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Edigma- Ecrã multitoque  

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Edigma- Ecrã multitoque

Mensagempor Brc20 » sexta fev 05, 2010 5:34 pm

Tecnologia
Já é possível transformar qualquer superfície num ecrã multitoque

05.02.2010 - 14:30 Por Maria João Lopes

Consegue transformar qualquer superfície plana ou curva num touchscreen, um ecrã sensível ao toque, capaz de detectar 16 dedos em simultâneo e capaz até de responder ao sopro. A mais recente tecnologia desenvolvida pela empresa portuguesa Edigma, com sede em Braga, está a correr mundo nas revistas da especialidade e acaba de ser apresentada numa feira em Amesterdão, na Holanda.

O segredo está na aplicação de uma película de polímero

A nova tecnologia, que foi levada esta semana até à feira Integrated Systems Europe - dedicada a profissionais das áreas dos audiovisuais e integradores de sistemas electrónicos -, chama-se Displax Multitouch Technology (em português, tecnologia multitoque) e permite, através da aplicação de uma película muito fina, transformar uma superfície plana ou curva num ecrã multitoque. Uma inovação que é capaz de detectar até 16 dedos em simultâneo em ecrãs de grandes dimensões, sem ser afectada pelas condições de luminosidade existentes. Para além de detectar diferentes dedos, é também sensível ao sopro, sendo capaz de medir a intensidade e a direcção do fluxo de ar.

O segredo está na aplicação de uma película de polímero - macromolécula resultante da união de moléculas mais pequenas. Esta película é transparente, mais fina do que o papel e "é capaz de tornar qualquer superfície não condutora, plana ou curva, opaca ou transparente, incluindo superfícies de vidro, plástico e madeira, num ecrã multitoque", explica o CEO da empresa, Miguel Peixoto de Oliveira. Estações aeroespaciais, salas de controlo, museus, televisões e computadores (estes desde que tenham sistemas operativos compatíveis) são apenas algumas das possibilidades de aplicação desta tecnologia.

100 por cento português

De acordo com Miguel Peixoto de Oliveira, trata-se da "primeira tecnologia multitoque que pode ser aplicada a ecrãs curvos, planos e de grandes dimensões". A estas características, frisa, "acresce o facto de a tecnologia ser transparente" e possibilitar múltiplos toques e múltiplos utilizadores. A equipa responsável por esta inovação, desenvolvida nos últimos 18 meses, é "100 por cento portuguesa" e está radicada em Braga, onde a empresa tem sede.

Miguel Peixoto de Oliveira acredita que "o poder, a precisão e a versatilidade desta tecnologia" vão abrir portas no mercado internacional, permitindo "explorar novas possibilidades, como transformar um ecrã LCD convencional num ecrã multi-toque, ou uma mesa interactiva numa mesa multitoque". Para já, acrescenta, "a empresa está a trabalhar em projectos-piloto com clientes internacionais para explorar todas as potencialidades da tecnologia em aplicações concretas e de acordo com as especificidades" indicadas pelos interessados.

O responsável da empresa acredita que, a partir de meados do terceiro trimestre deste ano, esta tecnologia já estará à venda. Quanto ao preço, para já, é uma incógnita. "Ainda estamos a estudar essa questão", diz Miguel Peixoto de Oliveira, garantindo, porém, que a apresentação da tecnologia em Amesterdão foi "brilhante", o que demonstra "o entusiasmo do mercado".


http://www.displax.com/index.php

O presente de Braga está um pouco instável mas o futuro pode ser brilhante :D
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Mensagempor Mr Strangelet » sexta fev 05, 2010 6:21 pm

Desta vez vai ser a Apple a ter uma subsidiária em Braga :D
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Mensagempor mister B » sábado fev 06, 2010 9:59 pm

Fantastica noticia, parece-me uma tecnologia genial.esperemos mais noticias.
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Re: Edigma- Ecrã multitoque

Mensagempor Brc20 » segunda set 17, 2012 1:33 pm

A lista de clientes da Edigma, uma das 200 empresas mais inovadoras do mundo, inclui CNN, Jogos Olímpicos e Mundial de Futebol


Edigma: Braga está a pôr o mundo na nossa mão


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Miguel Oliveira, CEO da Edigma
Sérgio Freitas
15/09/2012 | 00:00 | Dinheiro Vivo


É natural. Toca-se no ecrã e as coisas movimentam-se, respondem. Foi mais evidente depois de o iPhone ter um ecrã que obedecia ao toque, mas depois vieram os tablets como o iPad e o Galaxy.

Ainda hoje os ecrãs de computador não são touch - vão passar a sê-lo com o novo software Windows 8 ou as novas versões Apple. Em Braga, no entanto, esta tecnologia começou a ser trabalhada muito a sério já em 2003. E por isso a Edigma é uma das empresas mundiais não só mais avançada na produção de sistemas audiovisuais multitouch como uma das mais bem colocadas a nível mundial para vender soluções de projeção com dimensões inimagináveis até há pouco tempo. Por exemplo: ecrãs que obedecem ao toque de cem polegadas (como o que está na RTP) outros redondos, triangulares ou em qualquer outro formato. Definitivamente, a estrutura lisa e normalmente retangular que até agora fazia parte da nossa ideia sobre televisões, monitores, telemóveis ou montras interativas... vai pura e simplesmente desaparecer.


Veja-se o caso Abramovich. Não lhe basta o iate Enigma valer 350 milhões de euros e ter mil e um extras. Para um empresário global, produtos globais. O que faltava lá? O Displax da Edigma. Em que consiste? Um grande globo terrestre feito de película finíssima que tem os diversos continentes e, em simultâneo, é touch. Ou seja, se Abramovich quiser mostrar um novo campo de jazidas de minérios ou hidrocarbonetos a explorar, vai até ao globo, puxa no Google maps com o dedo até ao país onde quer ir. Depois pode aumentar com dois dedos, alargando em pormenor o ponto específico que quer ver. Não há muitos globos deste tipo no mundo, a preço acessível (ou seja, sem nos colocarmos no patamar da ficção científica e do famoso Minority Report, o filme de Steven Spielberg com Tom Cruise como protagonista). Coisa de excêntricos?


Mas o ecrã redondo é apenas um ícone. Por detrás está a capacidade tecnológica de fazer, através de polímeros e nanotransmissores, uma nova forma de comunicar. Na área de investigação e desenvolvimento da Edigma, bem como na zona de produção mais propriamente dita, o que parece é que estamos a trabalhar sobre papel aderente como aquele que se usa para embrulhar sanduíches. Algo designado por skin multitouch. E o milagre está aí: esta "pele" transparente colada a uma montra é um ecrã para mostrar como uma coleção de moda fica bem nos modelos que deslizam com ela... A película tem a capacidade de receber a informação que chega a partir de um computador ou um projetor à distância (sem que estes precisem sequer de estar perto ou visíveis). O cliente passa na montra e vê uma zona do vidro que tem imagens e pode interagir mesmo sem tocar no vidro. Quer saber o preço? Ver o vestido em vermelho? Em que lojas está disponível?


Jogar na Liga dos Campeões
A desmaterialização dos ecrãs é aquilo a que estamos a assistir a uma enorme velocidade. Tablets rígidos e pesados, telemóveis que se partem com facilidade, televisores com comando à distância... Tudo vai mudar. Na base desta investigação estão, evidentemente, as grandes multinacionais, mas também pequenas empresas de vanguarda - uma das quais é a portuguesa Edigma. Miguel Oliveira, o CEO da companhia, lembra que talvez o único verdadeiro concorrente mundial a nível tecnológico seja a solução Surface da Microsoft, mas está mais atrasada do que o conjunto de soluções já disponíveis na Edigma. "Fazer criação tecnológica é contagiante. Da mesma forma que Steve Jobs e a Xerox inovaram ao criar as 'janelas', nós matámos o rato e o teclado para conteúdos."


Claro que a massificação destas ideias tecnológicas é feita depois por quem lidera o mass market. Mas essa circunstância não apaga a origem das ideias - três colegas, alunos da Universidade do Minho, que resolveram criar em 2000 esta empresa e que, para crescerem mais depressa, fizeram entrar em 2008 a InovCapital. Crescimento continua a ser a palavra-chave da companhia: o mercado mundial aumenta a um ritmo superior a 50% ao ano e isso traduz-se, em 2012, numa estimativa de três milhões de faturação.


Esta equipa tem na base doutorados, especialistas em marketing e investigadores de matemática, eletrónica e informática, além de programadores e técnicos multimédia - já fez as suas contratações milionárias ao ir buscar doutorados, por exemplo, à Philips. Os clientes representam valor acrescentado que o justifica: desde logo a multinacional JC Decaux, a rainha dos exibidores urbanos. Quando o custo tecnológico baixar e o investimento publicitário subir, veremos as ruas a mudarem de comunicação em função da experiência de cada cliente que passa ou toca (à distância) num outdoor.


Numa loja de roupa, de móveis ou num stand automóvel, o grau de informação por produto ou leque de opções pode mudar radicalmente com esta interatividade e facilitar a compra. Veja-se por exemplo na indústria automóvel onde, ainda hoje, os clientes, no essencial tentam adivinhar a partir de catálogos em papel que carro podem encomendar - cor, estofos, jantes. Com este tipo de novas tecnologias, a experiência da compra pode pender a favor do cliente e este valorizar mais as marcas que potenciam este grau de satisfação. A Volvo, por exemplo, fez recentemente o lançamento do seu modelo V40 usando tecnologia multimédia Displax.


Mas também se jogam alguns destes efeitos em casos de marketing puro: videowalls em show-rooms de empresas, museus interativos, mesas interativas que mostram em 3D soluções de arquitetura ou engenharia, painéis de informação que tornam mais simples procurar e comprar num shopping.
A IKEA adquiriu para o Mar Shopping ecrãs de pesquisa informativa Displax. Hoje, os suecos estão a replicar o sucesso do conceito numa segunda unidade, em Valladolid (Espanha) e levaram a Edigma. Mas também a empresa de aeroportos ANA investiu nos ecrãs de reconhecimento tátil para sofisticar e tornar mais amigável a "experiência aeroporto". Outra solução, mais lúdica, é a que está a ser usada na sala de espera pediátrica do Hospital dos Lusíadas, em Lisboa. Aqui os ecrãs táteis geram um grau de envolvimento das crianças com o espaço em redor que as faz esquecer onde estão.


A Edigma também já esteve em grandes palcos: com a CNN nas eleições americanas de 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim, no Mundial de Futebol na África do Sul e como parceira da consultora Accenture. Por essa razão mantém um grande foco internacional - com projetos implementados em mais de 80 mercados, desde a Europa, Estados Unidos, Canadá, México e Brasil ao Médio Oriente, África do Sul, Rússia, Índia, Japão e Austrália. É neste campeonato global que a empresa joga, embora o efeito de demonstração nacional seja importante e necessário para aprimorar tecnologias.


A crise portuguesa não ajuda, nesta fase, a que haja mais crescimento perto de casa. Ainda assim, com crise ou sem ela, a Edigma está a ganhar dimensão para colocar os seus Displax entre a elite de gadgets de empresas que estão a mudar o mundo - através da economia literalmente digital.


Com projetos em mais de 80 mercados mundiais, a tecnológica portuguesa Edigma prevê faturar três milhões de euros este
ano



http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Art ... tml?page=0
Brc20
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