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Ciência - Discussão Geral  

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Mensagempor Bracarensis » quinta jul 23, 2009 3:49 pm

Mr Strangelet Escreveu:Assistir a um evento destes no Tibete, com a envolvência simbólica daquele território, deve ser uma experiencia para a vida :D
Eu estive a ver on-line (até às 3:00h da manhã!... :crazy: ) a transmisão da delegação espanhola (do site que indiquei no post) e todos eles disseram que a única reacção natural que saiu das suas almas foi... o choro! TODOS CHORARAM ao assistir àquele maravilhoso e único espectáculo celestial!... Álias, nos testemunhos que estavam a dar em directo, todos estavam visivelmente comovidos... :D
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » segunda ago 17, 2009 1:08 pm

Ciência Hoje Escreveu:Descoberto planeta que orbita em direcção contrária
à rotação da sua estrela

Baptizado como «WASP-17b» é o maior exoplaneta conhecido
2009-08-15

Foi encontrado um exoplaneta – planeta fora do sistema solar – que orbita na direcção contrária da rotação da sua estrela. A descoberta do «WASP-17b» foi anunciada no passado dia 11 pela equipa da Universidade de Keele, em Staffordshire, Inglaterra.

Cole Hellier, um dos autores do estudo, admite que a aproximação excessiva a outro planeta ou uma colisão podem causar esta variação de órbita

Normalmente, em qualquer sistema planetário os objectos giram na mesma direcção da sua estrela central pois os sistemas formam-se a partir da mesma nuvem de pó e gás.


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Cole Hellier é um dos autores do estudo

Mas tinham já sido descobertos cometas e asteróides que se movem em órbitas tão inclinadas que acabam por viajar em direcção contrária à da sua estrela. Há também três exoplanetas conhecidos que orbitam com uma inclinação algo acentuada em relação à que seria a original.

No entanto este achado é único, visto que o planeta descreve uma curva de 150º.

Foi através das câmaras do Observatório da África do Sul, que um consórcio de várias universidades britânicas utiliza, que os cientistas fizeram estas descobertas.


Imagem
Júpiter é mais pequeno do que o WASP-17b

Estas câmaras monitorizam milhares de estrelas distantes. Os astrónomos procuram pontos negros que são os planetas a passar à frente da estrela. O raio da mancha permite calcular o tamanho do planeta.

Conhece-se a direcção em que orbitam 12 dos 17 exoplanetas já descobertos. No entanto, este é o primeiro que se desloca no sentido contrário do que devia.

Refira-se também que o WASP-17b é o maior exoplaneta descoberto até agora (duas vezes maior que Júpiter, o maior do sistema solar), embora tenha metade da sua massa. É assim o planeta com menos densidade que se conhece.


Artigo:WASP-17b: an ultra-low density planet in a probable retrograde orbit, D. R. Anderson, C. Hellier, M. Gillon, A. H. M. J. Triaud, B. Smalley, L. Hebb, A. Collier Cameron, P. F. L. Maxted, D. Queloz, R. G. West, S. J. Bentley, B. Enoch, K. Horne, T. A. Lister, M. Mayor, N. R. Parley, F. Pepe, D. Pollacco, D. Ségransan, S. Udry, D. M. Wilson
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » segunda ago 17, 2009 1:25 pm

Ciência Hoje Escreveu:Planetas colidiram a 100 anos-luz da Terra
Impacto semelhante terá dado origem à nossa Lua há 4 biliões de anos
2009-08-15

Um telescópio espacial da NASA – o Spitzer – descobriu provas de uma colisão ‘recente’ a alta velocidade entre dois planetas que orbitavam a estrela HD 172555, localizada a 100 anos-luz de distância, na Constelação de Pavo ou Pavão. Um impacto semelhante entre corpos celestiais poderá ter estado na origem da formação da nossa lua há mais de quatro biliões de anos, refere um artigo publicado no site da agência espacial norte-americana.

Astrónomos que acompanharam a descoberta afirmam que os dois corpos rochosos, um do tamanho da nossa Lua e outro de tamanho aproximado ao do planeta Mercúrio, colidiram há algumas centenas de anos. O impacto destruiu o planeta mais pequeno, vaporizou enormes quantidades de rocha e arremessou lava ardente para o espaço.

Usando um espectógrafo no telescópio, para bloquear a luz da estrela e procurar marcas de químicos, os sensores detectaram indícios da rocha vaporizada e de pedaços de lava congelada. Depois de analisar o espectro obtido, os investigadores identificaram enormes quantidades de sílica (que pode ser encontrada na Terra em obsidianas - vidro vulcânico).

Também a orbitar foi encontrado monóxido de sílica, possivelmente criado quando as rochas foram vaporizadas, além de entulho rochoso resultante da destruição do planeta.


Imagem
Corpos celestes estariam a orbitar à velocidade de 10km/s

A velocidade a que colidiram terá sido também astronómica, calculando-se que os dois corpos celestes estariam a orbitar a uma velocidade relativa de 10 quilómetros por segundo (cerca de 36 mil quilómetros por hora) antes do embate. “A colisão teve se de ser enorme e a uma velocidade altíssima para que a rocha se vaporizasse e derretesse”, salientou Carey M. Lisse do Laboratório de Física Aplicada da Universidade de Johns Hopkins.

Em conjunto com outros investigadores, Lisse defende que este choque cósmico é similar ao que formou a nossa Lua, quando há mais de quatro biliões de anos um corpo do tamanho de Marte embateu na Terra. No nosso sistema solar também abundam as histórias de destruição e impactos entre corpos celestes.

Terão sido grandes colisões que levaram a que Mercúrio perdesse a sua crosta exterior, que fizeram com que Urano passasse a girar de lado e que puseram Vénus a girar ao contrário. Apesar de as coisas serem actualmente mais calmas em redor do Sol, os impactos ainda se mantêm como o observado em Júpiter no passado mês de Julho.

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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » quinta set 24, 2009 7:11 am

CiênciaHoje Escreveu:Luas de Júpiter observadas em todo o país
O Ano Internacional da Astronomia aproxima os curiosos das descobertas de Galileu
2009-09-23

Nos próximos dois fins-de-semana, os satélites do gigante gasoso Júpiter podem ser facilmente observados no território português.

O projecto «E agora eu sou Galileu», do Ano Internacional da Astronomia (AIA2009), vai promover passeios guiados pelo céu em Aveiro, Barreiro, Bragança, Coimbra, Constância, Mira, Olhão, Porto e São Pedro do Estoril.

Imagem
Júpiter e as suas maiores luas

Os passeios astronómicos têm lugar às sextas-feiras e sábados a partir das 21 horas. No dia 25 de Setembro, os satélites do gigante gasoso vão desfilar pelos telescópios instalados no terraço do Teatro Municipal de Bragança, no Centro de Ciência Viva de Constância, na Praça Parada Leitão (Porto), no Ria Shopping (Olhão) e no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.

A par das observações haverá também peças de teatro dedicadas à ciência. No dia 26, para além de uma nova sessão no Teatro Municipal de Bragança, os curiosos poderão contemplar Júpiter e as suas luas em São Pedro do Estoril (Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal) e na Fortaleza de Sagres.

No primeiro fim-de-semana de Outubro voltam a reunir-se as condições ideais para as observações. Dia 2 haverá novamente sessões em Bragança e no Centro Ciência Viva de Constância. No sábado, as luas galileanas vão ser avistadas de São Pedro do Estoril, do Observatório Astronómico de Mira e de Aveiro (sede da Associação de Física da Universidade de Aveiro).

O AIA2009 é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society.
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » quinta set 24, 2009 7:13 am

:cry: :girl_cray2: :( Desta vez, BRAGA, ficou de fora! :( :girl_cray2: :cry:
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » sexta set 25, 2009 9:43 am

CiênciaHoje Escreveu:Astrónomos e curiosos de olhos postos em Júpiter
Em Outubro, este planeta gigante e gasoso vai ser alvo de observações a nível mundial
2009-09-22

Entre 22 e 24 de Outubro, milhares de pessoas em todo o mundo vão ter oportunidade de observar este planeta gasoso gigante. A iniciativa «Noites de Galileu» insere-se no projecto «E agora eu sou Galileu», do Ano Internacional de Astronomia 2009 (AIA2009).

Portugal quer continuar a destacar-se como o país mais activo do AIA2009, como aconteceu no anterior projecto «100 Horas de Astronomia», a maratona de observação do céu que, em Abril, mobilizou milhões de pessoas.

Ao longo dos três dias das «Noites de Galileu», tanto astrónomos amadores como profissionais e curiosos vão estar de olhos postos em Júpiter e nos seus anéis.

Pelo território nacional, as entidades associadas da Comissão Nacional do AIA2009 e todos aqueles que queiram juntar-se ao projecto vão disponibilizar telescópios e material informativo que permitirão a todas as pessoas redescobrir os objectos que Galileu Galileu observou há quatro séculos.

O coordenador nacional das «Noites de Galileu», Ricardo Reis, apela a que “todos os astrónomos disponibilizem os seus meios de observação para mostrar Júpiter e os seus satélites, a Lua e tudo mais que queiram mostrar a qualquer pessoa disposta a encostar o olho nas oculares dos telescópios”.

Um dos achados mais importantes deste ano na astronomia foi a detecção de um violento impacto de um asteróide ou cometa na superfície de Júpiter. A descoberta foi feita por um observador amador.

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Um astrónomo amador detectou o impacto
de um cometa em Júpiter


As actividades podem ser apenas para um pequeno grupo de amigos ou vizinhos, ou para multidões em eventos de grande dimensão.

As entidades ou pessoas que queiram associar-se deverão registar a sua participação no site oficial das «Noites de Galileu». Aqui, poderão encontrar todas as informações de que necessitam para o projecto.

Para levar o Universo ao grande público, o AIA 2009 lançou ainda um concurso mundial de astrofotografia. Promovido em parceria com a Europlanet, o objectivo é que, com ou sem a ajuda de telescópios, os interessados possam captar diferentes faces do céu nocturno.

O Ano Internacional de Astronomia é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS).

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«Noites de Galileu» vão reunir milhares de pessoas
(créditos: Alan Dyer)

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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » sexta set 25, 2009 9:53 am

CiênciaHoje Escreveu:Novas Tecnologias em Mundos Virtuais
Ciclo de conferências científicas na UM
2009-09-23

Um ciclo de conferências científicas, organizado em parceria pela Universidade do Minho e pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – e que tem como foco a investigação científica realizada ao nível das aplicações e do desenvolvimento de plataformas em metaverso, como o Second Life, o OpenSim, o Open Croquet, o Activeworlds, o Open Source Metaverse, entre outras –, terá lugar amanhã e depois, na primeira instituição.

Esta iniciativa, para além da concretização em Portugal, enquadra-se no âmbito de um conjunto de ‘chapters’ em Israel, China, Brasil, Reino Unido e EUA, e foi pensada no sentido de dar visibilidade e criar um fórum de discussão sobre a mais recente investigação, as novas abordagens, técnicas e processos relativos ao metaverso.

Os tópicos abordados passam por temas como estudos do comportamento, a agregação de plataformas de metaverso, paradigmas de comunicação, criatividade, design e artes, aplicação de comércio electrónico, pesquisa educacional e estudos de caso, estudos de ciências sociais no uso das plataformas, espaço virtual, uso e gestão e acooperação e colaboração.

O metaverso

Este mundo está actualmente a emergir, através do uso crescente de tecnologias de mundos virtuais que funcionam como plataformas para a criação, o desenvolvimento e a interacção dos utilizadores finais, expandindo o reino da cooperação, interacção e criatividade humanas.

Apesar de não serem um tema novo, as plataformas em metaverso ainda colocam alguns desafios quanto à adopção corrente de práticas empresariais e educacionais, de metodologias de investigação e de práticas comunicacionais.

O metaverso digital pode definir-se como um universo dentro de outro ou ainda como o descreveu Neal Stephenson, em 1992, na sua obra de ficção científica «Snow Crash», “um mundo virtual ficcionado”.

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Os temas são as plataformas de metaverso como o Second Life

O link para a conferência global é: http://www.slactions.org
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » terça Oct 20, 2009 1:21 pm

Ciência Hoje Escreveu:Planetas semelhantes à Terra são cada vez mais comuns
Conferência «Towards other Earthes»
2009-10-19
Por Marlene Moura

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Nuno Cardoso Santos
O HARPS (High Accuracy Radial Velocity for Planetary Searche) descobriu 32 novos planetas extra-solares (exoplanetas) a orbitar outras estrelas e o objectivo dos investigadores é agora, para além de detectar astros semelhantes à Terra, encontrar aqueles que são capazes de suportar vida.
A divulgação dos recentes exoplanetas foi o tema principal da conferência «Towards other Earthes – Perspectives and Limitations in the ELT Era» que decorre a partir de hoje no auditório da Biblioteca Almeida Garrett (Porto) e se prolonga até quinta-feira. Contou com a presença de cientistas internacionais.



Segundo Nuno Cardoso Santos, investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) e responsável pela investigação «Origem e evolução das estrelas e planetas», “esta descoberta vem trazer muita informação do ponto de vista científico” e estes 32 planetas “são os mais recentes entre outros desde o financiamento do HARPS e desde 1995” (onde já se somam 400 exoplanetas até agora).

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Na mesa: Stéphane Udry, Nuno Santos e Xavier Bonfils
(da esquerda para a direita)

A iniciativa, organizada pelo European Southern Observatory (ESO) e pelo CAUP, onde na mesa, para além do cientista da UP, estiveram Stéphane Udry, Geneva Observatory (Suíça) e Xavier Bonfils, LAOG, Grenoble (França) foi difundida para todo o Mundo via internet e a estes juntou-se ainda em videoconferência Henri Boffin, do Observatório Europeu do Sul, a partir da Alemanha.

“Ultrapassamos agora a barreira dos 400 e estamos a estamos a descobrir cada vez mais planetas parecidos com a Terra e mais pequenos”, acrescentou Nuno Santos. O HARPS tem sido usado no intento de “divulgar” novos astros que possam albergar vida, mas “ainda não tem a capacidade de descobrir planetas exactamente como a Terra, no entanto, sabemos hoje que são extremamente comuns”, sublinhou.

O HARPS, sendo um instrumento de alta precisão, consegue detectar pequenas variações de velocidade radial de uma estrela, ou seja, “quando esta existe junto de um planeta, não é só ele que a orbita, porque a estrela também orbita em torno do planeta e quando começa a oscilar no céu, por vezes afasta-se e outras aproxima-se de nós, a sua velocidade na linha de visão vai variar periodicamente e é com esta técnica de medição da velocidade das estrelas que se detectam os planetas em torno delas”, explicou o investigador.

Projecto ESPRESSO

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ESPRESSO poderá ajudar a descobrir planetas habitáveis
Em Portugal, a investigação tem sido realizada em colaboração com Genebra e outras instituições europeias e já se estão a dar passos importantes na participação de um consórcio português envolvido num novo instrumento – o ESPRESSO (Echelle Spectrogaph for Rocky Exoplanet ans Stable Spectroscopic Observations) –, cujo projecto já começou e se prevê estar pronto em 2014 irá permitir descobrir outros planetas habitáveis parecidos com a Terra.

Para descobrir condições propícias à existência de vida, embora sejam raros os casos, “é necessário primeiro descobrir o planeta e o ESPRESSO é relevante neste campo, para depois sondá-lo e perceber se tem ou não vida”. Por enquanto, "só ainda sabemos que eles existem, quais são algumas das suas propriedades como a massa, o raio, a sua atmosfera e na sua maioria são gigantes, mas sem capacidade para albergar vida”, avançou Nuno Santos.

As condições essenciais para que isso aconteça dependem da temperatura ideal para que a água líquida possa existir, e para isso é necessário medir a constituição da sua atmosfera, como a essência de ozono, marcas de essência de oxigénio; contudo o instrumento de medição disponível ainda não o permite.
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor CesarGomes » terça Oct 20, 2009 5:05 pm

Há uns tempos (bem, há uns anos) fiquei fascinado com a existência de dois planetas que orbitavam entre si, e estes orbitavam em torno de uma estrela. Isto deve-se porque os mesmos possuem uma massa semelhante e encontram-se relativamente perto um do outro.
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » segunda Oct 26, 2009 2:08 pm

CiênciaHoje Escreveu:Braga acolhe exposição fotográfica do «nanomundo»
2009-10-22

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Exposição estará patente no Braga
Parque a partir do próximo sábado

A exposição fotográfica "Há muito espaço lá em baixo: uma viagem da macro à nanoescala" vai estar patente no Braga Parque de 24 de Outubro a 25 de Novembro. Trata-se de "uma viagem pela beleza e a arte que se revela no micro e no nanomundo" proposta pelo Centro de Física da Universidade do Minho (CFUM).

Os clientes e frequentadores deste centro comercial bracarense poderão observar como se modificam e fabricam estruturas e dispositivos à escala do átomo e como se pode ir mais longe ou mais fundo na exploração da matéria.


A investigação desenvolvida no CFUM vai desde a compreensão dos fenómenos associados à visão até ao estudo, desenvolvimento e produção de materiais à nanoescala. Para desenvolver esta actividade, os investigadores desta instituição recorrem a variadas técnicas de observação e modernas tecnologias, como o microscópio electrónico ou o microscópio de força atómica.
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Mr Strangelet » segunda Oct 26, 2009 4:42 pm

Bracarensis Escreveu:
CiênciaHoje Escreveu:Braga acolhe exposição fotográfica do «nanomundo»
2009-10-22



Ontem fiquei maravilhado com esta exposição!! Despendi de alguns minutos para aprender muita coisa :D
Por exemplo, não imaginava que era possivel gerar impulsos luminosos durante um período de tempo tão ínfimo, que a luz só tem tempo para percorrer uma distância equivalente á espessura de um cabelo %)

CesarGomes Escreveu:Há uns tempos (bem, há uns anos) fiquei fascinado com a existência de dois planetas que orbitavam entre si, e estes orbitavam em torno de uma estrela. Isto deve-se porque os mesmos possuem uma massa semelhante e encontram-se relativamente perto um do outro.


Então a sua existência é uma verdadeira Valsa :D
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » segunda Oct 26, 2009 5:11 pm

Quem andou a tatuar Marte?

Vejam a foto:

http://apod.nasa.gov/apod/image/0910/deviltrails_mro_big.jpg

Este fragmento de uma imagem de alta resolução, tirada recentemente pela câmara “HiRISE - High Resolution Imaging Science Experiment” a bordo da “MRO – Mars Reconnaissance Orbiter”, mostra rastos negros retorcidos atravessando o terreno de tons claros da superfície marciana. Rastos como estes, recém-formados, presentearam os pesquisadores com um tentador mistério marciano mas sabe-se agora que são o resultado de pequenos vórtices de vento que é sabido ocorrerem no planeta vermelho denominados “dust devils – diabos de poeira” marcianos. Colunas giratórias de ar ascendente aquecido pela superfície quente, como estas, são também comuns em zonas desérticas e áridas do planeta Terra. Durando tipicamente apenas alguns minutos, os “dust devils” tornam-se visíveis por levantarem a poeira vermelha solta do solo, deixando intactos os sedimentos mais pesados e negros em baixo. Em Marte os “dust devils” podem atingir até 8 Km de altura. Têm sido apontados como os responsáveis por inesperadas limpezas dos painéis solares dos “rovers” que estão a explorar a superfície de Marte.
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Mensagempor jcmarques » terça Oct 27, 2009 11:09 am

interessante foto... mas porque as cores?? alguma razão??
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Re:

Mensagempor Bracarensis » terça Oct 27, 2009 11:24 am

jcmarques Escreveu:interessante foto... mas porque as cores?? alguma razão??
Sim!
O post foi a minha tradução da explicação da foto do dia 21 de Outubro publicada na APOD (Astronomy Picture of the Day): http://apod.nasa.gov/apod/ap091021.html
Tal como eu disse, os rastos negros são sedimentos escuros no solo de Marte, tornados visiveis pela erosão das particulas (areias, poeiras, etc.) mais claras (quase cor de carne!) por pequenos turbilhões ou tornados ("dust devils").

Quanto às "bandas" azuladas, ainda não li nada a explicar o que sejam.

Espero ter ajudado! ;)
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Mensagempor jcmarques » terça Oct 27, 2009 11:38 am

ajudas-tes e bem ;)

sobre as "bandas" azuis... seram gases?? um rio.. naaa, mas parece-me mais algo que estava no ar, as de reparar que mesmo assim consegues ver esses sedimentos escuros..
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