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Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francisco  

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Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francisco

Mensagempor karlussantus » quarta jan 26, 2011 3:17 pm

Capela de São Frutuoso (VII), Igreja de S.Jerónimo de Real (XVIII) e Convento de São Francisco (XVI/XVIII)


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Cronologia:

560: Segundo a tradição, existia naquele local uma villa romana e provavelmente um templo dedicado ao Deus Esculápio;
656: São Frutuoso, Bispo de Bracara, funda naquele local o Mosteiro de São Salvador, mandando construir a capela, para seu túmulo; na descrição da vida de São Frutuoso, São Valerius menciona que o santo havia fundado um convento "ubi sanctum suum humatum est corpus";
665 / 666 - morre São Frutuoso;
séc. IX / X - reconstrução e redecoração da capela;
883 - segundo documento datado deste ano, a igreja seria consagrada a São Salvador e teria sido construída entre os anos de 656 e 665;
séc. XII - após a Reconquista, com o renascer do ideal neogodo, começa o culto a São Frutuoso;
1102 - o Arcebispo de Santiago de Compostela, D. Diogo Gelmires, leva os restos mortais de São Frutuoso para Compostela;
1523 - o Arcebispo D. Diogo de Sousa funda um convento franciscano da Ordem dos Capuchos da Piedade, junto à Capela de São Frutuoso, destruindo provavelmente, o antigo Mosteiro de São Salvador;
1696 - segundo Frei Manuel de Monforte, na sua Crónica da Província da Piedade, a capela "he em Cruz para todas as partes igual; cujas pontas fazem quatro Capellas, que as paredes fecham em meyo circulo. Huma das Capellas, que podemos chamar o pé da Cruz, serve de entrada onde està a porta; outra que direitamente responde a esta, como cabeça das hastes da Cruz, serve de Capella principal, onde està o Altar mayor; nas outras duas, que ficam nos braços, estam os dous Altares collateraes; & tendo cada huma só dezasete palmos, & meyo de largo, neste tão pequeno espaço tem a Egreja vinte & quatro collunas: quatro naquella primeira entrada da porta, seis em cada Capella collateral, & oito na principal de todas...";
1728 - por ordem do Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, dá-se início à reconstrução e remodelação da igreja do convento de São Francisco, sendo a Capela de São Frutuoso integrada na igreja e passando a ter acesso principal através do interior desta; é destruida a fachada principal, os baldaquinos internos e respectivas colunas, e são modificados os braços E. e N;
1738 - provável colocação do cadeiral quinhentista, trazido da Sé de Braga (v. PT010303520005);
1737 / 1739 - construção do retábulo da capela-mor;
séc. 18, 2ª metade - realização de obra de talha dos retábulos laterais;
1782, 4 Novembro - contrato com o mestre organeiro José António de Sousa para execução de um grande órgão, por 480$000 réis; o plano total incluía 11 registos divididos, um único teclado de 47 teclas, três foles, a caixa do órgão seria trabalhada ao "gosto moderno", com talha e algumas figuras colocadas onde fosse mais conveniente;
1897 - o Arquitecto Ernesto Korrodi projecta restabelecer a planta original da capela e publica uma pequena nota intítulada "Um Monumento Latino-Bizantino em Portugal";
1931 - início dos trabalhos de restauro conduzidos por João de Moura Coutinho e Sousa Lobo orientado pela tese de que o monumento teria sido mandado construir por São Frutuoso para sua sepultura no séc. 6, segundo o modelo do mausoléu de Gala Placídia de Ravena.
1944 - deslocação da sineira, que se encontrava junto à fachada principal da igreja, para o local onde hoje se encontra;
1967, 16 Abril - transladação de parte das ossadas de São Frutuoso, provenientes de Santiago de Compostela, para a igreja de São Francisco; 2004, 25 Setembro - inauguração do arranjo urbanístico do adro da igreja, pelo Arcebispo de Braga e pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga.




Capela de São Frutuoso de Montélios / Capela de São Salvador de Montélios
Século VII - Visigóda


Ano de construção : 656 a 665

Características Particulares
A emblemática Capela de São Frutuoso, continua a ser um enigma para vários autores, mas com a certeza que é um dos raro exemplares visigóticos, que chegaram aos nossos dias, e o único de planta em cruz grega que possivelmente segue o modelo bizantino do mausoleú da Gala Placídia, em Ravena. No interior a decoração dos capitéis das triplas arcadas é igual ao friso que remata as pilastras do cruzeiro.

O debate entre "visigotistas" e "moçarabistas" estendeu-se ao restauro do conjunto. Numa primeira fase, e sob o comando de João de Moura Coutinho, o monumento foi intervencionado tendo como modelo as construções tardo-antigas de Ravena. Para isso, chegaram a reproduzir-se elementos decorativos, iguais a outros aparecidos aquando da desmontagem de numerosas construções adjacentes. No entanto, o arrastamento do processo por parte da DGEMN e, especialmente, o aparecimento do ajimez, determinou a paralisação dos trabalhos e o consequente abandono do projecto. Apesar das posteriores tentativas, o restauro nunca foi concluído, ficando a obra inacabada ao nível das coberturas e de alguns enchimentos das paredes, facto ainda hoje bem visível para quem visita a capela.
Na sua pequenez, Montélios é um dos mais fascinantes monumentos altimedievais peninsulares, simultaneamente aparentado com obras mediterrânicas dos séculos V-VI e IX-XI. Independentemente dos rumos futuros da historiografia, permanecerá como obra incontornável nos estudos dedicados à Alta Idade Média ocidental.

Mais informações:
http://www.monumentos.pt/Monumentos/forms/002_B2.aspx?CoHa=2_B1
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/70191/

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Igreja de São Jerónimo de Real / Igreja do Convento de São Francisco
Século XVIII - Barroca


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Adro e Cruzeiro

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Convento de São Francisco
Século XVI, reconstruído no séc. XVIII - Barroco


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Convento São Francisco em 1981

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Interior da Igreja de São Francisco em 1981


Actualmente o Convento está em avançado de degradação, tendo este sido adquirido pela CMB para a instalação da futura Nova Pousada da Juventude de Braga, no âmbito da organização da Capital Europeia da Juventude.

Realizaram-se já trabalhos arqueológicos, tendo sido feitas descobertas de grande relevo, citando o relatório:

No interior do edificado e nas bandas contíguas a sul e este, confirmou-se a existência de vestígios arqueológicos relevantes, que justificam a sua conservação in situ e, consequentemente, inviabilizam qualquer obra com impacte no subsolo, designadamente, implantação de infra-estruturas e de equipamentos.
Trata-se de vestígios de um povoado de fossas do Calcolítico/Idade do Bronze e dos mosteiros visigodo e medieval pré-existentes, os quais testemunham a longa ocupação do sítio e acrescentam valor histórico e cultural ao monumento, pelo que deve ser equacionada a sua valorização, em sede do projecto de adaptação do convento a pousada.
Igual interesse patrimonial reveste os vestígios das pavimentações do convento moderno, do sistema hidráulico e de algumas soluções construtivas, como as abóbadas das alas sul e este e as divisórias em taipa de rodízio do primeiro piso da ala sul, testemunho de técnicas construtivas elaboradas, que devem ser objecto de valorização.
Exceptua-se desta condicionante, o corredor correspondente à metade sul da ala meridional, em cujo subsolo não se identificaram quaisquer vestígios, pelo que pode ser utilizada como corredor para colocação de infra-estruturas.
Na zona nascente da ala oriental, para onde está prevista a implantação de um novo bloco, não se identificaram vestígios arqueológicos relevantes que impeçam a execução da obra projectada.
Em síntese, propõe-se as seguintes condicionantes, medidas de minimização e medidas de valorização:
1 – Condicionantes/impedimentos
Como se ilustra na Figura 10, a área assinalada com cor vermelha deve ser considerada, ao nível do piso térreo, como área non aedificandi, isto é, não deve ser objecto de qualquer obra nova com incidência no solo, admitindo-se apenas acções de conservação e restauro, designadamente a consolidação e reposição de pavimentos. Pode admitir-se a adaptação dos espaços a uma nova utilização e funcionalidade, a qual não deverá alterar a percepção da utilização e funcionalidade original. Admite-se ainda a remoção do lagar e dos embasamentos da adega, de construção recente e alheia à organização dos espaços conventuais.
Na área assinalada com cor laranja, não se identifica qualquer impedimento de natureza arqueológica à execução da obra projectada.
2 – Medidas de minimização
As sondagens arqueológicas e os pavimentos, no interior do convento, devem ser protegidos com tela geotêxtil e aterrados com inertes limpos, de modo a possibilitar a execução das obras sem afectar os vestígios identificados. As sondagens arqueológicas exteriores ao convento devem ser protegidas com tela geotêxtil e aterradas com terras limpas, que podem ser compactadas. O registo da estratigrafia construtiva nos alçados do edificado, deverá ser executada após limpeza dos mesmos, a qual exige uma primeira intervenção de contenção da ruína, o que deverá ser feito em fase de obra e com acompanhamento permanente da equipa de arqueologia. A construção das fundações do edifício novo, bem como a implantação de infra-estruturas, designadamente na área contígua a norte, deve ser objecto de acompanhamento arqueológico.
3 – Medidas de valorização
A caleira exterior, para além do seu valor específico como elemento de grande qualidade construtiva, reveste particular interesse e importância por testemunhar a existência de um complexo sistema hidráulico conventual, em bom estado de conservação. Recomenda-se, por isso, a sua conservação integral e reactivação. Os pavimentos identificados podem ser integrados nos novos circuitos de circulação, devendo conservar integralmente as características que apresentam.
As abóbadas de tijolo existentes devem ser conservadas. Para a abóbada da sala grande (provável refeitório conventual), recomenda-se que seja estudada a possibilidade de evitar a sua reconstrução, integrando a parte conservada de modo a evidenciar a sua solução construtiva. Para o bloco novo, recomenda-se que seja estudada a possibilidade de integração dos alicerces aí exumados, reforçando, por essa via, a leitura de continuidade entre o convento antigo e a obra moderna. Os vestígios arqueológicos existentes no terreno contíguo à ala norte existente, poderão ser objecto de valorização, através de um projecto específico de “ajardinamento”, que contemple a visualização das ruínas de partes dos mosteiros visigodo, medieval e moderno que aí se conservam.


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"Área sem qualquer indício de ocupação humana antiga"

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"Identificação de estruturas modernas do sistema hidráulico conventual, de vestígios de uma caleira do período visigótico, de derrubes de estruturas e negativos de alicerces de época medieval e de 6 fossas do Calcolítico/Idade do Bronze, escavadas na arena de alteração granítica."

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"Identificação de restos de alicerces, que se veio a verificar corresponderem ao prolongamento, para nascente, da antiga ala conventual setecentista. No topo nordeste da sondagem identificou-se um pequeno alinhamento de uma parede em alvenaria, de cronologia anterior, provavelmente visigótica, parcialmente destruído pela construção dos alicerces modernos."

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"Identificação de 2 fossas escavadas no substrato granítico, localizadas no topo poente da vala. Trata-se de fossas similares às identificadas nas Sondagens 2 e 5, atribuíveis ao Calcolítico/Idade do Bronze."

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"Identificaram-se 16 fossas escavadas no substrato granítico. Trata-se de fossas similares às identificadas nas Sondagens 2 e 4, atribuíveis ao Calcolítico/Idade do Bronze."

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"Identificação de restos de alicerces, que se veio a verificar corresponderem ao cunhal NE da parede da fachada nascente que fechava a antiga ala setentrional do convento, exactamente no prolongamento dos vestígios que se haviam identificado na Sondagem 3. Trata-se das fiadas inferiores de fundações de grande envergadura, assentes na rocha de base, que aqui aflora a cotas diversas."

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"Identificaram-se restos de paredes e de pisos e partes do sistema hidráulico de época moderna, atribuíveis ao convento reedificado por D. Diogo de Sousa. A escavação foi suspensa ao nível do aparecimento dos referidos vestígios, de acordo com o definido no Plano de Trabalhos Arqueológicos."

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"Identificação de pavimento lajeado do compartimento, parcialmente desmontado na metade ocidental. Procedeu-se ao levantamento do plano inicial e iniciou-se a escavação da sondagem implantada na zona sem pavimento, para verificar a passagem da caleira identificada no exterior, o que se veio a confirmar após remoção da primeira camada de entulhos, ficando visíveis os elementos monolíticos que compõe o canal da referida caleira. As lajes do pavimento, aqui desaparecidas, constituiriam a sua cobertura. A escavação foi suspensa ao nível do aparecimento dos referidos vestígios, de acordo com o definido no Plano de Trabalhos Arqueológicos."

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"Escavação de uma “pia” de alvenaria granítica, inserida no pavimento do compartimento meridional da ala norte. Trata-se de uma estrutura de funcionalidade ainda indeterminada, de excelente qualidade construtiva, com a forma genérica de uma pia, com superfície interior revestida por argamassa fina. É um pavimento de excelente qualidade e em bom estado de conservação, correspondente a uma remodelação tardia desta ala conventual, atribuível aos finais do século XVIII ou inícios do século XIX. Não se efectuou qualquer outra sondagem, por se considerar que o pavimento constitui um vestígio arqueológico de grande interesse."

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"Identificaram-se restos de partes do sistema hidráulico de época moderna, atribuíveis ao convento reedificado por D. Diogo de Sousa, implantado directamente na arena de alteração granítica, que aflora a menos de 0,30 m de profundidade."

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"Atingiu-se a arena de alteração granítica a cerca de 0,10 m de registando-se apenas um sulco rasgado no substrato natural, com orientação genérica S-N, que se admite possa corresponder ao negativo do assentamento de uma caleira de época anterior à edificação moderna."

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"A cerca de 0,20 m de profundidade, atingiu-se a arena de alteração granítica no quarto meridional da zona, surgindo na restante área um aterro indiferenciado que incorporava dois conjuntos de restos osteológicos, aparentemente revolvidos, configurando uma espécie de ossários. A escavação foi suspensa ao nível do aparecimento dos referidos vestígios, de acordo com o definido no Plano de Trabalhos Arqueológicos."

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"Entre os 0,10 e 0,40 m de profundidade, colocaram-se descoberto restos de pavimentos e do alicerce da parede moderna que limita o compartimento a sul. A escavação foi suspensa ao nível do aparecimento dos referidos vestígios, de acordo com o definido no Plano de Trabalhos Arqueológicos."

Imagens e citações das escavações arqueológicas, retiradas do relatório da UAUM.
http://www.uaum.uminho.pt/novidades/Con ... ncisco.pdf
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Re: Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francis

Mensagempor Duarte » quarta jan 26, 2011 9:54 pm

Mais uma vez excelente karus, continua! :good:

Este é mais um monumento que já tive oportunidade de visitar na integra ou quase.
É pena é o estado da capela (até vi a sair uma cobra de la de dentro!) e a envolvente das mesmas também é péssima (quando la estive parecia um matagal).

O estado do convento também é lastimável.

Estes posts do Karlus têm revelado que a nossa cidade tem coisas lindíssimas, não estão é aproveitadas/valorizadas!
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Re: Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francis

Mensagempor Domador » domingo jan 30, 2011 7:54 pm

So me lembro de ca entrar em miudo quando ia à missa com os meus pais, e só na igreja mesmo!
Grande falha minha, tenho de la ir! :fool:
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Re: Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francis

Mensagempor Cidchen » quarta fev 02, 2011 10:37 pm

Não moro muito longe desses monumentos. :D Gosto imenso da Capela de São Frutuoso!
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Re: Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francis

Mensagempor karlussantus » domingo Oct 16, 2011 7:32 pm

Achados arqueológicos não inviabilizam Pousada

Braga
2011-10-16

O coordenador da equipa da UAUM — Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, Luis Fontes, revela que que escavações efectuadas no Convento de São Francisco, em Real, confirmaram que na zona do futuro bloco da Pousada da Juventude não foram encontrados indícios relevantes, logo não há impedimento ao projecto, havendo apenas ajustes a fazer na especialidade

Os trabalhos arqueológicos decorrem desde Julho e foram localizados indícios de um povoado calcolítico e da Idade do Bronze.
“Achámos cerca de 30 fossas escavadas no saibro, é mais uma prova que este é um território com recursos e ocupação humana antiquíssima”, explica o coordenador da equipa da UAUM, Luís Fontes.

As escavações confirmaram que na zona da futura Pousada da Juventude não foram encontrados indícios relevantes, porém, é recomendado que não haja intervenções no piso térreo do convento e propõe-se criar um centro interpretativo na Sala do Capítulo, para valorizar o monumento.
Além disso, há vários vestígios com interesse para conservar ‘in situ’, associados ao mosteiro visigótico fundado por S. Frutuoso.


Por exemplo, sugere-se a conservação e reactivação do sistema hidráulico monástico, uma vez que o tanque por detrás da fonte D. Diogo de Sousa ainda hoje recebe água e segue em circuito pelo imóvel até outro tanque que servia os campos do complexo. “Se for requalificado, introduz um aspecto básico de qualquer convento: a água servia para ‘alimentar’ a cozinha, para beber, para regar e na sua vertente lúdica, dando ao espaço o ruído d a água a circular”, defende Luís Fontes.

“Estou convicto que esta será a mais extraordinária Pousada da Juventude de sempre, junto a um monumento de valor histórico-cultural e arqueológico riquíssimo, que poderá ser fruído e vivido pelos visitantes e ocupantes”, realça o investigador.
A intervenção da UAUM “foi atempadamente realizada, respeitando a lei nacional e as normas internacionais, sem pressões impostas pelo andamento das obras”, as quais devem ser acompanhadas pela UAUM na sua fase de execução.

Ruínas abertas a visitas da população

A UAUM vai mostrar ao público as sondagens arqueológicas em curso no Convento de São Francisco, em Real, que será adaptado a Pousada da Juventude, no âmbito da Capital Europeia da Juventude 2012.
A iniciativa ‘Escavação Arqueológica Aberta’ decorre amanhã e nos dias 24 e 31 de Outubro, é promovida pela UAUM e pela Câmara de Braga e segue as recomendações internacionais de promover o conhecimento público das actuações no património construído.

As visitas guiadas por elementos da UAUM vão realizar-se em dois turnos (das 14 às 15 e das 15 às 16 horas), em grupos até oito pessoas e mediante marcação prévia. É possível agendar visitas noutros dias para grupos organizados.
Os acessos nas escavações são condicionados, logo não há condições para pessoas com dificuldade de locomoção: por outro lado, não é permitido fotografar nem filmar.
Os interessados devem trazer calçado adequado e dirigir-se à hora marcada ao adro da igreja de São Francisco/São Jerónimo.


http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=54993
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Re: Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francis

Mensagempor karlussantus » quinta dez 08, 2011 4:58 pm

Actualizado com fotos e informação das escavações, e partilhado no Facebook.
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Re: Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francis

Mensagempor karlussantus » terça mai 26, 2015 9:23 pm

Nada disto vai ser construído mas encontrei o projeto da "Pousada da Juventude" que ficaria no convento de São Francisco.

http://www.profijecto.com/index.php?cat=26&item=237
O convento de São Francisco é um edifício anexo à igreja de São Francisco e capela de São Frutuoso, em Braga, sendo esta última classificada como Monumento Nacional.

O projeto de recuperação e adaptação a Pousada da Juventude, do antigo Convento de São Francisco foi promovido pela Câmara Municipal de Braga.

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Re: Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francis

Mensagempor Esteves » quarta mai 27, 2015 2:01 pm

Essa é uma notícia fantástica! :P
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Re: Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francis

Mensagempor karlussantus » sábado set 26, 2015 1:13 am

Este conjunto monumental já era excelente, com a recuperação do Mosteiro vai ser um local de visita obrigatória!
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Re: Capela de São Frutuoso, Igreja e Convento de São Francis

Mensagempor Brc20 » sábado set 26, 2015 10:48 am

Parceria entre câmara de Braga e UMinho reabilita Convento de S. Francisco


Braga
2015-09-26
autor - Redacção



A Câmara Municipal de Braga vai ceder o edifício do Convento de S. Francisco, em Real, à Universidade do Minho, que irá instalar no local a sua Unidade de Arqueologia, actualmente sediada no centro da cidade. Uma proposta nesse sentido é votada segunda-feira na reunião descentralizada do executivo municipal, que se realiza, às 18.30 horas, em Navarra.

O contrato de comodato a celebrar com a UMinho permite, assim, encontrar uma solução para a reabilitação do Convento de S. Francisco, imóvel propriedade do Município, que actualmente se encontra em estado de degradação e sem utilização há vários anos.

A UMinho ficará responsável pela execução e concretização do projecto de reabilitação do imóvel, assim como pela criação de um espaço museológico com circuitos de visita abertos ao público no reabilitado Convento de S. Francisco.
Para Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo e Património, este processo é “extremamente vantajoso” para o concelho porque vai permitir a reabilitação de uma “referência incontornável do património de Braga”.

“A UMinho é a instituição que está melhor preparada para executar este processo de reabilitação, nomeadamente por estar habilitada a aceder a fundos comunitários. No actual quadro económico, esta é a melhor solução para avançar com o projecto”, adiantou.

O vereador sublinhou que a celebração deste contrato de comodato vai ao encontro da política de conjugação de esforços e aproximação do Município às universidades que tem vindo a ser seguido pelo actual executivo, com vantagens para ambas as partes e para toda a comunidade. “Esta parceria vem na esteira de outros projectos conjuntos entre entidades, de que é também exemplo a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva”, afirmou o vereador.

“Estamos convictos que o Convento de S. Francisco vai transformar-se, no futuro, num importante ponto de atracção patrimonial do concelho, incluindo-se num roteiro que se complementa com o Mosteiro de S. Martinho de Tibães e o Núcleo Museológico de Dume, que está neste momento a ser alvo de uma intervenção”, referiu Miguel Bandeira.
Além da reabilitação integral do edifício, Miguel Bandeira sustenta que o Convento de S. Francisco ficará dotado de “condições de funcionalidade verdadeiramente excepcionais”.



http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=89498"
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