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Termas Romanas da Cividade  

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Termas Romanas da Cividade

Mensagempor Duarte » quarta fev 08, 2012 12:14 am

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Edificado entre os séculos I e III d. C. durante a renovação urbanística flaviana da antiga Bracara Augusta, este monumental complexo termal situa-se na plataforma superior da colina de Maximinos, na zona mais alta da cidade de Braga, constituindo o único edifício de características públicas identificado até ao momento no perímetro escavado desta importante cidade romana.
Embora o seu contorno original ainda não tenha sido totalmente escavado, as investigações realizadas até ao momento permitem afirmar estarmos perante um edifício que foi objecto de algumas alterações estruturais, desde o momento em que se deu início à sua construção - séc. I d. C. - até à época em que a sua utilização terá sido abandonada, já em pleno século V d. C., numa altura em que o Império Romano no Ocidente entrava em colapso.
De facto, os vestígios encontrados até agora confirmarão a existência de três épocas construtivas, à primeira das quais corresponderia um edifício "pré-termal" atribuído ao período de Júlio Claúdio. O segundo ciclo ocorreu já durante a fase Flávio/Antonina, e encontra-se representada neste sítio pela presença de um balneário de características públicas, em cuja edificação ter-se-á reaproveitado a estrutura preexistente. Por fim, a terceira fase construtiva teve lugar entre os finais do século III d. C. e os inícios da centúria seguinte, e foi essencialmente assinalada pela profunda remodelação realizada neste complexo termal, cujo primitivo recinto acabaria por ser substancialmente reduzido, provavelmente na sequência da aplicação de todo um programa de renovação urbana directamente relacionado com a elevação de Bracara Augusta a capital da província da Galécia por Diocleciano.
Entretanto, as campanhas arqueológicas empreendidas desde 1977 (ano em que o complexo foi descoberto) neste importante campo arqueológico têm permitido identificar diversos elementos constituintes destas termas públicas, das quais farão parte diversas canalizações. Mas não só.
Transposta a entrada das thermae (termas ou balneário), acedia-se ao apodyterium (vestiário), com natatio , (piscina de água fria), antes de se penetrar na palaestra (ginásio) ou no frigidarium (frigidário, ou compartimento fria), seguido do tepidarium (tepidário, ou compartimento tépido) e do caldarium (caldário, ou compartimento quente), cujas salas era aquecidas através dohipocausto (estrutura subterrânea formada por arcos ou pilares para circulação de ar quente.), a partir do praefurnium (fornalha).

http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pes ... ail/69713/

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As Termas romanas do Alto da Cividade em Maximinos ficam situadas na freguesia de Maximinos, em Braga.
Em 1977, escavações efectuadas no Alto da Cividade (Colina de Maximinos), puseram a descoberto as ruínas dumas termas públicas junto ao Forum da antiga cidade romana (Bracara Augusta), situado, segundo a tradição, no actual Largo de Paulo Orósio. As termas públicas eram vastos edifícios preparados para proporcionar aos habitantes ou visitantes da cidade a possibilidade de tomar o seu banho de acordo com as regras prescritas pela medicina da época. Segundo estas, o banhista devia começar por untar o corpo com óleos e praticar alguns exercícios de ginástica, desporto ou luta livre. Entrava depois numa sala muito aquecida, o sudatório, onde transpirava abundantemente. Passava então ao caldário, sala ainda aquecida, onde podia lavar-se e retirar os restos de óleo. Depois de uma curta passagem pelo tepidário, mergulhava na piscina do frigidário, cuja água gelada lhe revigorava o corpo, sendo em seguida massajado e untado de óleos aromáticos.


Pormenor das condutas de água.
A área escavada das termas ocupa cerca de 850 m². Estas termas eram, todavia, mais vastas, como se pode ver pela presença do hipocausto e piscina a sul, separados do restante corpo do edifício por um estreito corredor. De acordo com o espólio encontrado, foram construídas nos finais do século I (período flaviano), restando desta fase o testemunho das quatro salas quentes cujos hipocaustos se encontram relativamente bem conservados. Não se conseguiu ainda definir o seu circuito interno nem a função de alguns dos seus compartimentos anexos. Em finais do século IV e início do século seguinte[1], o edifício sofreu uma grande remodelação e a sua superfície foi muito reduzida.

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Re: Termas Romanas da Cividade

Mensagempor Meireles88 » quarta fev 08, 2012 12:31 am

Sou eu o único que gostava de ver isto reconstruído?
http://www.mariomeireles.net

www.aasdsv.com -> Associação dos Amigos de São Domingos/São Vítor
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Re: Termas Romanas da Cividade

Mensagempor Mr Strangelet » quarta fev 08, 2012 6:17 pm

Poderiam fazer isso na ínsula das carvalheiras, que neste momento está completamente ao abandono.
Na muralha onde está o castelo de S Jorge fizeram uma reconstrução interessante do que penso que era uma casa do tempo dos mouros.
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