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Programa de Modernização Parque Escolar no Concelho de Braga  

Espaço dedicado às Escolas e Universidades bem como a Organizações e Associações cívicas.

Re: Programa de Modernização Parque Escolar no Concelho de B

Mensagempor Mr Strangelet » terça mar 20, 2012 11:38 pm

A rua que nas fotos passa à esquerda do centro escolar, vai ser prolongada e vai dar ao adro da igreja.

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daqui: http://psreal09.blogspot.pt/
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Re: Programa de Modernização Parque Escolar no Concelho de B

Mensagempor 22vasco22 » terça ago 07, 2012 1:20 am

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Pagamentos "ilegais" na requalificação da Secundária Sá de Miranda em Braga
Publicado ontem

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A Parque Escolar realizou despesas e efetuou pagamentos "ilegais" no valor de 546185 euros na obra de requalificação da Escola Secundária de Sá de Miranda, em Braga, revela o relatório de uma auditoria do Tribunal de Contas.

foto arquivo jn
Pagamentos "ilegais" na requalificação da Secundária Sá de Miranda em Braga
Tribunal de Contas revelou auditoria


Segundo a auditoria do Tribunal de Contas, a que a agência Lusa teve acesso, esta segunda-feira, aquele valor respeita a "trabalhos a mais" que não cumprem os requisitos legais, uma vez que não resultaram de "circunstâncias imprevistas" mas sim de deficiências ou de não previsão em projeto e de alterações e adaptações introduzidas no mesmo por vontade da dona da obra, a Parque Escolar (PE).

Segundo o Tribunal de Contas, em causa estão infrações suscetíveis de desencadear responsabilidade financeira sancionatória.

Aquela obra teve um custo que ascendeu a 14,4 milhões de euros, mais 9,4% do que o inicialmente previsto.

No contraditório, a PE alegou que os referidos trabalhos a mais resultaram das circunstâncias específicas em que decorreu a empreitada, nomeadamente o condicionamento decorrente da necessidade de assegurar a continuação das atividades letivas e as "contingências próprias" de reabilitação de um edifício centenário.

A PE admitiu que poderá ter havido "desrespeito por certos formalismos legais" mas sublinhou que não houve "qualquer prejuízo" para o erário público.

O Ministério das Finanças considera que os trabalhos a mais em causa "não são suscetíveis de serem classificados como tal" e defende "existir censurabilidade" nos atos praticados pela Parque Escolar.

jn.pt
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Re: Programa de Modernização Parque Escolar no Concelho de B

Mensagempor Meireles88 » segunda jan 14, 2013 12:26 pm

Rui Serapicos em Correio do Minho a 14-01-2013 Escreveu:Jorge Amado: “Quando pedi obras tinha ideia de requalificar este imóvel”

A Escola Básica Dr. Francisco Sanches, em S. Victor, Braga, está em obras, com a construção de novos edifícios. Era um anseio antigo que, no entanto, ainda não corresponde ao idealizado pelo director daquele estabelecimento de ensino, que, em declarações ao 'Correio do Minho', confessa que mais do que ver erguer edifícios novos, gostaria de ver requalificado o velho, onde as aulas continuam.

Orçada em 6,651 milhões de euros, e com um prazo de 430 dias para execução, a empreitada contempla obras de demolição do pavilhão central, onde irá nascer um novo edifício, e ainda ligações deste com os restantes quatro, que também serão requalificados.
Será também erguido um pavilhão desportivo, ficando as obras completas com os arranjos exteriores.

A empreitada foi adjudicada à Britalar, que, entretanto, se associou com a empresa ABB, que no concurso público tinha ficado em terceiro lugar.
Quando pedi estas obras, era ministra Maria de Lurdes Rodrigues, tinha a ideia de requalificar o edificado do imóvel — o mais antigo —, que é de finais do século XIX, estilo 'brasileiro', que depois teve em 1915 um acrescento para instalação de um colégio de uma congregação religiosa. Entenderam não fazer as obras aqui, dando prioridade ao edificado novo”.

Embora, adiante, venha a reconhecer possíveis vantagens no uso de modernos edifícios quando as empreitadas agora em curso estiverem terminadas, insiste na ideia de que o velho imóvel mantém, pelas características da sua concepção, uma dignidade que as novas construções quase sempre já não têm.

Escasseou comunicação do ministério e colaboração da câmara municipal

Eu tenho todo o respeito por essas opções, mas entretanto as coisas alongaram-se no tempo e fizeram uma candidatura ao QREN para se iniciar as obras e, finalmente, começaram. O plano da obra inicial previa a execução da empreitada em três partes. Neste momento, estão a fazer em duas, que é praticamente uma. Todo o edificado entra numa única fase e depois numa segunda fase fazem o pavilhão gimnodesportivo”, lamentando a escassez de comunicação.
Essa decisão (do início das obras), foi-nos transmitida, verbalmente, dia 19 de Dezembro, já quase no fim do primeiro período”, acrescenta Jorge Amado, vincando que “nós, entretanto, já tínhamos feito um plano de trabalho da escola para funcionar da forma como está”.

Câmara de Braga é estrutura pesada

O empreiteiro manifestou a intenção de fazer tudo numa fase. “Eu prefiro assim, porque depois ficamos livres de obras, que são complicadas”, comenta Jorge Amado, vincando, no entanto, que isso “implicava nós termos muito mais apoio de algumas entidades, principalmente a câmara municipal”.
Trabalhar com a câmara municipal, segundo a opinião do director da EB Dr. Francisco Sanches, é “trabalhar com uma estrutura muito pesada”.

Não é com esta pessoa, é com aquela. Não é com aquela, é com aquela. Não é com aquela…”, adianta, justificando que, assim, “nós andamos na situação em que estamos.
Mas há inconvenientes: “neste momento eu não tenho internet na escola. E para termos telefones internos está a escola a custear a instalação dos telefones, senão, nem telefones teríamos. Através de uma colega que conhece um engenheiro, esse engenheiro manda aqui colocar os telefones”.

Empreitada não perturba curso normal do ano lectivo

Ao normal funcionamento das aulas, o decorrer da empreitada não trouxe impacto, sustenta o director da EB Dr. Francisco Sanches. Jorge Amado realça que a oferta pedagógica depende do ministério e lamenta a subtracção de cursos de educação e formação e percursos escolares alternativos.

Aquele responsável considera que apesar das obras estarem a decorrer, é possível a escola “funcionar com normalidade” e garante que “os alunos até gostam”. Funcionar numa só empreitada “para nós é muito melhor”, explica, vincando que “se fosse encostado à escola, como estava previsto inicialmente “era muito pior”.

Por umas portas que custaram 5500 euros

Tiraram as coisas da escola à pressa. No Bloco A, deixámos portas em vidro que custaram cerca de 5.500 euros”, revela, acrescentando que depois “não nos deixaram pegar na porta”.
Ainda assim, Amado admite que noutras situações contou com ajudas. “Tenho que agradecer a algumas entidades que cederam os seus transportes”, disse, sustentando que “a câmara podia ter mobilizado outra gente para poder fazer-se esta mudança com mais tranquilidade”.

As aulas para o segundo período iniciaram na quinta-feira e na quarta-feira as paredes que foram postas em pladur ainda não estavam concluídas”, explica. Voltando à questão dos efeitos das obras na vida escolar, mantém que não há impacto. “Há impacto sobre mim, não há sobre a escola. Os miúdos não sentiram. Os nossos funcionários trabalharam. O ano corre normalmente”, observa.
Jorge Amado volta, porém, à questão preferida: o imóvel mais velho.

Velho edifício tem “significado” que os mais novos já não têm

Este edifício, apesar de velho, tem melhores condições do que muitos dos que agora se fazem. É muito mais imponente, com salas grandes para que os miúdos possam estar. E o facto de uma casa ser velha, é um bocado como os nossos avós, não significa que não tenha valor”, comenta. Acrescenta que, apesar de ser antigo, acaba por ser “mais acolhedor por ter aspectos na arquitectura que traduzem algum significado”. “Nós aqui temos esta entrada que já não se vê em muitas escolas quando se entra, da mesma maneira que quando estamos num tribunal não vemos o juiz no mesmo pé de igualdade que o arguido”, realça.

Agora, considera, “fazem uns caixotes onde colocam os meninos e desbobina-se o conteúdo. Aqui não”. “É opinião minha e dos professores que se sentem bem aqui”, assegura, salientando que “não ouvi nem um único aluno a queixar-se das instalações”.
Quanto ao edifício, em construção, reconhece: “o gabinete responsável fez um projecto bonito, com a escola virada a sul, com bastante sol, com bastante luminosidade”.

Questionado se o novo imóvel vai ter efeito na qualificação e da oferta pedagógica, Amado vai admitindo que “é agradável trabalhar numa escola nova”.
Insistindo sobre se poderá haver, como efeito das obras , melhor oferta educativa, responde que essa opção depende do ministério e este ano “foi negada e temos aí consequências”.

Eu analisei os dados estatísticos da avaliação no primeiro período, e verifiquei que o facto de não nos terem deixado abrir curso de formação foi mau. São alunos que têm outra vocação e que têm de trabalhar de forma diferenciada. Há alunos cuja estrutura familiar não existe”, realça.


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