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Ciência - Discussão Geral  

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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » quarta jan 06, 2010 11:22 am

Ciência Hoje em 2010-01-05 Escreveu:Encontrados cinco novos planetas
Telescópio espacial Kepler encontrou seus primeiros sistemas planetários


Por Bárbara Gouveia

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Imagem de um planeta semelhante a Júpiter (Cortesia NASA)

Enviado para o espaço a 6 de Março de 2009, o telescópio espacial norte-americano Kepler descobriu cinco novos planetas fora do sistema solar.
São conhecidos como hot Jupiters, pelas suas grandes dimensões e temperaturas extremas. Com tamanhos que variam entre uma dimensão semelhante a Neptuno e uma maior Júpiter, estima-se que a temperatura possa ir dos 1200 aos 1648 graus Célsius. Está assim excluída a hipótese de vida nestes exoplanetes com designações de Kepler 4b a Kepler 8b.


Na opinião de Nuno Santos, investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), mais interessante do que a descoberta dos cinco planetas é a prova que “o Kepler está a dar frutos”.

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Nuno Santos, investigador do Centro de Astrofísica
da Universidade do Porto (CAUP)


Desde 1995 já foram descobertos, com outros telescópios, 415 planetas fora do sistema solar. Grande parte destes tem dimensões próximas de Júpiter mas uma densidade menor. São planetas inchados “não se sabe bem porquê mas são grandes em tamanho mas não em massa”, acrescenta o astrofísico do CAUP que acredita que “o Kepler vai trazer-nos algumas dezenas ou centenas de novos planetas”.

Esta missão, que decorre no mínimo até Novembro de 2012, pode contribuir para “compreender melhor como se formam e evoluem os sistemas planetários”, garante William Borucki, do centro de investigações Ames da NASA e responsável principal pela equipa científica do Kepler.


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William Borucki, investigador principal (NASA)

Segundo elucida Nuno Santos, com esta missão “vamos saber a massa e o raio dos planetas, o que nos permite calcular a densidade e conhecer melhor a sua estrutura interna”.


Brilho das estrelas

Graças a um fotómetro que permite medir as intensidades luminosas, o Kepler mede o brilho de mais de 150 mil estrelas de uma forma contínua e simultânea. Assim, este método detecta um planeta assim que este passe em frente a estrela.

A quantidade da intensidade de luz que diminui sempre que o planeta orbita em frente à estrela, permite calcular o raio desse planeta. Contudo, a massa é detectada em outras observações complementares a partir da Terra.

Jon Morse, director da divisão de Astrofísica da NASA, acredita que não faltará muito para o telescópio encontrar planetas mais pequenos com órbitas mais longas, “aproximando-se da descoberta do primeiro planeta análogo à Terra”.

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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » quinta jan 07, 2010 3:28 pm

Ciência Hoje Escreveu:Português vence prémio mundial de astrofotografia
Nebulosa de Orion captada no Montijo foi a fotografia vencedora


2010-01-06

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Nebulosa de Orion venceu “Galiliean Nights”

Olhar para os céus e obter imagens dos objectos astronómicos observados por Galileu Galilei foi o mote do concurso mundial de astrofotografia, um dos projectos principais do Ano Internacional da Astronomia, que decorreu o ano passado com 1300 actividades em cerca de 90 países.

A Nebulosa de Orion (zona avermelhada em baixo na fotografia) valeu a Luís Miguel Santo, um engenheiro electrotécnico de 34 anos, o primeiro prémio das “Galiliean Nights” na competição “Beyond Earth” que juntou imagens do Universo captadas por todo o globo.

“O objecto que Galileu observou e que escolhi foi a nebulosa de Orion, também conhecida como o objecto de Messier 42 (M42) e que está enquadrada com outra nebulosa (NGC1977), denominada na gíria ‘Running Man’ (olhando na zona azul, e com alguma imaginação, vemos um indivíduo a correr, tal como o nome em inglês sugere). Existe ainda uma zona de concentração de estrelas denominada trapézio, pela sua disposição, que foi objecto de estudo de Galileu”, descreve Luís Miguel Santo.


Técnica e paixão

A fotografia foi captada em final de Outubro na Atalaia e apesar da poluição luminosa da zona de Lisboa, Luís Miguel Santo conta que em noites de lua nova juntam-se algumas dezenas de astrónomos amadores para olhar os céus do Montijo mas confessa que, apesar de a astrofotografia ser uma paixão, captar uma imagem dos astros para além da Terra não é tarefa simples.

“O ritual de preparação e obtenção de uma astrofotografia tem algo que se lhe diga. Começa por preparar de antemão os objectos a fotografar, bem como definir os principais parâmetros de exposição, enquadramento, e montar o equipamento. Uma sessão normal inicia-se pelas 22h e pode terminar quando a estrela mais perto da terra dá a volta”, conta.

A uma distância de 1300 a 1500 anos-luz da Terra, a Nebulosa de Orion “pertence à constelação de Orion, e é denominada uma nebulosa de emissão (nuvem de gás ionizado que emite luz de várias cores) dada a presença, entre outros, de enormes quantidades de hidrogénio, a principal matéria-prima das estrelas. É uma zona conhecida como profícua na criação de estrelas. A nebulosa NGC1977 é uma nebulosa de reflexão, nuvens de poeira que simplesmente reflectem a luz de uma ou mais estrelas vizinhas, e como tal apresenta uma coloração azulada”, explica o vencedor.

O Ano Internacional da Astronomia é organizado a nível nacional pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Nacional Ciência Viva e da European Astronomical Society.
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » sexta jan 08, 2010 1:24 pm

Ciência Hoje Escreveu:Rússia quer construir tecnologia para desviar asteróide
Existem divergências quanto ao risco de colisão do Apophis com a Terra


2010-01-07

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Possibilidade de entrar em rota de colisão com a Terra é ínfima
(Imagem: Nasa)


Existem divergências entre as agências espaciais russas e norte-americanas relativamente ao Asteróide Apophis; os primeiros defendem que o risco de colisão com a Terra seja nulo em 2036; já a Rússia espera construir uma tecnologia capaz de desviar a sua trajectória.

Quando o Apophis foi descoberto, em 2004, os primeiros cálculos previam um risco elevado e que se encontrava em rota de colisão com o nosso planeta ou até com a Lua, em 2029 – esta era uma probabilidade em 45 mil, segundo a Nasa. Estima-se que o asteróide tenha 270 metros de diâmetro e 27 milhões de toneladas – um tamanho que não deve ser negligenciado.

Apesar de se terem excluído tragédias em anos seguintes, existe uma possibilidade, embora ínfima, de o asteróide poder entrar num buraco gravitacional de 600 metros nesse ano e a partir daí entrar em rota de colisão com a Terra sete anos mais tarde.

No entanto, até 2011, Apophis estará demasiado perto do sol para ser correctamente observado.

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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » sexta jan 08, 2010 1:29 pm

Ciência Hoje Escreveu:Investigadores discutem Criatividade Computacional
Primeira Conferência Internacional sobre o tema decorre até domingo em Lisboa


2010-01-07

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Criatividade computacional é uma área em expansão

Investigadores nas áreas da inteligência artificial, ciências da cognição, artes, psicologia e filosofia estão reunidos desde hoje e até ao próximo sábado na primeira Conferência Internacional sobre Criatividade Computacional.

Esta iniciativa, que decorre na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, pretende explorar a noção de criatividade e a forma como esta se pode relacionar com sistemas computacionais.


O encontro reúne especialistas oriundos de várias partes do mundo que têm em comum o interesse por áreas de investigação emergentes, nomeadamente Sistemas Criativos Artificiais, Modelos Computacionais de Criatividade e Sistemas Computacionais para Suporte da Criatividade Humana.

Amílcar Cardoso (Universidade de Coimbra), da organização, explica que a discussão de resultados científicos na conferência vai centrar-se a dois níveis: “conseguir computadores mais criativos que surpreendam e estimulem a imaginação dos humanos, permitindo-lhes o desenvolvimento de projectos únicos e inovadores, e usar a criatividade computacional para perceber a criatividade humana”.

Paralelamente ao programa científico vai decorrer uma Mostra de Criatividade Computacional que inclui projectos de investigação de escritores, artistas, músicos, artistas plásticos e críticos de arte, seleccionados pelo Comité de Programa.
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » sexta jan 08, 2010 1:36 pm

Ciência Hoje Escreveu:Três contratos de construção do «GPS Europeu» já atribuídos
Galileo estará em órbita em 2014


2010-01-07

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Primeiros serviços do Galielo serão disponibilizados
aos cidadãos europeus em 2014 (Imagem:ESA)


A Comissão Europeia revelou hoje que o sistema de navegação por satélites Galileo começará a operar em 2014, por ocasião do anúncio da atribuição de três grandes contratos à indústria espacial para a consecução do "GPS europeu".

Os contratos foram atribuídos à empresa alemã OHB Technology, responsável pela construção de um primeiro lote de 14 satélites, à italiana ThalesAlenjaSpace, à qual Bruxelas confiou os serviços de apoio do sistema, enquanto a empresa francesa Arianespace encarregar-se-á dos serviços de lançamento para a colocação em órbita dos satélites.


Por atribuir ficam assim os restantes três grandes contratos, relativos às infra-estruturas de missão no solo para o fornecimento de serviços, às infra-estruturas de controlo no solo para a gestão dos satélites e às operações, que deverão ser atribuídos em meados deste ano.

Antonio Tajani, comissário europeu dos transportes, adiantou que a atribuição destes contratos, após um ano e meio de negociações, permitirá que o Galileo forneça os primeiros serviços aos cidadãos europeus no início de 2014.

Pensado em 2001 para pôr fim à dependência do sistema norte-americano GPS (de origem militar), o Galileo será composto por uma "constelação" de 30 satélites colocados em órbita a 24 mil quilómetros de altitude.

Em 2007, o projecto Galileo chegou a estar seriamente ameaçado na sequência do fracasso das negociações com o sector privado, que forçava a União Europeia a "encontrar" 2,4 mil milhões de euros, para além dos dois mil milhões já contemplados no orçamento para 2007-2013. Todavia, foi alcançado um acordo entre os 27 durante a presidência portuguesa, no segundo semestre desse ano.
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » quinta jan 14, 2010 11:08 am

Ciência Hoje Escreveu:Encontrado novo planeta extrasolar por casualidade
Exoplaneta pode ajudar a compreender os astros

2010-01-13

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Ilustração de exoplaneta (Cortesia NASA)

Investigadores da Universidade Complutense de Madrid descobriram o mais recente planeta extrasolar localizado até agora em torno de uma estrela. A descoberta, publicada na revista Astronomy and Astrophysis, aconteceu por casualidade, mas cobre um vazio científico das idades das estrelas.

María Magdalena Hernán Obispo, que está a desenvolver a sua tese sobre a actividade magnética das estrelas jovens e que coordena este trabalho, encontrou o astro quando analisava a velocidade radial da estrela BD+20 1790, na constelação Géminis. A cientista cruzou estes dados com os dos observatórios de Calar Alto (Almería), com o Telescópio Nacional Galileu (em La Plama) e com o Telescópio de Liverpool.


A técnica de análise da velocidade radial já foi utilizada para descobrir 90 por cento dos mais de 430 exoplanetas que se conhecem. “Neste caso, observei que esta velocidade não variava no período que correspondia a uma estrela deste tipo. Tinha que ser um planeta. Não estava à procura mas encontrei” reconhece a investigadora.

Com a colaboração de outros astrofísicos da mesma universidade e de outras instituições, a investigadora averiguou que o planeta, baptizado de BB+20 1790 b, tem unicamente 35 milhões de anos e que se trata de um ‘Júpiter quente’, ou seja, um planeta gasoso (com seis vezes a massa do nosso Júpiter) e que está situado muito próximo da sua estrela.


Planeta jovem

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Magdalena Hernán-Obispo

Hernán Obispo explica que o interesse especial desta descoberta é a idade jovem do planeta, o que pode ajudar a entender como se produz a formação de discos de matéria que rodeiam as estrelas e que se dissipam aos 10 milhões de anos.

O BD+20 1790 b, que se encontra na sua etapa infantil, terá grande utilidade para se compreender melhor como, quando e de onde se foram os astros.

Estima-se que o anterior exoplaneta mais novo, da estrela HD70573, tenha 100 milhões de anos, três vezes mais do que o agora localizado. “Podemos dizer que se trata de um ‘elo perdido’ entre uma estrela em que se estão a formar os planetas e um sistema como o Sol, com muitos milhares de milhões de anos”, explica a astrónoma.

Após esta descoberta, Hernán Obispo, de 36 anos, prepara outros artigos científicos sobre o mesmo astro, nomeadamente sobre como a presença deste exoplaneta está a ampliar a actividade magnética da estrela que orbita.

No trabalho que é agora apresentado, a investigadora contou com a colaboração de cientistas do Instituto Carnegie de Washington, da Universidade de Hertfordshire (no Reino Unido) e do Instituto de Exoplanetas da NASA.
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » quinta jan 21, 2010 3:38 pm

Ciência Hoje Escreveu:Mistério da estrela que desaparece a cada 27 anos em vias de resolução
Investigadores da «American Association of Variable Star Observers» de olho na Epsilon Aurigae

2010-01-21

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Imagem da estrela Epsilon Aurigae a partir de dados do telescópio Spitzer

A cada 27 anos a estrela Epsilon Aurigae, visível a olho nu, perde grande parte do seu brilho e só volta a recuperá-lo passados dois anos. Este mistério astronómico, que é estudado desde o século XIX, pode estar em vias de ser resolvido. Há alguns meses, a estrela entrou no processo de “apagamento” e o telescópio espacial Spitzer está de olhos voltados para ela.

Os investigadores acreditam que a estrela, que se encontra a 2000 anos-luz da Terra, é eclipsada por um objecto muito pouco brilhante. Mas não se sabe qual a sua natureza.

Alguns aspectos do fenómeno – como a sua duração ou a presença de oscilações no brilho do sistema durante o eclipse – não se encaixam correctamente em nenhum dos modelos existentes.

Observações recentes feitas pelo Spitzer, em combinação com dados sobre a radiação emitida, deram lugar a teorias que seguramente vão desvendar este antigo mistério.


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Epsilon Aurigae é visível a olho nu

Uma das teorias sustenta que a Epsilon Aurigae é uma supergigante massiva que periodicamente é eclipsada por duas estrelas muito próximas entre si que se encontram dentro de um remoinho de pó.

A segunda sugere que a estrela é, na verdade, uma estrela na fase final da sua vida, com massa muito menor, e que é regularmente eclipsada por uma estrela que se encontra dentro de um disco de gás. Os dados do telescópio parecem corroborar esta segunda opção.

Em Agosto de 2009, os observadores da AAVSO (American Association of Variable Star Observers), órgão que coordena o estudo das estrelas variáveis, informaram que a estrela tinha começado a perder novamente o seu brilho. A primeira fase implica uma grande decaída do brilho, o que dura alguns meses. Esta fase terminou nas primeiras horas de 2010.

Os investigadores dizem ter cada vez mais provas de que um disco composto por material escuro se move à frente da estrela. A forma exacta e a composição do disco, desconhecida até agora serão definidas em breve.
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » quinta jan 21, 2010 3:50 pm

Ciência Hoje Escreveu:Explorador de infravermelhos vai trazer dados cósmicos do céu
WISE vai estar em órbita durante nove meses

2010-01-21

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Satélite WIDE, ilustração NASA

A NASA avança esta semana com o estudo do céu através de um explorador de infravermelhos. A missão, que vai durar noves meses a percorrer o céu uma e uma e meia vez, revelará todos os tipos de caracteres cósmicos − desde asteróides perto da Terra às galáxias jovens a mais de dez mil milhões de anos-luz de distância.

A 14 de Dezembro do ano passado a partir da base californiana da Força Aérea de Vandernberg, a missão colocou em órbita o Explorador para Pesquisa de Infravermelhos em Campo Amplo, o WISE − Wide Field Infrared Survey Explorer.


Este satélite irá descobrir centenas de milhares de asteróides e centenas de milhões de estrelas e galáxias. Com o catálogo de informações, os astrónomos e outras missões vão ter dados para as próximas décadas.

Circundando a Terra numa órbita polar a cerca de 480 quilómetros de altitude, o WIDE está equipado com um telescópio de 16 polegadas e detectores infravermelhos que lhe permitem fotografar todo o céu.

Edward L. Write, o responsável por esta missão, afirma que "o que esperamos fazer é encontrar os objectos mais interessantes para serem observados pelos telescópios da próxima geração".

Após mais de 12 anos de estudo, o investigador da Universidade da Califórnia adianta ainda: "Se não encontrarmos algo totalmente inesperado, ficarei surpreso".
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » sexta jan 22, 2010 9:57 am

Luís Murteira Nunes em 20 Janeiro 2010 - 18h01 no Correio da Manhã Escreveu:Urano e Neptuno podem estar cobertos de diamante
Físicos ponderam realização de mais testes ou envio de sonda que comprove teoria

Uma equipa de físicos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, publicou esta semana uma teoria na revista ‘Nature Physics’ no qual apontam que os planetas Urano e Neptuno podem estar revestidos de diamante (um dos materiais mais duros que se conhece) em estado líquido.

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Urano é um dos planetas que os físicos acreditam possuir mares de diamante

Na primeria fase do estudo, a equipa de liderada pelo físico Isaac Silvera foi tentar perceber qual o ponto de fusão do diamante, algo nada fácil, tendo em conta que quando aquecido a temperaturas muito elevadas (milhares de graus), se transforma em grafite. No entanto, quando se encontra no estado líquido, o diamante comporta-se de forma semelhante à água, com forma sólidas idênticas a icebergues a flutuar à superfície.

Para evitar a transformação em grafite, os físicos optaram por submeter os diamantes a uma pressão elevada, bombardeando-os depois com lasers de alta intensidade. No fim do teste os diamantes liquidificaram a um pressão 40 milhões de vezes superior à que existe na Terra.

Ao reduzir essa pressão para “apenas” 11 milhões superior à existente ao nível do mar e aumentar a temperatura para 50 mil graus centígrados, começaram a aparecer pequenas formações sólidas à superfície. Para espanto dos físicos, estes blocos de diamante não se afundaram no líquido, mantendo-se a flutuar à superfície.

Estas extraordinárias condições de pressão e temperatura ocorrem de forma natural em dois planetas do Sistema Solar: Urano e Neptuno. Tendo em conta que o dados sobre ambos os planetas apontam para que estes tenham no mínimo 10 por cento de carbono na formação, foi estabelecida a teoria de que planetas contenham mares de diamante.

Ainda assim, só existem duas formas de confirmar a teoria. A primeira passa pelo envio de uma sonda a um dos planetas, comprovando a tese em directo. A segunda hipótese de comprovação passa pela simulação de novos testes na Terra. Os problemas de ambas as verificações são os elevados custos que estas requerem, sem contar ainda com os vários anos necesarios para a preparação de todo o equipamento.

Enquanto é decidido ou não se avançam para um dos testes de confirmação, resta-nos apenas esperar, com o pensamento de que dois planetas do nosso Sistema possam estar revestidos com um material extremamente valioso na Terra.
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Mensagempor Kiki » sexta jan 22, 2010 6:06 pm

Large-scale field testing of GM rice in China


China is the first country in the world to begin the commercialisation of a locally developed genetically modified (GM) rice variety.


(Transgenic rice research | Credit: PASCAL GOETGHELUCK / SCIENCE PHOTO LIBRARY )

On 1 December, the Chinese Ministry of Agriculture officially approved commercial field testing of a GM rice variety developed by researchers at the Huazhong Agricultural University.

The “Huahui No.1” Bt maize, a marker-free GM rice that was back-crossed into Bt Shanyou 63 rice plants, expresses the cryA toxin, making it resistant to the rice stem borer and leaf roller.

According to experts, it has the potential to reduce pesticide input by 80%, and to increase yield by up to 8%. However, it must still pass registration trials, which could take 2-3 years. With the development of the insect-resistant GM rice, which has been tested in smaller field trials for a number of years, China is trying to find a means of feeding its swelling population, currently 1.3bn strong.

Experts predict that GM rice in China could be planted on 50% of the countries' rice fields (15m ha) in the end. Traces of transgenic Bt63 rice varieties have been periodically detected in food imports to Europe since 2005, and the event has been classified as “not safe” by UK authorities. According to market projections from Prof. Jikun Huang, Director of the Centre for Chinese Agricultural Policy in Beijing, an adoption of GM rice could reduce China’s dependence on rice imports by more than 20%, as well as increase its export rate for rice products such as rice noodles by 66%, generating a net gain of 4bn dollars for the Chinese economy (more…).

With an annual output of 190m tonnes, China is the world’s top rice producer (world production in 2008 was 650 million tonnes).

While Europe has implemented strict safety testing for GM crops not approved by the bloc, the US is still seeking ways to obstruct the inflow of transgenic species developed in countries such as China, India, or Brazil, who are all trying to commercialise locally developed GM crops (see USDA-OIG report 50601-17-Te). China has set up a 2bn-dollar research program that is aimed at the commercialisation of GM crops. The field testing of other rice varieties that carry blight resistance (Xa21 rice), or a Bt rice expressing the cry1Ab and the cpT1 gene, have been underway since the late 1990s.

Countries including Indonesia, Pakistan, and Iran have also been testing GM rice varieties in field trials, but none of these have reached commercialisation. Last year, Nature magazine reported that gene flow from GM rice to its wild or weedy relatives could become an issue (Nature 455, 850-852). According to biodiversity researchers headed by Lu Baorong (Fudan University, Shanghai), the rate of gene flow from GM strains to wild and weedy rice is 3-18% and 0.01-0.05%, respectively. In contrast, experts say that gene flow of riece is near zero because it is a self-pollinating crop.
http://disparatesacertados.tumblr.com/
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Mensagempor Mr Strangelet » sexta jan 22, 2010 9:22 pm

Mares de diamante???

Quero ir lá passar férias :D
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Mensagempor DoctorDre » sábado jan 23, 2010 12:26 am

Uffffa... safaram-se... se fosse petroleo eram invadidos pelos EUA!
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Re:

Mensagempor jcmarques » domingo jan 24, 2010 11:13 am

andre_carneiro Escreveu:Uffffa... safaram-se... se fosse petroleo eram invadidos pelos EUA!


lol :D :lol: :lol: :lol: :lol:
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Re: Ciência - Discussão Geral

Mensagempor Bracarensis » terça fev 02, 2010 11:13 am

Ciência Hoje Escreveu:Europa dá passo importante na navegação por satélite
2010-02-01

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Jean-Jacques Dordain, René Oosterlinck e Jean-Yves Le Gall

René Oosterlinck, director do Programa Galileo e das actividades de Navegação por Satélite da European Space Agency (ESA), já assinou os três primeiros contratos da fase de Capacidade Plena de Operações do Galileo. Com este evento inicia-se a construção da infra-estrutura operacional do sistema europeu de navegação por satélite.

A cerimónia foi celebrada no Centro Europeu de Investigação e Tecnologia Espacial (ESTEC) da ESA, em Noordwijk, Holanda, com a presença de Matthias Ruete, director-geral de Energia e Transportes da Comissão Europeia (EC), e de Jean-Jacques Dordain, director-geral da ESA. A iniciativa inclui o sistema, os satélites e os lançamentos da primeira fase do programa.

O contrato, assinado com a Thales Alenia Space (Itália), cobre as actividades de apoio ao sistema industrial que proporcionará à ESA, como contratante principal do sistema Galileo: engenharia de sistemas, controle da performance, montagem, integração e validação, engenharia de sinal no espaço, controle de segurança e garantia do produto.

Para o segmento espacial, e após a assinatura dos contratos quadro com a OHB-System AG (Alemanha) e com a EADS, no fim de 2009, a primeira encomenda inclui o fabrico de 14 satélites, com a entrega da primeira unidade em Julho de 2012, à qual se seguirão outros dois a cada três meses.

A OHB juntou-se à Surrey Satellite Technology Limited (SSTL; Reino Unido) e comandará as actividades ao nível dos sistemas e será responsável pela plataforma do satélite, e a SSTL pela carga útil.

Para os serviços de lançamento, a iniciativa cobre o fornecimento de cinco lançadores Soyuz equipados com uma etapa superior Fregat actualizada, por parte da Arianespace, que serão lançados a partir da Base Espacial Europeia na Guiana Francesa. Cada lançamento irá pôr dois satélites na sua órbita definitiva.
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Re: Ciencia Discussao Geral

Mensagempor DoctorDre » domingo abr 10, 2011 1:06 pm

Ciência Hoje Escreveu:Duas descobertas que integram astrónomos portugueses
Encontrada população de estrelas distantes e desvio na rotação da atmosfera de Vénus
2011-04-08


Telescópio orbita o Sol entre a Terra e Marte.Duas equipas de investigadores europeus, onde se inserem cientistas portugueses das universidades do Porto, Lisboa e Évora, estão envolvidas nas descobertas de uma população de estrelas distantes, por volta de 500, e de um pequeno desvio na rotação da atmosfera de Vénus. O estudo foi recentemente publicado na revista «Science».

Através do telescópio espacial Kepler, da NASA, os cientistas do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), juntamente com os seus colegas europeus, mediram estrelas semelhantes ao Sol numa zona longínqua da Via Láctea e apuraram que há mais estrelas de pequena massa do que se julgava até agora.

Esta descoberta abre um novo campo de estudo no âmbito da astrofísica, podendo mudar a forma como os cientistas estudam as galáxias. Tais oscilações na luz destas estrelas podem indicar a presença de planetas girando em torno delas.O Kepler conseguiu captar vibrações sonoras emitidas pelas estrelas e dirigidas para a lente do satélite, a Cygnus-Lyra, na Via Láctea.

David Luz, do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa e o inglês David Berry, do Departamento de Física da Universidade de Évora, participaram numa investigação que aponta para a existência de um pequeno desvio da rotação atmosférica no pólo sul de Vénus, em relação ao eixo do planeta.

Os investigadores verificaram que a rotação da atmosfera não está centrada sobre o pólo, ou seja, existe um desvio de três graus, em média, em relação ao eixo do planeta – na direcção de Este para Oeste.

O telescópio, lançado em 2009, está a orbitar o Sol entre a Terra e Marte, conduzindo um censo planetário e à procura de planetas semelhantes ao nosso. Entretanto, já permitiu aos cientistas descobrir que há mais planetas menores que Júpiter – o maior planeta do nosso sistema solar – do que planetas gigantes. Entre outros projectos futuros, a missão tem como objectivo estudar a idade de todas estas estrelas e das que se encontram mais próximas dos planetas que poderiam ter vida.


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