessoas e este ano aponta-se para mais 30", adianta António Carlos Rodrigues. O número total de portugueses afetos a projetos internacionais do grupo é de 521 pessoas. Em Portugal, estão 300 afetas à casa-mãe e mais 180 às restantes empresas mais especializadas do grupo. "Muitos dos serviços de suporte aos mercados internacionais, designadamente ao nível da contabilidade, etc, são assegurados pelos recursos de 'back office' em Portugal", explica o CEO.

O que não significa que a empresa não tenha dispensado trabalhadores, até porque "nem todos estão disponíveis" para serem mobilizados para mercados externos. O ano passado foram 27, diz António Carlos Rodrigues, as suspensões de contratos. Este ano, o grupo vai esperar até meio do ano para reavaliar o evolução do mercado. "Vamos avaliar os primeiros seis meses e ver quais são as perspetivas de evolução, se teremos de reduzir, manter ou aumentar", diz, reconhecendo, no entanto que "aumentar é um cenário muito pouco provável".

A estratégia para 2012 visa o reforço nos mercados internacionais onde o grupo já atua há mais tempo, sejam mercados maduros como na Alemanha, Bélgica, Holanda e Gibraltar, sejam os que estão, ainda, em desenvolvimento e crescimento como o Brasil, Angola, Marrocos, Moçambique e Cabo Verde.

"Continuaremos a apostar na especialização para marcarmos presença em áreas onde é exigida mais competência, como a indústria (Oil&Gas), as infraestruturas, as obras especiais e as empreitadas relacionadas com o ambiente. Esperamos em 2012 ter já trabalhos concretos no Qatar e em Omã", refere a Casais.

As previsões apontam, ainda, para que Angola seja o mercado com maior crescimento, atingindo um volume de cerca de 75 milhões de euros. "Mobilizámos cerca de dez colaboradores para a Casais Angola e pretendemos mobilizar mais dez para esta e outras empresas do grupo a operar no mercado angolano, nomeadamente a EIA, HidroAngola e Probetão", refere António Carlos Rodrigues, acrescentando: "Estamos a trabalhar para alargar a nossa atividade na Europa com a entrada em França e na Suíça, de a expandir a presença com todas as empresas do grupo".




Grupo de Braga vai este ano faturar 300 milhões de euros, dos quais 70% no exterior. Em 2011, os mercados não chegaram a 50% das vendas




Por Ilídia Pinto
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