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Palácio Dona Chica  

Espaços urbanos, ruas, praças, jardins, parques, igrejas, monumentos, museus...

Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor DoctorDre » quarta Oct 27, 2010 7:54 pm

Podia muito bem dar uma pousada de luxo!




:roll: Lá mm ao lado há outra pousada de lux... uria... :roll:
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor jonhdoe » domingo nov 07, 2010 1:57 pm

As coisas que tu sabes :ROFL:

Sim antes de fechar era discoteca, e enchia mas a ganância de uns foi a ruina do palácio, posteriormente abriu como bar, era explorado pela junta de palmeira creio, mas fechou pouco depois e agora está como se sabe...
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor DoctorDre » segunda nov 08, 2010 5:59 pm

:roll: Contaram-me :)
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor karlussantus » quinta jun 30, 2011 2:35 am

A Associação Os Amigos do Palácio D. Chica, constituída em Outubro de 1997, foi reactivada, tendo a tomada de posse dos novos órgãos ocorrido no passado dia 23. A instituição, presidida por Manuel Duarte Silva, propõe-se de imediato e a breve prazo a realizar uma série de iniciativas “em nome da defesa dos diferentes aspectos do ambiente, do património arquitetónico e paisagístico, da história local, da promoção da cultura e lazer”.

“Vamos continuar a insistir no processo de classificação do Palácio de D. Chica, em curso no IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), incompreensivelmente obstaculizado pelas Junta de Freguesia de Palmeira e pela Câmara Municipal de Braga; e na necessidade do reflorestamento da sua mata”, justificou o presidente da associação.

O palácio trata-se de um edifício apalaçado, de características ecléticas sobre um estilo romântico, projectado pelo arquitecto suíço Ernesto Korrodi. A sua construção iniciou-se em 1915, por iniciativa de Francisca Peixoto de Sousa, nascida no Brasil, que mandou vir do seu país muitas das espécies arbóreas actualmente existentes na mata envolvente. Ao longo de sua história mudou várias vezes de proprietário, arrastando-se as obras por décadas, só sendo concluídas em 1991.

Foi homologado como Imóvel de Interesse Público por Despacho de 20 de Fevereiro de 1985.
Actualmente o imóvel encontra-se num estado de abandono e degradação, no centro de uma disputa judicial quanto à sua posse, envolvendo várias entidades.

Para os primeiros meses de 2012, a associação pretende, ainda, promover umas jornadas comemorativas do centenário da ‘Monographia da Freguezia Rural de Palme ira’ (1912), do agrónomo Agostinho Correia Pereira, com comunicações públicas de convidados académicos que abordarão diferentes temáticas locais aí retratadas nos primórdios da I República, com sessões de teatro e música, e com uma publicação dos textos das comunicações e de assuntos actuais.

Associação reclama reabilitações e zonas de espaços verdes

Manuel Duarte Silva, garante ainda no comunicado enviado à comunicação social, que a associação “vai questionar o Ministério da Agricultura, Ambiente, Mar e Ordenamento do Território sobre a tentativa de privatização da antiga via pública Rua dos Moleiros (medieval pelo menos, indiciariamente romana), no lugar do Ribeiro, pelo novo proprietário de terrenos contíguos.

O trabalho desta associação, agora reactivada, vai passar, ainda, por “pressionar a autarquia para a necessidade da reabilitação do Chafariz da Ponte do Bico (dos finais do séc. XIX), delimitando a zona e enquadrando o monumento com um arranjo urbanístico, contrariando situações permanentes de aparcamento automóvel, lixeira e estaleiro”.

Questionar a IGAL (Inspecção-Geral da Administração Local) sobre “a falta de espaços verdes nas novas urbanizações” e “dar voz aos moradores que se queixam de cheiros nauseabundos provenientes de descargas de vacarias sobre o Ribeiro; promovendo e reclamando a contínua limpeza deste curso de água do lado de Palmeira” são outras das ‘promessas’ daquela associação.
A margem do rio Cávado do lado da freguesia e a respectiva praia fluvial, bem como as azenhas ali existentes e a ciclovia, recentemente criada, são outros dos temas que não serão esquecidos por esta associação de Palmeira.

http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=49976
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor karlussantus » quinta jun 30, 2011 2:43 am

karlussantus Escreveu:
A Associação Os Amigos do Palácio D. Chica, constituída em Outubro de 1997, foi reactivada, tendo a tomada de posse dos novos órgãos ocorrido no passado dia 23. A instituição, presidida por Manuel Duarte Silva, propõe-se de imediato e a breve prazo a realizar uma série de iniciativas “em nome da defesa dos diferentes aspectos do ambiente, do património arquitetónico e paisagístico, da história local, da promoção da cultura e lazer”.

“Vamos continuar a insistir no processo de classificação do Palácio de D. Chica, em curso no IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), incompreensivelmente obstaculizado pelas Junta de Freguesia de Palmeira e pela Câmara Municipal de Braga; e na necessidade do reflorestamento da sua mata”, justificou o presidente da associação.

O palácio trata-se de um edifício apalaçado, de características ecléticas sobre um estilo romântico, projectado pelo arquitecto suíço Ernesto Korrodi. A sua construção iniciou-se em 1915, por iniciativa de Francisca Peixoto de Sousa, nascida no Brasil, que mandou vir do seu país muitas das espécies arbóreas actualmente existentes na mata envolvente. Ao longo de sua história mudou várias vezes de proprietário, arrastando-se as obras por décadas, só sendo concluídas em 1991.

Foi homologado como Imóvel de Interesse Público por Despacho de 20 de Fevereiro de 1985.
Actualmente o imóvel encontra-se num estado de abandono e degradação, no centro de uma disputa judicial quanto à sua posse, envolvendo várias entidades.

Para os primeiros meses de 2012, a associação pretende, ainda, promover umas jornadas comemorativas do centenário da ‘Monographia da Freguezia Rural de Palme ira’ (1912), do agrónomo Agostinho Correia Pereira, com comunicações públicas de convidados académicos que abordarão diferentes temáticas locais aí retratadas nos primórdios da I República, com sessões de teatro e música, e com uma publicação dos textos das comunicações e de assuntos actuais.

Associação reclama reabilitações e zonas de espaços verdes

Manuel Duarte Silva, garante ainda no comunicado enviado à comunicação social, que a associação “vai questionar o Ministério da Agricultura, Ambiente, Mar e Ordenamento do Território sobre a tentativa de privatização da antiga via pública Rua dos Moleiros (medieval pelo menos, indiciariamente romana), no lugar do Ribeiro, pelo novo proprietário de terrenos contíguos.

O trabalho desta associação, agora reactivada, vai passar, ainda, por “pressionar a autarquia para a necessidade da reabilitação do Chafariz da Ponte do Bico (dos finais do séc. XIX), delimitando a zona e enquadrando o monumento com um arranjo urbanístico, contrariando situações permanentes de aparcamento automóvel, lixeira e estaleiro”.

Questionar a IGAL (Inspecção-Geral da Administração Local) sobre “a falta de espaços verdes nas novas urbanizações” e “dar voz aos moradores que se queixam de cheiros nauseabundos provenientes de descargas de vacarias sobre o Ribeiro; promovendo e reclamando a contínua limpeza deste curso de água do lado de Palmeira” são outras das ‘promessas’ daquela associação.
A margem do rio Cávado do lado da freguesia e a respectiva praia fluvial, bem como as azenhas ali existentes e a ciclovia, recentemente criada, são outros dos temas que não serão esquecidos por esta associação de Palmeira.

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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor meco » segunda set 05, 2011 1:55 pm

Sim era! Só de pensar... -.-'

Já agora, alguem sabe alguma forma de aceder ao interior do palácio?! (Avançar muros e vedações conta!)
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor Meireles88 » segunda set 05, 2011 2:06 pm

Já estive lá dentro duas vezes. Da 2ª não correu muito bem, pk viram-me a entrar, mas lá se deu a volta a velhinha que toma conta daquilo. O melhor é ir a junta e eles indicam a senhora que tem a chave daquilo.
http://www.mariomeireles.net

www.aasdsv.com -> Associação dos Amigos de São Domingos/São Vítor
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor meco » segunda set 05, 2011 11:53 pm

Obrigado! Gostava bastante de ver aquilo por dentro. :)
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor karlussantus » quinta dez 08, 2011 2:51 am

Partilhado no Facebook.
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor El Salvador » quinta dez 08, 2011 3:37 pm

Portantes, os maiores obstáculos vêm da junta e da câmara?
Já alguém dizia que cada terra é o que quer ser. Portantes!
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor karlussantus » quinta dez 08, 2011 5:08 pm

El Salvador Escreveu:Portantes, os maiores obstáculos vêm da junta e da câmara?
Já alguém dizia que cada terra é o que quer ser. Portantes!


Portantes, temos que ser todos mais activos pelo menos a denunciar a situação...
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor El Salvador » quinta dez 08, 2011 5:58 pm

Concordo e é para continuar. Sempre tive a noção que somo mais lidos do que parecia. Temos que ser é mais acertivos e acutilantes. Gastar menos tempo com o Dolce Vita ou o facto das sete maravilhas não serem oito ou dez e voltar à carga logo que a ARS entregue o S. Marcos à misericórdia.
No tópico da Casa das Convertidas colocar lá a "promessa da Câmara" para mais tarde voltar à carga.
Não perder muito tempo a discutir se a Confiança foi cara ou barata. Safou-se e é o que interessa. Nem questionar a idoneidade de quem negociou em nome do interesse público. Colaborar com o apelo do Dr. Ricardo Rio para sugestões a ter em conta no concurso de ideias para a sua reabilitação.
Lembrar à CMB que regenerar largos e ruas do centro não desencadeia por si a recuperação de edifícios. Há problemas de fiscalidade a ter em conta, "entraves" arqueológicos e arquitectónicos (elevadores p. exemplo) que seriam facilitados agrupando mais que um edifício por empreitada. Vai sair legislação sobre isto, estar atento para o lembrar à CM.
Criar o tópico Plano Estratégico da Zona Norte para periodicamente lembrar ao conimbricense do urbanismo que o assunto não foi esquecido.

Em termos de urbanismo temos que deixar claro aos mandantes que já estamos no pós mesquitismo.
El Salvador
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor karlussantus » quinta dez 08, 2011 7:17 pm

El Salvador Escreveu:Concordo e é para continuar. Sempre tive a noção que somo mais lidos do que parecia. Temos que ser é mais acertivos e acutilantes. Gastar menos tempo com o Dolce Vita ou o facto das sete maravilhas não serem oito ou dez e voltar à carga logo que a ARS entregue o S. Marcos à misericórdia.
No tópico da Casa das Convertidas colocar lá a "promessa da Câmara" para mais tarde voltar à carga.
Não perder muito tempo a discutir se a Confiança foi cara ou barata. Safou-se e é o que interessa. Nem questionar a idoneidade de quem negociou em nome do interesse público. Colaborar com o apelo do Dr. Ricardo Rio para sugestões a ter em conta no concurso de ideias para a sua reabilitação.
Lembrar à CMB que regenerar largos e ruas do centro não desencadeia por si a recuperação de edifícios. Há problemas de fiscalidade a ter em conta, "entraves" arqueológicos e arquitectónicos (elevadores p. exemplo) que seriam facilitados agrupando mais que um edifício por empreitada. Vai sair legislação sobre isto, estar atento para o lembrar à CM.
Criar o tópico Plano Estratégico da Zona Norte para periodicamente lembrar ao conimbricense do urbanismo que o assunto não foi esquecido.

Em termos de urbanismo temos que deixar claro aos mandantes que já estamos no pós mesquitismo.


Concordo quase na integra, mas também temos que colocar "assuntos mais superficiais", para chegarmos a mais pessoas, porque se só falarmos de assuntos "muito pesados" acabamos por ficar muito confinados. Por isso ir aparecendo com assuntos do dia a dia e assuntos "virais" não me parece mal, não podemos é descurar na defesa do património, e dos interesses de todos nos, para que a cidade evolua de outra forma e preservando também a sua memória.
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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor Brc20 » domingo jul 15, 2012 9:54 pm

Igespar vai classificar palácio de Braga que a princesa Diana, afinal, nunca comprou



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António Sérgio Rosa de Carvalho.
Património
Igespar vai classificar palácio de Braga que a princesa Diana, afinal, nunca comprou
Dona do palácio, D. Chica chocava por "andar com o corpo à mostra"
Por Samuel Silva in Público.


O "Palácio D. Chica", uma obra revivalista do início do século XX, ficou há muito devoluto. Só está cheio de mitos e lendas
O divórcio entre os príncipes de Gales andava nas bocas do mundo e Braga também tinha um capítulo para acrescentar à história. Dizia-se que Diana queria comprar um palácio às portas da cidade, na freguesia de Palmeira. Corria o rumor de que Lady Di se tinha encantado por esta propriedade do início do século XX, o "Castelo" ou "Palácio D. Chica". Nunca ninguém confirmou esta história, que é ilustrativa da relação da população com a propriedade: A falta de informação sobre o local alimenta os mitos e lendas que proliferam sobre o imóvel, cuja classificação acaba de ser proposta pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar).
A tal história que tem Diana por protagonista conta que a princesa de Gales terá visitado incógnita o Norte de Portugal em meados dos anos 1990. Depois de uma viagem à Peneda-Gerês, e no regresso ao litoral, a princesa teria decidido que queria viver em Portugal, algures entre a montanha e o mar. Pedira sugestões e alguém lhe mostrara fotografias do Palácio D. Chica, a cinco quilómetros de Braga. Diana terá ficado fascinada. E o negócio estava pronto a concretizar-se, dizia-se por ali, por um valor bem redondo: um milhão de contos (cinco milhões de euros).
Este é um mito que nunca foi confirmado, e é mesmo pouco provável que tenha algum fundo de verdade. Porém, em Braga, ainda se sorri quando o assunto é a compra do palácio "pelos ingleses". "Dizia-se que vinha para aí a princesa", afirma, Joaquim Pereira, que trabalha junto ao palácio.
A morte de Diana, em 1997, não acabou com os mitos em torno do Palácio D. Chica. O "milhão de contos" sofreu uma acentuada erosão cambial nas conversas populares e hoje passou a apenas a "um milhão de euros". É esse o preço que, dizem no café mais próximo, a Caixa Geral de Depósitos pede pelo imóvel. Só que o banco público já não é, há vários anos, proprietário do palácio. Nada que impeça a informação de continuar a circular. O imóvel foi comprado há cerca de dois anos por um empresário do ramo do imobiliário, que quer recuperá-lo para acolher ali casamentos, festas e jantares.
O nome oficial da propriedade é Villa Rego, mas popularmente todos a conhecem como "Castelo" ou "Palácio D. Chica", sendo também referido, por vezes, como "Castelo de Palmeira". O edifício começou a ser construído em 1915, segundo projecto de Ernesto Korrodi, arquitecto de origem suíça que, nos finais do século XIX, veio viver para Portugal. Braga foi a primeira cidade onde deu aulas de desenho, assinando na mesma altura a casa do Castelo, no Bom Jesus, e o palacete de Domingos Afonso, no centro da cidade.

Novo-riquismo
O Castelo D. Chica tem quatro pisos e uma diversidade de estilos. Nos traços de neogótico, neoárabe e "rústico", Korradi misturou materiais nobres e outros mais populares, num exercício revivalista do romantismo, à medida do novo-riquismo dos proprietários. A torre e o telhado verde, ao jeito da art nouveau, tornam-no ainda mais marcante. Além do edifício, a propriedade tem um extenso jardim, com plantas de várias proveniências, bem como um conjunto composto por um lago e uma gruta com estalactites artificiais.
Este mês, o Igespar concluiu o processo de classificação iniciado em 1983 - e que esteve praticamente parado até 2009 -, para que a propriedade seja considera Imóvel de Interesse Público.
Este palácio deve o seu nome popular a Francisca Peixoto Rego, filha de um bracarense emigrado no Brasil, de quem herdou grande fortuna. Voltou a Portugal em 1913 e o seu estilo de vida chocou a então pacata povoação. "Ela teve muitos problemas com o padre velho", conta José Costa, 84 anos. O pároco José Vieira da Costa, que ironicamente dá hoje nome a uma das ruas que circunda a propriedade, não gostaria das festas que ali se realizavam. D. Chica andava "com o corpo à mostra" e naquele tempo as mulheres queriam-se "tapadas até cima", lembra este habitante de Palmeira. José Costa nunca entrou no palácio, mas conta que tem 365 janelas "para a senhora poder olhar por uma diferente em cada dia do ano". Outro mito.
José Costa conhece de cor outras histórias que se contam sobre o palácio e D. Chica. Como a do regresso desta mulher ao Brasil, supostamente ditado pelos conflitos constantes com o padre de Palmeira, já nos anos 30. A história mais sustentada refere que Francisca deixou Braga depois de dois divórcios. E eis outra lenda já a assomar. Nessa altura, terá lançado uma maldição: "Anda castelo que nunca vais ser acabado ou habitado". Esta maldição, de tão repetida, levou alguns a acreditar na existência de assombrações na propriedade.
José Costa ajeita o boné de xadrez amarelo, antes de sentenciar. "As pessoas falam sempre, mas isso não é verdade". Mas não resiste a contar a sua própria história de terror. Tinha 20 e poucos anos, voltava a casa de madrugada depois de visitar um primo doente. E viu sair do palácio um "cão que parecia um touro". Era um demónio, garante. E vinha directo a si. Sentiu a vida ameaçada. Os olhos azuis crescem enquanto descreve como se atirou ao pescoço da besta e a deixou imóvel, apenas com a força das suas mãos. Desde então, evitou o Palácio D. Chica.




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Re: Palácio Dona Chica

Mensagempor Duarte » domingo jul 15, 2012 11:10 pm

ADORO a história e os mitos.
DETESTO o facto de não existir recuperação e projecto à vista.
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