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Recolhimento das Convertidas  

Espaço para a discussão do urbanismo e novos projectos.

Qual o melhor futuro para as convertidas?

Pousada da Juventude
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76%
Museu da Cidade
1
6%
Museu que retrate a riqueza do traje típico de Braga e o espólio do Mestre José Veiga
0
Sem votos
Escola de artes e ofícios
2
12%
Serviços administrativos
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Sem votos
Centro de Acolhimento de Famílias
0
Sem votos
Residência temporária para investigadores da UM ou do IIN
0
Sem votos
Outra(qual?)
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6%
 
Total de votos : 17

Recolhimento das Convertidas

Mensagempor braga37 » sábado set 05, 2009 8:53 pm

O Edifício do Recolhimento de Santa Maria Madalena ou Recolhimento das Convertidas fica situado no centro histórico da cidade de Braga.
Foi construído por iniciativas do arcebispo Rodrigo de Moura Teles e foi inaugurado no dia 25 de Abril de 1722, para instalar "mulheres pecadoras convertidas a Deus".
É um edifício de estilo barroco, com as paredes em alvenaria de pedra caiadas e cantaria em granito nos cunhais, cornijas, pináculos e frontões. Tem também uma pedra de armas de D. Rodrigo e um emblema do recolhimento.

Actualmente o edifício está parcialmente abandonado e em degradação.

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Patio interior
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Interior
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Capela
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Levantamento do edifício.
cbertoduarte Escreveu:Imagem
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COBERTURA
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Informação detalhada no SIPA.

Arquitectura religiosa, barroca. Recolhimento feminino barroco, de planta rectangular definindo um pátio interior central e integrando igreja de planta longitudinal, com portal lateral, aberto na fachada principal onde se abrem, alternadamente, janelas decoradas com aletas e frontões triangulares interrompidos e outras de cornijas rectas. Decoração interior barroca, com retábulo colateral tardo-barroco e retábulo-mor de estilo nacional. Azulejos de figura avulsa joaninos.

Categoria
Monumento

Descrição
Planta composta por edifício rectangular, desenvolvido à volta de um pátio. Alçados de dois pisos, tendo na parte poente, onde surge torreão rectangular, três coberturas diferenciadas em telhados de duas e quatro águas. Fachada principal virada a S. com pilastras nos cunhais rematada por cornija dupla, pináculo e cruz grega na empena tranversal. Rasga-a duas portas sobrepujadas por janelões com avental, emoldurados por aletas, encimados por frontões triangulares interrompidos, possuindo no tímpano uma cartela com emblema do recolhimento e brasão do Arcebispo Dom Rodrigo, respectivamente na porta de entrada da casa e da capela, entre estas duas janelas e um pequeno vão rectangular no primeiro piso, decorados por cornijas rectas. Na torre, com cunhais de cantaria sobrepujados por pináculos sobre a cornija, abrem-se quatro janelas rectangulares. No primeiro piso organiza-se, à direita, a capela, e, à esquerda, a casa do Recolhimento. Capela de planta longitudinal, composta de nave única, sub-coro, capela-mor e pequena sacristia rectangulares. Interior com lambril de azulejos de figura avulsa, azuis e brancos, coro-alto separado por crivaria; sub-coro separado por portal em ferro de crivaria, com pequena pia de água benta, junto da porta, do lado esquerdo. Colateralmente dois confessionários; no lado do evangelho púlpito quadrado com base de granito polícromo sobre mísula, guardas em talha, com o brasão do Arcebispo, e sanefa, em talha, coroado pelo menino segurando o mundo, e retábulo de talha polícroma; fronteiro, para-vento da porta principal, encimado por janelão rectangular, e pia de água benta concheda. Sobre cornija de pedra, tecto curvo de madeira, pintado com cartela central e "putti" segurando motivos alegóricos. Arco triunfal, pleno, sobre pilastras; balaustrada em pau preto separa a nave da capela-mor. Esta possui altar de talha dourada com várias imagens e trono central; no lado da epístola janelão e no do evangelho porta de acesso à sacristia, onde se destaca arcaz, armário embutido, lavabo em granito, a roda, uma janela e porta de acesso ao púlpito. A casa do Recolhimento tem átrio de entrada com roda de expostos, uma pequena sala com escadas de acesso ao segundo piso, lojas e arrumos e saída para o pátio interior. À volta deste, desenvolvem-se os pequenos aposentos com janelas e aos quais se acede por um corredor estreito, iluminado por janelões rectangulares, colocados a meio, esquema que se repete no segundo piso para as traseiras, no primeiro piso, alpendre sobre duas colunas de pedra, duas salas e casas de banho e, no segundo piso, uma varanda de madeira, a cozinha e casa de banho. Para a frente o coro-alto sob o mirante envidraçado que exibe uma pequena sineira nas traseiras à qual se sobe por uma escada estreita.

Acessos
Avenida Central

Protecção
Em vias de classificação
Grau 2

Enquadramento
Urbano, adossado, em gaveto com a Avenida Central e a Rua de São Gonçalo. A fachada principal volta-se para os espaços ajardinados da avenida, com tílias centenárias.


Descrição Complementar
Na fachada lateral voltada a poente, ao nível do primeiro piso, portão de acesso ao jardim e abertura de entrada para um pequeno pátio exterior e ao nível do primeiro andar, duas pequenas janelas de iluminação do corredor. Ladeado por uma pilastra e o cunhal, dois janelões rectangulares de verga recta e outros simples, ao nível do primeiro andar e no mirante, duas janelas rectangulares. A fachada posterior possui ao nível do primeiro piso uma porta de passagem para um pequeno pátio e para o jardim e de cada lado duas janelas; No segundo piso, seis janelas, sendo a dos extremos maiores, emolduradas em granito. O retábulo de talha do lado do Evangelho tem a invocação de Nossa Senhora da Luz e tem a imagem de Santa Maria Madalena, penitente. O retábulo-mor, coroado pelo brasão do Arcebispo Dom Rodrigo entrona a imagem de Nossa Senhora da Rosa, ladeada pelas imagens de Santa Ana e São Bartolomeu e São Domingos e São Gonçalo, assentes em mísulas. O frontal do altar, em talha, possui também, ao centro, as armas do Arcebispo. Nas traseiras, jardim rectangular, com canteiros de buxo, laranjeiras e arbustos exóticos e tanque granítico rectangular, com água corrente para a pia, com comunicação para a R. de São Gonçalo, ao qual se acede por escada de pedra que arranca de um pequeno pátio com tanque granítico rectangular e chafariz adossado com água corrente.

Utilização Inicial
Assistencial: recolhimento

Utilização Actual
Assistencial: recolhimento

Propriedade
Pública: Estatal

Época Construção
Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor
Pintor: Manuel Furtado de Mendonça (tecto da capela).

Cronologia
1720 - O arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles compra umas casas contíguas à capela de São Gonçalo para fundar recolhimento que albergasse as mulheres pecadoras, convertidas a Deus; 1722 - pintura do tecto da capela-mor por Manuel Furtado de Mendonça; 25 de Abril - inauguração do recolhimento, nele tendo gasto D. Rodrigo de Moura Teles 2.800$000 reis e deixando para o sustento das recolhidas 600$000 reis; permitiu ainda que a Confraria de São Gonçalo continuasse na capela; 1733 - união desta confraria à do Menino de Deus, da Igreja de São Vítor; 1766 - união da nova confraria à de Santa Cruz; 1984 - construção de novas cozinhas e casa de banho; 1998, 3 Novembro - Despacho de classificação.

Características Particulares
Recolhimento com planimetria e decoração pouco alterada, possuindo ainda roda de expostos no átrio, vãos com crivaria, balaustrada de pau preto separando a nave da capela-mor, púlpito de excelente talha e imagens de boa qualidade. A fachada principal não revela a divisão espacial interior; o torreão deve ser um acrescento posterior, visto interromper a cornija que a coroa.

Mais informação no SIPA.


Nota Histórico-Artistica A assistência aos desfavorecidos praticada pelos Bispos portugueses na Época Moderna encontra-se a ser reavaliada pela historiografia, que lhe vem atribuindo um papel de grande notoriedade no contexto assistencial do nosso país, ainda que "não tendo o cariz homogéneo, centralizador, institucional e a abrangência da assistência praticada pelas Misericórdias" (PAIVA, 2004, p. 167).
É, pois, neste contexto, que se inscreve a instituição do Recolhimento das Convertidas pelo Arcebispo de Braga D. Rodrigo de Moura Teles. As mulheres eram um dos alvos preferenciais da prática da caridade: na juventude, na viuvez e na velhice, por não poderem trabalhar, pelos filhos pequenos, pelo perigo de perderem a sua honra, as mulheres recorriam à caridade, e às instituições que a praticavam. Beneficiavam, assim, das esmolas, da roupa, ou num plano mais estruturado, dos dotes que lhes permitiam casar e não se perder na vida, e da vivência no quadro dos recolhimentos, instituições tuteladas, muitas vezes, pelas Misericórdias, e que acolhiam mulheres pobres, outras temporariamente, durante a ausência dos maridos (preservando assim a sua honra), ou mesmo as que se arrependiam de uma conduta moral mais duvidosa. O Recolhimento de Santa Maria Madalena destinava-se a mulheres que se encontravam nesta última condição, e que procuravam mudar de vida.
O Arcebispo adquiriu, em 1720, as casas contíguas à capela de São Gonçalo, que já aí existia com confraria desde o século XVII. As obras correram céleres e a 25 de Abril de 1722 inaugurava-se a nova instituição. Não se conhece o autor do traçado do edifício, embora sejam apontados os nomes do Engenheiro Manuel Pinto de Vilalobos, ou do mestre de pedraria Manuel Fernandes da Silva, pela ligação que mantinham aos trabalhos patrocinados por D. Rodrigo de Moura Teles (OLIVEIRA, 1999, p. 242; ROCHA, 1996, p. 186).
Todo o complexo desenvolve-se em torno de um pátio em forma de U, com as celas e as dependências de serviço. A fachada principal, voltada para a Avenida Central, é marcada pelo torreão rectangular que faz esquina com a Rua de São Gonçalo: este apresenta um segundo registo sobre a cornija, aberto por quatro janelas de verga recta no alçado principal, prolongando as pilastras dos cunhais que terminam em pináculos. É possível que se trate de um acrescento de época posterior.
A porta principal, de verga recta, encontra-se ligada ao avental de aletas da janela superior que, por sua vez, termina num frontão triangular interrompido, e em cujo tímpano se exibe, destacada, uma cartela de enrolamentos com o emblema do Recolhimento: a Penitente. No interior, situam-se os átrios, a sineta e a roda dos expostos.
O alçado tem continuidade numa outra janela e numa pequena fresta rectangular, encontrando-se, depois, a porta da igreja que, como convém a uma instituição feminina, é lateral. Também de verga recta, é encimada por janela de avental, que termina num frontão idêntico ao primeiro, com o brasão característico de D. Rodrigo.
No interior do templo, o coro exibe um oratório seiscentista, muito possivelmente, proveniente da antiga confraria de São Gonçalo (que apenas em 1733 se mudou para a igreja de São Vítor). A nave é revestida por azulejos de figura avulsa, e o tecto pintado encontra-se atribuído a Manuel Furtado de Mendonça. Articula-se com a capela-mor através de arco triunfal de volta perfeita, destacando-se nesta última o imponente retábulo de talha dourada de estilo barroco.
(Rosário Carvalho)

IPPAR: http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq ... ass=156315
Editado pela última vez por Meireles88 em quarta nov 28, 2012 11:22 pm, num total de 2 vezes.
Razão: Fotos, Texto e Edição : Karlussantus
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Re: Edifício do Recolhimento de Santa Maria Madalena

Mensagempor cbertoduarte » quarta fev 10, 2010 10:35 am

Alguém tem informações sobre este edificio??
Como plantas, alçados, dentro disto...
Porque o meu trabalho de fim de curso, incide sobre este edificio e tem sido bastante complicado reunir informação, pois nem o dono daquilo tem qualquer tipo de informação...

Obrigado

Cumprimentos
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Mensagempor mister B » quarta fev 10, 2010 2:51 pm

Tenta na camara municipal ou na junta de freguesia de s.Victor
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Re: Edifício do Recolhimento de Santa Maria Madalena

Mensagempor Mr Strangelet » quarta fev 10, 2010 8:47 pm

Vai a Biblioteca publica e procura pelo livro "O Recolhimento de Santa Maria Madalena e São Gonçalo, ou das Convertidas" de 2002 da autoria de Eduardo Pires de Oliveira, e encomendado pelo Governo Civil de Braga. Nunca li o livro, mas visto ser um levantamento da arte presente no edificio, é provável que encontres lá o que desejas :)

OLIVEIRA, Eduardo Pires de – O Recolhimento de Santa Maria Madalena e São Gonçalo, ou das Convertidas [Braga]. Braga, Governo Civil, 2002

OLIVEIRA, Eduardo Pires de – O Recolhimento de Santa Maria Madalena, ou das Convertidas. In: Braga. Percursos e memórias de granito e ouro. Porto, Campo das Letras, 1999, pp. 241-243; 351-352

http://www.bpb.uminho.pt/Default.aspx?t ... lang=pt-PT

No fim do teu trabalho, não te esqueças de nós :D
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Re: Edifício do Recolhimento de Santa Maria Madalena

Mensagempor cbertoduarte » segunda fev 15, 2010 11:03 pm

Sim, já fui à câmara municipal e nada, no governo civil (dono do edifício) tb nada...

Em relação ao livro "O recolhimento de Santa Maria Madalena e São Gonçalo, ou das Convertidas", do autor Eduardo Pires de Oliveira, já o adquiri, pensando que me poderia ajudar, mas não, apenas relata a história do edificio, mas nada de técnico, como plantas, alçados, ou outros elementos de interesse, apenas uma resenha histórica do edificio.

Obrigado pela ajuda...

Sim, claro k não me esqueço, se entretanto encontrar algo, postarei aqui...

Cumprimentos...
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Edifício do Recolhimento de Santa Maria Madalena

Mensagempor Duarte » segunda mar 22, 2010 6:24 pm

Jovem Cooperante dá ideias para Casa das Convertidas - CM

ImagemA Associação Jovem Cooperante defende a instalação no edifício da Casa das Convertidas de um Museu da História da Cidade de Braga, ou uma Casa da Juventude.
Construída no século XVIII, a Casa ou Acolhimento das Convertidas está há vários anos, depois de o Governo Civil de Braga ter mandado encerrar, por falta de condições, um lar de terceira idade que ali funcionou.

O que é certo é que, desde que deixou de funcionar como espaço social, a Casa das Convertidas tem estado ao abandono, apesar de se localizar numa zona nobre da cidade.
“Requalificar e criar condições para ali nascer um Museu da História da Cidade de Braga (que não existe), ou a Casa da Juventude que tanto é reclamada por várias associações juvenis, parecem-nos ideias com qualidade para a cidade”, afirmam os dirigentes da Jovem Cooperante, associação que celebra em Abril o seu 30ºaniversário.

Centro interpretativo?

Como outras possíveis reutilizações do edifício mandado construir pelo arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, a Jovem Cooperante sugere “um Centro Interpretativo de Braga, ou um Centro Interpretativo de uma das actividades industriais que Braga foi perdendo”.
/> Numa tomada de posição posta a circular na internet, os dirigentes da associação bracarense destacam que o “edifício possui um pátio interior e um jardim exterior, de dimensões razoáveis, que poderiam servir actividades variadas”, dotando a cidade de “mais um espaço cultural”.
“Aquele edifício, só por si, com um cunhal entre a Avenida Central e a Rua de S. Gonçalo, poderia dinamizar uma zona que tendencialmente é deserta e escura à noite”, sugere a Jovem Cooperante que, no Verão passado, não obteve resposta do Governo Civil de Braga um pedido para visitar o interior da Casa das Convertidas, no âmbito da actividade ‘O Nosso Património’.

Como “sinais” do “desamparo” em que considera estar a Casa das Convertidas, a associação aponta “as constantes derrocadas do estuque das paredes, as portas grafitadas ou com cartazes colados, a selva que cresce desordenadamente no jardim e a ausência da presença humana”.
Dar novamente “nobreza” ao edifício é, segundo a Jovem Cooperante “respeitar a obra passada” e dar dignidade ao património “que se quer erguido por muitos mais séculos”.
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Re: Casa das Convertidas

Mensagempor Duarte » segunda mar 22, 2010 6:34 pm

Por acaso, ha uns tempos atras estáva na av. central e reparei neste edifício e pensei exactamente como está na notícia, que aquilo devido à sua localização priveligiada deveria estar melhor aproveitado! Só não sabia o nome e a que tinha servido aquele edificio, fiquei agora a saber : )
É pena eu ter quase a certeza que isto não passará das ideias.. :(
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Mensagempor Brc20 » segunda mar 22, 2010 8:39 pm

É uma vergonha o estado a que esse edifício chegou!! Estão à espera que ele caia, é? Ainda por cima é uma das jóias do barroco de Braga, nomeadamente o interior, se não me engano! Inclusive está em vias de classificação no Igespar.
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Re: Casa das Convertidas

Mensagempor cbertoduarte » quinta mar 25, 2010 12:39 pm

Sim, sem dúvida que todas estas ideias são bastante interessantes, resta saber se algum dia poderão avançar, coisa que eu tenho muitas dúvidas.

Eu fiz um levantamento sobre este edificio, para um trabalho da universidade e é um edificio muito interessante, tanto exteriormente como interiormente.

É espectacular, como é que ainda hoje se entra neste edificio e sente-se a vivência que outrora albergou.

Claro que não será fácil que se invista por parte do dono do edificio (o Governo Civil) e também colocar-se a hipótese de venda, está posta de parte, porque pelos visto existe um documento, onde proíbe a venda a todas as entidades, ou particulares, excluindo apenas a Igreja. Por isso, ou continua nas mãos do Governo Civil, ou passa para a Igreja...

Agora que é uma grande perda para a nossa cidade, por vários motivos, pela perda da história, como também pelo degradação que aparenta para uma das avenidas mais importantes de Braga.

Enfim, espero que as coisas se desenvolvam e se chegue a uma proposta sensata e que respeite toda a qualidade que este edifício possui.

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Mensagempor MiguelPortela » quinta mar 25, 2010 5:44 pm

Será que alguém pode localizar isto no mapa?
Saudações,
MIguel Portela
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Re: Casa das Convertidas

Mensagempor Duarte » quinta mar 25, 2010 7:21 pm

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Re: Edifício do Recolhimento de Santa Maria Madalena

Mensagempor cbertoduarte » quinta jun 17, 2010 9:58 am

Bom dia a todos...

Como prometido, cá post os desenhos do Recolhimento das Convertidas.

Custou, mas lá se conseguiu fazer o levantamento do edifício.
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Cumprimentos... :good:
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Mensagempor jcmarques » quinta jun 17, 2010 1:02 pm

belo edificio ;) tem que se recuperar...
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Re: Edifício do Recolhimento de Santa Maria Madalena

Mensagempor Brc20 » sábado jul 17, 2010 11:42 am

A recuperação deste edifício devia ser urgente e depois abri-lo ao público!
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Re: Edifício do Recolhimento de Santa Maria Madalena

Mensagempor cbertoduarte » terça jul 20, 2010 10:54 am

Concordo plenamente, é um edifício com grande valor patrimonial, quer pela sua história e localização.
A minha proposta vai ao encontro desse sentido, de criar um edifício multi-cultural, aberto ao público, criando com isso um atractivo para o volume e consequentemente para a zona mais a nascente da Avenida Central.
O volume albergaria três valências distintas. Um percurso expositivo, um centro cultural e uma biblioteca-cafetaria.
Claro que estas ideias nunca saíram do papel, porque como disse o Governo Civil de Braga, não existe possibilidade alguma de o imóvel transmutar para um privado, e por parte do Governo Civil também não existe interesse algum em investir numa recuperação.
O IGESPAR (antigo IPPAR) já colocou o imóvel em "vias de classificação" desde Novembro de 1998, mas até agora nada se avançou.
Nesta zona da Avenida Central, era de grande valor a criação de um edifício ligado à cultura, que atraí-se pessoas para esta zona.
Mas como nós cá, não temos poder para o fazer, continuamos a demonstrar as ideias e a discutir sobre elas, até que as coisas se possam desenvolver, quem sabe um dia!!!

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