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Orçamento participativo  

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Orçamento participativo

Mensagempor victordomingos » segunda set 07, 2015 11:32 pm

Mr Strangelet Escreveu:Como é que é suposto ultrapassar um ciclista que circula no centro duma rua de sentido unico com uma distancia de segurança de 1,5 m?


Simples, se não há condições para ultrapassar em segurança, não se ultrapassa. Abrandamos, damos alguma distância de segurança à nossa frente e esperamos uns metros até surgir uma oportunidade. Em Espanha, creio que a lei permite nesses casos pisar o traço contínuo, o que pode ajudar, mas também coloca ainda mais responsabilidade nas mãos do motorista.



Tudo isto piora principalmente em vias não urbanas. Circular no centro da via já é arriscado, mas circular lado a lado não é mais do que um comodismo que só aumenta os riscos. Em estradas nacionais como temos imensas no Minho, cujo limite são 90 km/h e cheias de curvas sem visibilidade, circular lado a lado é no mínimo suicida.


Circular lado a lado aumenta a visibilidade e desencoraja ultrapassagens mal feitas. Ao mesmo tempo, se os ciclistas forem em grupo, o que é frequente, o veículo que os ultrapassa consegue realizar a manobra muito mais rapidamente, com recurso a uma distância de ultrapassagem menor, reduzindo assim a probabilidade de um acidente.

O limite de 90km/h (ou qualquer outro limite de velocidade) não se sobrepõe à outra regra do código da estrada que diz que todos os condutores são obrigados a manter sempre uma velocidade que lhes permita imobilizar o veículo em segurança no caso de surgir um obstáculo. Essa regra raramente é cumprida, e o problema é sobretudo esse. Grande parte dos acidentes, mesmo os que não vitimam ciclistas, poderiam ser evitados se os condutores cumprissem este preceito.



Eu, gosto de andar de bicicleta de vez em quando e não me sinto seguro com essas novas regras.


Não somos obrigados a circular a par. Somos autorizados. Ou seja, podemos a cada momento escolher se consideramos ou não adequado fazê-lo. Quanto à distância lateral de segurança de 150cm (e ocupação da outra faixa de rodagem), eu sinto-me muito mais seguro quando essa regra é cumprida. Uma das coisas que mais me assustam são os condutores que fazem ultrapassagens a alta velocidade e sem deixarem uma distância de segurança adequada. A mudança no Código da Estrada foi muito positiva, é preciso é que os condutores cumpram as regras de segurança. As novas e as que já existiam antes.
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Re: Orçamento participativo

Mensagempor Mr Strangelet » terça set 08, 2015 9:34 am

A única coisa com a qual concordo é a regra dos 1,5 m, porque é a unica que assegura maior segurança ao ciclista.
Todas as outras, como já referi, não concordo com elas. Em teoria as coisas parecem bonitas, mas há que não esquecer que um automóvel é um veículo motorizado e uma bicicleta é um veículo pouco visível de tracção humana, daí todas as suas limitações. Não podemos portanto assumir que são a mesma coisa porque não são.
Do ponto de vista dos tempos de travagem, uma bicicleta é para um automóvel algo muito próximo de um objecto imóvel, pelo que mesmo circulando a uma velocidade aceitável de 60 km/h, se nos aparece à frente um obstáculo a circular a 15 km/h o tempo de reacção é minusculo. Para segurança dos ciclistas oponho-me totalmente à circulação no centro da via e lado a lado. Não me sinto confortável como conductor nem como ciclista.
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Re: Orçamento participativo

Mensagempor victordomingos » terça set 08, 2015 11:49 am

Mr Strangelet Escreveu:A única coisa com a qual concordo é a regra dos 1,5 m, porque é a unica que assegura maior segurança ao ciclista.
Todas as outras, como já referi, não concordo com elas. Em teoria as coisas parecem bonitas, mas há que não esquecer que um automóvel é um veículo motorizado e uma bicicleta é um veículo pouco visível de tracção humana, daí todas as suas limitações. Não podemos portanto assumir que são a mesma coisa porque não são.
Do ponto de vista dos tempos de travagem, uma bicicleta é para um automóvel algo muito próximo de um objecto imóvel, pelo que mesmo circulando a uma velocidade aceitável de 60 km/h, se nos aparece à frente um obstáculo a circular a 15 km/h o tempo de reacção é minusculo. Para segurança dos ciclistas oponho-me totalmente à circulação no centro da via e lado a lado. Não me sinto confortável como conductor nem como ciclista.


Nesse contexto, e à luz do Código da Estrada, a velocidade de 60Km/h é considerada velocidade excessiva, por não permitir ao automobilista abrandar o suficiente ou mesmo parar a tempo, caso surja um obstáculo (mesmo que o obstáculo esteja imóvel). É um dos conceitos do Código da Estrada que mais condutores ignoram e cujo cumprimento descuram.

Quanto à circulação de ciclistas a par e no centro da via, muitas vezes é mesmo o mais seguro. Os restantes condutores têm de zelar pelos danos que os seus veículos podem causar e, como em qualquer outro caso, devem tomar as medidas necessárias para evitar colidir com os veículos que se apresentem à sua frente, quer estes estejam em andamento, ou em marcha lenta, ou parados.

Vale a pena, a este propósito, ver este vídeo, em que um instrutor de condução inglês explica algo que poderia decalcar-se quase diretamente para o caso português (invertendo os sentidos de circulação, claro):

http://www.cyclingweekly.co.uk/news/latest-news/chris-boardman-explains-why-cyclists-ride-two-abreast-in-new-safety-video-187215
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Re: Orçamento participativo

Mensagempor Mr Strangelet » sexta set 11, 2015 4:00 pm

O meu problema com essas regras reside precisamente em todas as suposições relativas ao bom juizo e discernimento de condutores e ciclistas, descurando o tão frequente erro humano.

Quanto ao video é bastante elucidativo se não tivermos em conta que as estradas nem sempre têm tão boa visibilidade. Logo, o condutor tem que reduzir a velocidade para acompanhar o grupo de ciclistas até considerar seguro ultrapassar o que torna, portanto, a ultrapassagem mais lenta. Por outro lado nunca vi ciclistas circular em grupo de forma tão ordenada. Geralmente é dificil prever quem é que se vai atirar para o centro o eixo viário durante a ultrapassagem.
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Re: Orçamento participativo

Mensagempor karlussantus » sexta set 18, 2015 4:51 pm

Quando tiver tempo coloco os exemplos de Antuérpia, Breda e Munique a que me referi. Mas basicamente não podem ser ciclistas versus automobilistas com roubar espaço duns para dar aos outros. Primeiro de tudo tem que existir civismo e respeito, os ciclistas têm que ser vistos como uma dádiva para todos nós. Andar a propor reduzir uma das principais avenidas para apenas uma faixa de rodagem automóvel, não é a melhor forma de incutir isso. Quantos mais ciclistas tivermos melhor. Tendo bons passeios ou zona pedonal nem é preciso andar a inventar, circulam lá e está feita a ciclovia.

Em relação ao orçamento participativo estranho que tenham fechado as inscrições no último dia, e mais estranho ainda que o número de inscritos continue a aumentar e o número de votos também aumente ainda mais...
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Re: Orçamento participativo

Mensagempor karlussantus » quinta Oct 08, 2015 10:37 pm

Aqui ficam os oito (seis mais dois) projetos mais votados.

1º Lugar - 1354 votos - Parque desportivo de Guisande. Ampliação e remodelação dos vestiários-balneários (Guisande e Oliveira (São Pedro))
2º Lugar - 1197 votos - Requalificação do parque de merendas de Vilaça (Vilaça e Fradelos)
3º Lugar - 1095 votos - Requalificação e recuperação dos balneários e edifício de apoio ao parque desportivo de Tebosa (Tebosa)
4º Lugar - 1019 votos - Apoio Domiciliário – Ajuda Feliz (Lomar e Arcos)
5º Lugar - 812 votos - + teatro (Arentim e Cunha)
6º Lugar - 764 votos - Obras de conservação e beneficiação do edifício do Centro Paroquial de Aveleda (Celeirós, Aveleda e Vimieiro)
7º Lugar - 706 votos - Planetário – Casa da Ciência de Braga (Gualtar)
8º Lugar - 665 votos - Mais Natal Priscos (Priscos)
Resultados da 2ª Fase

Notícia no Correio do Minho.

Resultados da 1ª Fase.

Mais do mesmo, falta de mobilização dos desinteressados e mobilização dos profissionais das juntas e paroquias...
O espaço publico da cidade, o motor do município recebe zero, e vai quase tudo parar a locais que a maioria nem sabe onde ficam.
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Re: Orçamento participativo

Mensagempor AntonioPinto » quinta mar 10, 2016 11:48 am

O motor do Municipio recebe 0???
Braga é só centro?
Falo do que conheço e acho que Priscos pelo Natal trás uma porrada de gente a gastar dinheiro em Braga.
Foram imensas as excursões que me contactaram e o percurso deles era estar em Sameiro Bom Jesus e Braga de manha e de tarde visitar Priscos. Não só as tugas mas também as espanholas!
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Re: Orçamento participativo

Mensagempor karlussantus » sexta mar 11, 2016 2:05 pm

Então qual é o 'motor' do município!? :conf:

Priscos foi repescado, inicialmente não seria contemplado mas como os contemplados não atingiam o valor do orçamento participativo houve lugar a mais projetos contemplados. Mas a questão principal que apontei mantém-se, nao me revejo minimamente na maioria dos projetos contemplados quer no do ano passado quer no deste ano.
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Re: Orçamento participativo

Mensagempor Duarte » terça mar 22, 2016 3:00 pm

Pela experiência que vi destes 2 anos eu sou contra o OP. Não ganham os melhores projectos nem os mais essenciais para a maioria da população mas quem consegue mais votos.

Eu defendo que o dinheiro deve ser gasto com critério por quem elegemos. Hoje vê-se por todo o concelho sinalização para a EB 2/3 do Cávado só porque esse projecto ganhou o OP enquanto há sinalização mais importante para colocar/melhorar. Este é só um exemplo.
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